Shinji olhou-os curioso. Yuu farejava o ar andando de um lado para o outro, parecia um tanto ansioso. Riki não parava de olhar-lhe vidrado, o que lhe deixava desconfortável.

—Hã… Então… O queriam dizer com Noire? –perguntou sentando-se na poltrona e juntando as mãos

Koji apertou os olhos observando Shinji de cima á baixo, olhou para o albino e este encontrava-se meio que em transe, apenas olhando para o médico.

Yuu aproximou-se dele e crispou os lábios.

—Tem um Noire aqui. –ditou. Shinji suspirou, primeiramente queria saber quem eram e como sabiam o que era um Noire

—Poderiam me explicar quem são vocês? –fez uma careta. Yuu revirou os olhos e Taki susirou

—Nós tivemos a genética alterada também. –o outro contou-lhe sobre a SSG e por tudo que passaram, desde como foram parar lá até de como fugiram. Ao término o médico estava boquiaberto

—Eu… Vou… Chamar o Hikaru… –balbuciou ainda em choque subindo as escadas lentamente, olhando de relance para os quatro.

Entrou no quarto e encontrou Hikaru deitado nu na cama mexendo no celular.

—Hikaru…

—Shinjiii –resmungou fazendo biquinho- Até que enfim, eu preciso de você! Quem era?

—Hikaru, acho melhor se vestir e descer, tem umas pessoas lá embaixo, elas vão te explicar tudo.

—Ai meu deus, vieram nos prender? Shinji, que merda você fez? –o maior revirou os olhos cruzando os braços

—Prometo que se você for um bom garoto eu te recompenso depois. –falou seriamente fazendo um sorriso brotar no rosto do Noire

—Nee… Então tudo bem, depois você vai ver… –riu levantando-se da cama. Colocou apenas uma bermuda que mais parecia um shorts e uma blusa regata branca

Shinji reprovou imediatamente aquela roupa, visto que deixava as fartas coxas do namorado á mostra. Saíram do quarto e desceram as escadas. Assim que viu os quatro ali as orelhas cresceram e os olhos inflamaram num tom sangue, sentira o cheiro.

A tensão ficou mais forte assim que Yuu o viu. Retirou o boné que cobria as orelhas e olhou para Hikaru friamente.

—Eu disse, meu nariz nunca falha. –chegou perto do outro e começou a cheirá-lo. O Noire fez uma careta e chiou baixinho

Os olhos de Koji brilharam ao vê-lo, ou melhor ao ver as pernas dele. Devorou-o com os olhos, a boca salivava na ânsia de tocar e marcar aquela pele tão branquinha. Hikaru corou olhando para os outros daquela sala.

—Então… Quem são vocês? –perguntou ansioso e curioso sentando-se na poltrona antes ocupada pelo médico

—Primeiro… Qual seu nome? –o ruivo perguntou arqueando as sobrancelhas

—Shinji.

—Shinji-san, nós vamos lhe contar tudo… –Taki murmurou começando a contar a mesma história que contara á Shinji minutos atrás. Depois de contar Hikaru estava com os olhos arregalados, fitando os quatro como se fossem seres de outro mundo

Shinji estava encostado ao corrimão da escada apenas observando aquilo como se fosse mentira.

—Mas… Então existe uma organização que… altera a genética? –o Noire moreno perguntou

—Exato. E… Qual seu nome?–Hikaru suspirou

—Hikaru… E… Onde vocês vão ficar, digo, dormir, sei lá…

—Ahn… Nós não temos onde ficar. –murmurou

Hikaru fechou a cara e olhou para Shinji. Pelo jeito a noite que estava planejando não sairia tão cedo.

—Então… Mas eu não sou o único Noire daqui…

—Bem que eu senti, seu cheiro estava… meio misturado… Será que poderia me dizer onde ele mora? –Yuu perguntou dando um bloquinho de papel e uma caneta para o outro. Hikaru anotou ali o endereço de Ralph e entregou-o ao outro

—Já que vocês não tem onde ficar se quiserem fiquem aqui, temos quartos de sobra. –Shinji murmurou. Hikaru ficou indignado e olhou-o assustado.

—Shin…Ji… –murmurou diabolicamente. O médico suspirou.- Olha… Hã… Ta bom, vocês podem ficar aqui, mas… Eu e o Shinji vamos sair e… Voltaremos tarde, de noite, eu anotei nosso telefone aí também.

—Tudo bem, nós arranjamos um local até lá. Vamos indo. –Yuu foi o primeiro a sair, depois veio Taki e logo após Koji que demorou-se olhando as coxas de Hikaru sem pudor algum, alocando a imagem na memória.

Riki olhou para Shinji com a face corada, o coração batia acelerado, ele lhe parecia tão… Romântico. Tão… Parecido com o príncipe que sempre quisera. Saiu rapidamente ao notar a careta que o médico fazia para ele.

—Garoto estranho… –murmurou

Hikaru sorriu diabolicamente fechando a porta e praticamente pulando no pescoço do namorado, obrigando-o a segurar suas pernas.

—Quer continuar nossa brincadeira?

—Não Shinji, cansei de brincar de policia e ladrão! –revirou os olhos fazendo um biquinho adorável- Eu quero jogar aquele jogo do tabuleiro com você… Aliás, quero que hoje seja diferente, vou pedir uma champanhe e comida italiana.

{ # } ~ { # }

Ralph correu para o banheiro sentindo ânsia de vômito, rapidamente ajoelhou-se e botou tudo para fora na privada, puxando a descarga logo em seguida.

O olfato estava mais apurado que antes e sempre que sentia um cheiro estranho o enjôo tomava conta de si e a vontade de vomitar surgia. Sentou-se no sofá fungando. Já haviam retirado todas as coisas da sala do andar de cima e estava pronta para virar um lindo quarto de bebê. O loirinho admirava sempre aquele cômodo, imaginando como seria ele mobiliado.

Suspirou. Derick logo apareceu na sala e ao vê-lo ali sentou-se ao seu lado, puxando-o para seu colo. Alan não estava em casa, havia prometido levar Zoe no shopping depois da aula e tinha de pagar umas contas também.

—Hm… Vomitou de novo? Ainda bem que eu tinha pedido ao Alan para comprar um remédio para enjôo… –puxou-o para o colo aninhando-o como um bebê.- Tenho um presente para você –sorriu sincero

—Presente? –os olhos brilharam- Me dê! –pediu fazendo um biquinho

—Sei que apenas o Alan te deu o anel até agora, então está aqui o meu! –pegou do bolso uma caixinha de veludo e abriu fazendo o Noire arregalar os olhos

—D-derick… –os olhos lacrimejaram

—Não comece a chorar! Me dê a mão. –pegou a mão do loiro que não havia o anel de Alan e alocou a jóia no dedo do menor

—É… é lindo… Nunca pensei que você pudesse ser romântico… –sorriu abraçando e beijando o vampiro

—As vezes eu sou… –riu puxando a mão do loiro e beijando-lhe a parte de cima

Ficaram abraçados por vários minutos, o loirinho não parava de agradecer e admiriar a jóia, até que sentiu calor. Um calor digamos… Diferente.

—Derick… Eu estou com desejo… –murmurou baixinho com as bochechas coradas. O vampiro sorriu malicioso beijando o pescoço do Noire

—Desejo de que? –perguntou acariciando o ventre que já estava bem grande do menor

—Eu quero… Ahnn… Fazer sexo… –murmurou

—Oh, que safadinho!

—Por favor, Derick eu estou tão excitado! Eu quero que… Você bem… Selvagem… Nyaann… –gemeu mordendo o pescoço do maior

O vampiro sorriu e sentiu um arrepio passar pelo corpo.

—Selvagem? Hm… Depende… Você vai ser obediente? –o corpo do loiro foi tomado por um espasmo de prazer assim que Derick massageou-lhe os mamilos por cima da blusa larga

—Ahhhhh… Sim! Por favor! Rápido… E-eu preciso… –implorou movendo os quadris para cima e para baixo

Derick apertou-lhe a cintura tomando-lhe o pescoço em várias mordidas fortes, escutando os gemidos de prazer do loirinho que encontrava-se com as bochechas coradas e a respiração acelerada. As orelhas e a cauda apareceram e os orbes mudaram de cor.

—Putinho… –sussurrou jocoso mordendo o lóbulo da orelha direita do Noire

—Ahhhnn… ahan… –mordeu os lábios levando as mãos para o meio das pernas do vampiro, apertando a ereção que se formava ali

—Ahh… Ralph… –olhou-o luxuriante

—Ahhhnnn… Estou tão quente… –lambeu o pescoço do mais velho abaixando o zíper da calça dele

—Percebo… Não consegue se conter… –sussurrou dando um leve tapa nas nádegas do loirinho, o que o fez estremecer e se arrepiar

—Hmmm… Derick… Eu quero… Ahnn… –esfregava os lábios na orelha gemendo provocante- Chupar… –e essa foi a deixa para que o outro perdesse o controle.

Segurou os pulsos do loirinho atrás das costas dele com uma só mão e mordeu-lhe forte a jugular, deixando uma marca ali.

—Quer chupar? –rosnou apalpando fortemente as nádegas de Ralph

—S-sim… –gemeu com as bochechas coradas- Me dê… Logo… –Derick rangeu os dentes soltando os pulsos do menor

—Então faça, bem direitinho, ou não vai ganhar o que quer! –falou retirando o membro ereto de dentro da cueca. A boca do Noire salivou só de constatar o quão duro o outro encontrava-se.

Ajoelhou-se entre as pernas do mais velho e começou a masturbá-lo com as mãos rapidamente, olhando-o fixamente nos olhos.

—Ponha a boquinha em mim docinho… –sorriu maldoso pegando o falo entre as mãos e esfregando nos lábios vermelhos do outro

Ralph não pestanejou, primeiramente deu beijinhos e mordidinhas na glande, sugando-a por inteiro e deixando-a vermelha. Derick suspirou acarinhando os fios louros e puxando-os um pouco delicadamente.

O Noire engasgava-se um pouco, mas movia rapidamente a cabeça para frente e para trás, sentindo a glande daquele grande membro tocar-lhe fundo a garganta. Derick mordeu os lábios abrindo mais as pernas.

—Isso! Ahhh… Continue… Vou foder toda sua boquinha… –gemeu franzindo o cenho, arremetendo precisamente dentro daquela cavidade úmida insanamente

O menor tentou dar um riso abafado, Derick não combinava nada com o perfil romântico.

Ralph deixava a saliva escorrer abundantemente pelos cantos da boca, olhava para o vampiro enquanto ele penetrava sua boca rapidamente. O mais velho ficou mais alucinado ao ter aqueles dois orbes diferentes olhando-o enquanto fazia aquilo.

Gemeu e afundou-se mais na boca do Noire, despejando seu sêmen na cavidade. O loiro lambeu os lábios e engoliu tudo, limpando o falo do outro com a boca, sorriu pervertido e levantou-se, sentando no colo do maior.

—Eu… Preciso de um tempo para me recuperar Ralph… –Derick falou rindo

—Desde quando? Você nunca foi assim. Não me diga que… Você está com algum problema? No… Seu amiguinho? –o vampiro gargalhou

—Claro que não! É só que… Foi muito forte… –os espasmos ainda passavam pelo corpo do mais velho que segurou as mãos do menor dando-lhe um beijo em cada uma

—Ahhh… Então eu ainda consigo fazer com que você fique cansado… –sorriu abraçando o moreno

A campainha tocou, despertando-os de seus devaneios. Ralph cerrou os olhos, quem poderia ser? E logo agora que estava na forma de Noire! Derick ajeitou as calças e o Noire subiu as escadas, escondendo-se no quarto.

Derick suspirou ajeitando os cabelos, dirigiu-se á porta e abriu-a, dando de cara com faces nunca vistas antes. Yuu arqueou as sobrancelhas ao ver o moreno ali, abrindo a porta. Ele tinha algo de diferente. Muito diferente.

—Hm… Você não deve nos conhecer mas… Nós sabemos que tem um Noire aqui. –o vampiro fez uma expressão despreocupada encostando-se ao batente da porta com os braços cruzados e uma expressão indiferente

—Hã… óbvio que não conheço vocês… Aliás, o que querem? –reparou em Yuu e logo os olhares voltaram-se para as coxas do mesmo, mordendo os lábios ao constatar o quão fartas eram. Koji aproximou-se franzindo o cenho ao chegar perto do vampiro.

—Você… Tem um cheiro esquisito. –torceu o nariz. Derick deu um sorriso debochado, constatando que os músculos do ruivo eram bem grandes

—Chama-se testosterona… –piscou- Então… Vão me dizer o real motivo de estarem aqui?

—Nós também tivemos a genética alterada e blábláblá… –Yuu murmurou, entrando rapidamente na cobertura

Depois que os quatro já estavam acomodados Derick franziu o cenho, subindo as escadas para chamar Ralph.

O loirinho suspirava batendo o pé impaciente. As orelhas continuavam em pé, a cauda movia-se rapidamente, como se estivesse ansioso. Assim que o vampiro entrou no quarto atirou-se em seus braços, beijando-o famintamente.

—Ahnnn… Podemos continuar?

—Se for assim eu não vou resistir… –mordeu os lábios agarrando a cintura fortemente do Noire

—Vamos fazer logo… Nyaannn… –gemeu movendo o quadril para cima e para baixo

—Desculpe docinho, tem umas pessoas lá embaixo querendo falar com você… –suspirou

—Quem são? –perguntou curioso

—Só disseram que queriam falar com você…

Ralph franziu o cenho, saiu do quarto e desceu as escadas lentamente, olhando para aquelas pessoas estranhas curiosamente.

{ # } ~ { # }

Hikaru discava os telefones animadamente, pedindo a comida e a bebida com uma animação maior que o normal. Shinji sorria bebericando o uísque lentamente assistindo seu namorado pedir tudo para que aquela noite, ou melhor, tarde fosse maravilhosa.

Mogu estava andando pelo pátio da grande casa, e Hikaru preferiu assim.

O Noire terminou os pedidos e sorriu carinhoso para o médico. Levantou-se e caminhou lentamente até ele, abraçando seu pescoço e beijando-lhe os lábios lentamente, sentindo o sabor amargo de álcool.

—Eu… Vou levar a mesa da cozinha pra o quarto… –mordeu os lábios afastando-se do outro. Shinji continuou á tomar a bebida devorando com os olhos as nádegas redondas do namorado, cobertas pelo shorts que ressaltava suas coxas

Hikaru voltou logo depois, trazendo a mesa pequena da cozinha em mãos, subiu as escadas com ela e a colocou no meio da grande suíte que dividia com Shinji. Logo depois trouxe duas cadeiras e a toalha, junto com os pratos, garfos e taças arrumando a mesa do seu gosto.

Para dar um toque romântico pegou duas velas vermelhas e acendeu-as, colocando-as no centro da mesa. Colocou guardanapos vermelhos embaixo dos pratos e sorriu ao constatar o resultado. Acendeu um incenso por último, deixando um ótimo aroma no ambiente.

Ajeitou o jogo de tabuleiro erótico que haviam comprado encima da cama, que estava com edredons vermelhos e travesseiros brancos.

Depois ajeitou uma roupa para vestir, visto que o jogo era parecido com um strip poker. Colocou uma calça jeans, uma regata, chinelos de dedo e um colet cinza por cima da regata.

Queria que a relação de ambos ficasse ainda mais íntimas. Queria que fossem namorados, amantes, parceiros e amigos e há tempos queria que tivessem uma noite romântica e uma lua de mel descente. Mesmo Shinji não lhe dando um anel de compromisso, acreditava que era só um anel, não ligava muito, afinal tinham uma vida quase de casados.

Por fora era todo esquentadinho, mas por dentro a insegurança tomava conta de si. Tinha tanto medo de fazer alguma besteira, de magoar o namorado que sempre tentava fazer com que o maior o desejasse cada dia mais, assim sentia-se protegido. Não que não o amasse. Amava-o muito, aliás era a única pessoa que amava na vida.

Sentia-se realmente tranqüilo e amado quando estava com Shinji, e amava-o tanto por ele o ter aceitado do jeito que é. Arrumara o quarto assim, pois á muito tempo não faziam amor. Para ele fazer amor era diferente de fazer sexo. Tudo bem, adorava fazer sexo, uma coisa mais selvagem, mas também carecia de um pouco de romantismo.

Ainda estava intrigado com os quatro homens que vieram lhe ver e sobre a organização que falaram. Várias idéias povoavam sua mente. Hikaru tinha um senso de justiça muito grande e com essa sociedade secreta que eles falaram seu senso triplicou. Agora, queria mais do que nunca fazer justiça, não era justo seqüestrar pessoas para alterar a genética, aquilo trazia várias conseqüências. Inimagináveis.

Mas a justiça teria de esperar, já que seu romantismo estava mais aflorado que o normal.

A campainha do andar de baixo tocou e o Noire correu para atender, pegando o pedido que havia feito por telefone. Havia pedido uma massa ao molho branco e uma champanhe das melhores. Sentia-se um pouco mal, pois era Shinji quem ia pagar, mas tinha certeza que um dia iria pagar de volta e afinal, era por uma boa causa!

Pagou ao homem e levou a comida e a bebida ao andar de cima, colocando a champanhe em um pequeno balde cheio de gelos.

Shinji apenas observava. Subiu as escadas atrás do namorado, ao entrar no quarto sentiu um aroma de morango não muito doce, o quarto estava iluminado apenas por duas velas vermelhas que encontravam-se no meio da mesa iluminando a comida.

Hikaru virou-se e sorriu ao ver o outro ali. Abraçou-lhe o pescoço e deu-lhe um breve selo nos lábios.

—Eu… Queria fazer algo diferente… –murmurou com as bochechas coradas. Shinji sorriu beijando-lhe no meio das orelhas de gato

—Eu amo tudo que você faz… –Hikaru corou mais ainda e puxou o outro pela mão até a mesa

Shinji sentou-se em uma cadeira e Hikaru em outra, de frente para o namorado.

—Vamos comer então…

—Sem palavras antes? –Shinji riu

—Palavras…?!

—Sim, não vai fazer um discurso e dizer o quanto me ama? –Shinji riu apaixonadamente circulando com o dedo indicador a taça ali posta

—Bem… Desculpe-me por não dizer isso com freqüência… Eu te amo muito sabe? Eu só teria que agradecer á você por tudo isso, por estar comigo e por gastar comigo. Por… Não ter me rejeitado. Eu realmente não gosto de te fazer gastar dinheiro comigo, desculpe, eu gostaria muito de te ajudar á pagar as coisas, talvez eu até consiga, fazendo alguma coisa e… –o médico detinha um sorriso bobo nos lábios

—Parece mais que você está me pedindo perdão… Não precisa trabalhar, eu fico feliz de pagar as coisas para você , quantas desculpas… O que eu faço com você? Eu apenas… Te amo meu amor. –murmurou olhando-o fixamente

Apenas a respiração de ambos era ouvida naquele cômodo. Hikaru sorriu como havia encontrado um homem tão… Perfeito? As batidas do coração estavam aceleradas, era como se quisesse abraçá-lo e o dizer o quanto lhe amava, e obviamente faria isso, depois.

O médico acariciou a mão do Noire por cima da mesa, sendo correspondido por um olhar num tom sangue apaixonado.

—Vamos comer, ou ficará frio, espero que goste… –o menor sorriu servindo á si próprio e á Shinji

O mais velho abriu o champanhe sem muito estardalhaço servindo ambas taças. Colocou a garrafa no lugar novamente e segurou sua taça, brindando com o namorado.

—Áo nosso amor!

—Á nós… –brindaram e o barulho das taças tinindo ecoou pelo cômodo

Serviram-se da massa e começaram a comer lentamente. Os olhares que trocavam eram apaixonantes e um tanto luxuriantes, Hikaru estava totalmente rubro, tomava o champanhe lentamente tentando não cruzar com o olhar do maior.

Será que o jogo de tabuleiro seria preciso mesmo?

A comida estava ótima, do jeito que Hikaru gostava, aliás, adorava comida italiana. E não podia ser melhor afinal, aquele era um dos melhores restaurantes de Tóquio!

O jantar transcorreu lentamente, apreciaram a deliciosa comida com o melhor champanhe que já haviam provado. Hikaru juntou os pratos, talheres e taças e levou para a pia no andar de baixo, deixando tudo ali.

Shinji esperava-lhe sentado com um sorriso torto no rosto. O Noire retirou a toalha da mesa, deixando apenas as duas velas, que iluminavam o ambiente. Pegou o tabuleiro encima da cama e o abriu encima da mesa, ele continha dois pinos e um dado.

—A comida estava ótima, mas… E a sobremesa? –perguntou arqueando as sobrancelhas

—Depois Shinji…

—Depois… Do que? –sorriu sacana

—Você sabe bem do que… –apertou os olhos sentando-se em frente ao maior

O jogo era bem simples, um de cada vez atirava o dado e o número que caísse era igual ao número de casas que o pino iria andar. O tabuleiro detinha várias instruções e coisas provocantes, beijos entre outros.

Quem começou foi Hikaru, para começo teve de retirar uma peça de roupa, sorriu divertido enquanto retirava o colet.

—Sem graça, você colocou o colet de propósito! –o Noire riu

—Jogue, é a sua vez!

O jogo transcorreu com várias risadas e provocações de ambas as partes. Shinji já estava sem camisa e Hikaru só de cueca. Era a vez do menor jogar, e dessa vez o tabuleiro pediu um beijo de língua provocante.

—Até que enfim! –o médico bradou sorrindo

O mais novo aproximou-se e sentou-se no colo do namorado, pondo as mãos em volta do pescoço do mesmo. A boca logo buscou pela do outro e foi prontamente atendido, diferentemente das outras vezes agora era Hikaru quem comandava. Mordia os lábios do médico e os sugava, para finalmente adentrar a cavidade com a língua, explorando cada cantinho.

Shinji levou as mãos para as nádegas fartas apenas cobertas pela cueca e apertou as mãos ali, arrancando suspiros por parte do Noire. A boca do médico desceu para o pescoço alvo, mordendo a pele acetinada.

—Shinji… Ahnn… –ofegou num espasmo

—Esse jogo não vai direto ao ponto… Quero você agora…

—Espera… Prometa que hoje nós vamos fazer amor… –Shinji franziu o cenho

—Hã… Mas nós…

—E-eu quero que hoje seja diferente… Seja romântico… Não que você não seja romântico! É só que… –o médico sorriu puxando a mão direita do menor e dando um beijo na parte de cima

—Seu desejo é uma ordem meu amor… –sorriu.

Shinji pegou-o no colo e levou-o delicadamente até a cama, deitando-o encima do edredom vermelho que contrastava com a pele branca e acetinada feito neve.

O maior retirou as calças ficando apenas de cueca, para deleite do mais novo.

A boca do Noire foi tomada em um beijo delicado e carinhoso, os lábios dançavam sensualmente esfregando-se com sofreguidão, saboreando-se internamente e externamente.

—Vou tê-lo por completo… –o maior sussurrou abaixando delicadamente a cueca do amado

Hikaru teve um espasmo ao ter o tecido roçando seu membro que já encontrava-se ereto. O coração batia aceleradamente ansioso pelo que viria, Shinji sempre fizera muito bem as coisas.

Abriu as pernas ao máximo fazendo o médico sorrir. Beijou a parte interna das coxas do Noire e foi distribuindo beijinhos estalados pelas duas pernas esguias do mesmo, até chegar ao pé, dando um leve beijo na palma.

Hikaru vibrou, já estava começando á suar, as gotículas tomavam conta de sua testa e o membro doía de excitação. Geralmente quando faziam sexo ele não precisava de muita estimulação para ficar nesse estado, visto que só com os beijos do namorado ficava quente.

Os beijos foram subindo novamente e demoraram-se nas coxas fartas que não eram nada imaculadas. Os beijos transformaram-se em mordidas e lambidas, deixavam a pele do menor marcada, mas ele não estava nem aí, apenas contorcia-se na cama gemendo e agarrando-se ao lençol.

Finalmente o médico deparou-se com o falo tão desejado, e deu continuidade aos beijos, agora na extensão de Hikaru, distribuindo-os dos testículos até a glande ouvindo os suspiros extasiados. O Noire levantou a cabeça mordendo os lábios e pôde ver o namorado abocanhar seu mastro e começar os movimentos de sucção olhando-o nos olhos.

Shinji movia a boca o mais rápido que conseguia, resvalando a língua pelo falo túrgido circundando a glande para depois abocanhar os testículos, ouvindo um grito do outro. Abocanhou novamente o pênis do namorado e comprimiu os lábios, começando movimentos extremamente rápidos.

—Ahhhhnn… Nyaannn…

Hikaru sentia-se extasiado, não sabia se olhava ou gritava. Apenas emitia lânguidos gemidos contorcendo-se na cama e apertando os dedos no lençol. Sentia-se envolto por aquela cavidade quente e salivante, estava próximo do ápice. Seu corpo era tomado por arrepios fortes, como se correntes elétricas passassem por suas veias e finalmente os espasmos vieram, obrigando-o á gozar na boca do mais velho.

Talvez aquele tivesse sido o orgasmo mais intenso que já tivera. E o mais abundante. O médico engoliu todo líquido limpando em volta da boca com os dedos, lambendo-os em seguida.

—Sempre teve um gosto maravilhoso… –lambeu os lábios olhando com luxúria para o Noire

O médico puxou para cima as pernas do mais novo flexionando-as encima do peito dele, deixando-o totalmente exposto.

—Shin…Ji… Nyaahhnnn… –gemeu com as bochechas coradas. O mais velho ficou totalmente absorto observando a expressão linda e corada de prazer que o outro fazia

Não resistiu e inclinou-se tomando os lábios doces em um beijo lento e delicado, acariciou as bochechas do namorado ouvindo-o ronronar com o carinho.

—Vou te fazer gritar de prazer… –sussurrou abaixando-se e circundando a entrada do Noire com a língua, sentindo-o estremecer

—Ahhnnnn… Nyaaah… –segurou as próprias pernas e gritou ao ter o casulo tomado por beijos lentos e demorados, os quais os dentes eram esfregados, causando um arrepio gostoso

Shinji logo tratou de usar a língua simulando uma penetração, sentindo o mais novo contrair incessantemente o orifício que já encontrava-se vermelho de tantas mordidas e lambidas ali depositadas. Esfregou a língua de cima para baixo fazendo certa pressão.

—Shinji! Ahhhhnnnn… –gritou puxando mais ainda as pernas para cima e arranhando as coxas sem querer

O médico sugou dois dedos e colocou-os no interior de Hikaru, percebendo o quão apertado e quente encontrava-se. Fez movimentos de “tesoura” em seu interior e virou-os, ouvindo os resmungos de dor dele.

—Ssh… Vai passar meu amor… Você sabe que passa. –sorriu carinhoso

O Noire sentia dor, parecia rasgar por dentro, mesmo que fizesse sexo seguidamente sempre doía.

Os dígitos do namorado moviam-se dentro de si rapidamente, abrindo-se e fechando, empurrando até o fundo, massageando sua próstata.

—Ahhhnn! Ahhhh… Shinji! –gritou inclinando o quadril para cima sentindo espasmos pelo corpo

—Tão lindo… –sorriu beijando a coxa direita do menor delicadamente

Somou outro dedo ao interior apertado e sentiu-o sugar-lhe mais ainda, fechando-se em torno dos dígitos.

—Shinji! O-onegai… –pediu com um olhar puro de desejo

—Não agüenta mais? –sorriu- Então venha. –deitou-se ao lado do Noire e puxou-o pela cintura fazendo-o ficar sentado encima de seu abdômen

—Hmmm… Rápido… –o médico puxou-o para um beijo demorado e voraz enquanto adentrava o corpo frágil com o membro, alargando-o e escutando um grito abafado por seus lábios

—Eu… Amo você! –o maior murmurou acariciando as bochechas rosadas, dando um tempo para Hikaru acostumar-se com a invasão

—Eu também… Te amo… –sussurrou sorrindo

Os movimentos não demoraram muito á começar. O Noire mexia os quadris rapidamente para cima e para baixo ouvindo os gemidos roucos do namorado. Shinji apertava sua cintura com força aumentando o ritmo dos movimentos, puxando-o para baixo com força.

—Ahhhh! Shinji! –gritava segurando os ombros do mais velho, não parando de mexer o quadril por um segundo

—Mais rápido! –o médico pedia colando sua testa com a de Hikaru, puxando-o pelos cabelos para um beijo demorado e selvagem, onde as línguas massageavam uma a outra fora da boca e os lábios levavam várias mordidas e chupões

—Ahhhhh! Nyannn… Isso! Ahnnnn… –gritava e gemia com o suor escorrendo pelo corpo, Shinji encontrava-se do mesmo jeito, os cabelos grudavam no rosto que estava repleto de gotículas

Hikaru cansou-se e parou com os movimentos, dando liberdade para o mais velho mover-se. O médico segurou a cintura do outro e investiu com força dentro dele, tocando-o fundo, com uma mão começou a masturbá-lo no mesmo ritmo das estocadas, que não estavam nada lentas.

O Noire apertou os olhos e mordeu os lábios. Aquilo estava sendo selvagem e ao mesmo tempo romântico. Os espasmos tomaram conta de seu corpo assim que o namorado atingiu-lhe a próstata com força, fazendo-o derramar-se nas mãos do amado, contraindo a entrada.

O médico rosnou e investiu uma última vez profundamente, derramando-se dentro daquele corpo apertado.

Caíram no colchão arfantes, cansados e suados. Hikaru estava morto de cansaço, o coração parecia que ia saltar do peito, sorriu e encostou a cabeça do peito do maior, que lhe fez um cafuné entre as orelhas de gato.

—Vamos tomar um banho?

—Ne… Só se você me levar… –murmurou

—Preguiçoso, vamos! –pegou o Noire no colo e levou-o rapidamente ao banheiro da suíte.

{ # } ~ { # }

Ralph estava incrédulo. Então existia uma organização de alterações genéticas? A boca escancarou-se.

—Então… Ralph… Nós estamos procurando emprego, poderia nos ajudar?

—E-emprego? Acho difícil… Mas… –de repente uma lâmpada meio que se acendeu e o loiro teve uma idéia

—Yuu… Será que eu podia… Falar á sós com você? –sussurrou. Taki levantou-se de imediato, recebendo um olhar reprovador de Yuu

—Tudo bem Taki, só vamos conversar, fique aí.

Ralph levou-o até o andar de cima, parando na sala, encarando o outro um tanto receoso.

—Eu… Estou grávido. –os olhos do outro Noire arregalaram-se

—Hã… Que?

—Eu… Fui criado para reproduzir, bem eu tenho um útero. E… Eu pensei que você poderia me ajudar a cuidar da Louise por um tempo, o salário nós vemos depois tudo bem?

—Louise?

—É uma menina, escolhi esse nome… –sorriu. Yuu olhou para a barriga do menor coberta por uma blusa branca larga

—Ahhn… Eu aceito, não tenho muitas opções no momento, Taki sabe cozinhar e lavar roupas –fez uma careta- mas… Como eu disse, na SSG nós temos guardiões e o Taki é, ou era meu guardião, ou seja, ele…

—Não se preocupe! Temos um quarto de hóspedes com dois beliches. –sorriu

Depois de Yuu e Taki conversarem, tiveram de explicar tudo para Koji e Riki.

—Onde nós vamos ficar? –o albino perguntou desolado olhando para o ruivo

—Eu vou embora, achar algo na cidade. –murmurou indiferente. Os olhos do menor arderam com vontade de chorar.

—Eu… Quero voltar para a casa do… Shinji-san… –falou num muxoxo com as bochechas coradas

—Volte, ninguém te impede! –bufou fazendo o menor estremecer

—Grosso, vou mesmo!

O albino falou com Yuu antes de sair do apartamento, era a primeira vez que andava sozinho, estava um pouco nervoso, mas confiava nos seus instintos.

Koji saiu da casa de Alan logo depois, na verdade queria apenas dormir, estava cansado e sentia-se um tanto culpado pelo modo de tratar Riki. Mas se o tratasse com amabilidade daria ainda mais esperanças para o coração machucado do albino.

{ # } ~ { # }

Hikaru sorria enquanto as mãos do médico ensaboavam-lhe os cabelos numa massagem gostosa.

—Vou querer isso todo dia… –murmurou deitando a cabeça no ombro do maior, fazendo-o rir

—Me lembre de não te mimar tanto. –ambos riram

O banho acabou depois de vários minutos, a água estava tão quentinha e os músculos tão relaxados que não queriam sair dali nunca.

Secaram-se e já colocaram o pijama, voltando a deitar na cama. Shinji acariciava o braço do Noire numa carícia lenta para cima e para baixo.

—Fome… Quero algo salgado… Depois nós comemos a sobremesa ok? –Hikaru ronronou com a barriga roncando

—Tudo bem, vou preparar um lanche para nós. Espere aqui.

Levantou-se e desceu as escadas. Mogu encontrava-se dormindo no sofá e deu graças á deus por que sua mãe viria buscá-lo amanhã.

Foi para a cozinha e preparou dois pães de cachorros quentes, passou maionese e começou a preparar a salsischa, junto com o milho e o molho de tomate.

A campainha tocou e o médico suspirou. Será que aqueles quatro haviam voltado? Lambeu os dedos sujos de maionese e correu para abrir a porta, dando de cara com Riki.

—Hã… Oi? –fez uma careta. O Noire corou e respirou fundo, hipnotizado por aqueles orbes

—Posso… Ficar aqui? –perguntou receoso

{ # } ~ { # }

—Shinji! Que. Merda. É. Essa? –Hikaru gritou ao ver o namorado beijando o outro Noire, com as mãos na cintura do mesmo.

( CONTINUA… )

Text em 27/01/2013 às 7:28pm.

Hikaru sentou-se na cama e gemeu de dor nas costas, olhou bravo para Shinji que babava no travesseiro e revirou os olhos. Digamos que a coisa havia sido bem forte.

—AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! –Hikaru gritou enquanto o outro acordava de olhos arregalados

—O-O QUE HOUVE? –perguntou sobressaltado. O Noire riu e abraçou o médico.

—Eu… Estou com dores doutor… –mordeu os lábios

—Pra quê gritar? –deitou-se novamente fechando os olhos. Hikaru franziu o cenho com aquela atitude e aproximou a boca do ouvido do maior.

—Shinji… Eu quero a sua banana… –sussurrou. O médico teve vontade de rir, mas conteve-se

—Como vai querer ela?

—Quando eu disse banana eu quis dizer a banana com mel, iogurte, aveia e cobertura de chocolate que você fez pra mim á muito tempo… –fez um carinho nos cabelos do outro

—Quanto vai me pagar? Sou eu que cozinho nessa casa.

—Vou te pagar com… meu corpo nu. –riu alto- Você que não me deixa te ajudar na cozinha! –fez biquinho

—Claro! Da última vez você quase explodiu o microondas junto com a cozinha inteira! –Shinji sentou-se na cama e se espreguiçou, dando um beijo nos lábios do Noire

—Ahhh Shinji, você foi tão cruel noite passada… Itai… –fez uma expressão desolada e o maior teve vontade de mordê-lo

—Você quem pediu pra mim te bater, e eu não saí livre também, me deixou com as costas sangrando! –levantou-se da cama e foi ao banheiro fechando a porta atrás de si

—PRA QUE FECHAR? EU JÁ VI TANTAS VEZES O SEU AMIGUINHO QUE ATÉ ESTOU ENJOADO DA CARA DELE! –gritou rindo

Shinji quase engasgou-se com a pasta de dente, e abriu a porta, exibindo um sorriso divertido na boca que era tomada pela espuma da pasta dental. Enxaguou a boca e secou o rosto na toalha.

—Está tão enjoado dele que noite passada implorou e gritou por ele como nunca. –sorriu torto

—Claro, ontem ele trabalhou bastante… Hm… Falando nisso, eu quero ir num sexshop! –exclamou, fazendo Shinji arregalar os olhos

—P-pra quê? –Hikaru revirou os olhos rolando na cama enorme

—Ora pra quê! Eu… Quero comprar umas coisinhas… Experimentar coisas novas com você… Me leva… Hoje? –perguntou com uma carinha de pidão que fez o namorado derreter

—Tudo bem, vou comprar umas coisinhas pra você também hein?

—Shinji. Eu vou te fazer se vestir de policial, me amarrar na cama, me revistar e me bater com o seu… Cassetete. –riu malicioso

O membro do maior pulou dentro das calças ao ouvir aquilo. Pelo jeito a noite ainda não acabara.

{ # } ~ { # }

{ Flashback ON }

Derick e Alan andavam pelo shopping com várias sacolas nas mãos, recebendo olhares de toda parte, tanto de mulheres quanto de homens. As mulheres chegavam á suspirar só de vê-los.

Eles andavam um ao lado do outro, Derick tinha um sorriso torto no rosto enquanto conversavam animadamente.

—Aiai Doutor… Vamos naquela ali –apontou para uma loja de roupas infantis e o cientista concordou

Quando entraram na loja as atendentes suspiraram, e saíram no tapa para ver quem iria atendê-los. Mas quem ganhou foi uma mulher loira, baixinha e com muita maquiagem no rosto.

O vampiro começou a olhar as roupinhas dos cabides com Alan ao lado.

—Posso ajudar? –perguntou com um sorriso enorme no rosto

—Nós gostaríamos de… ver roupas para recém nascidos. –Alan ditou sorrindo. A mulher sorriu igualmente, e levou-o até outra parte da loja onde haviam várias roupas para bebês, de todas cores e estilos

—Desculpe perguntar mas… é para seu filho? –Derick sorriu e rapidamente foi para trás do outro, pôs uma mão no ombro dele e encarou com um sorriso diabólico a mulher

—Desculpe dizer mas,… É para o nosso filho. –Alan arregalou os olhos e beliscou o outro na barriga. A mulher arregalou os olhos olhando abobada para os dois.

—Vocês… Ah…

—Você está aqui para trabalhar, não para perguntar nem dar opinião. –o vampiro sorriu voltando á face séria e começando á olhar as roupinhas femininas

Alan suspirou e desculpou-se com a atendente, começando á olhar algumas roupas. Encontrou uma blusa rosa com babados cinzas bem clarinhos e adorou, sorrindo feito bobo e segurando-a pelo cabide.

Derick achara um vestido verde com uma estampa pequena de uma girafa. Segurou-o com uma mão e logo foi pegando milhares de roupas, blusas, vestidos, calças e sapatos.

Encontrou o cientista e ambos estavam empanturrados de roupas de bebê, então resolveram dividir o pagamento, o total foi absurdo.

Saíram da loja cheios de sacolas, cinco em cada mão. Alan havia comprado uma boneca e um vestido para Zoe.

—Então doutor… Acha que tem algum sexshop aqui? –Derick perguntou com um sorriso inocente no rosto

—Quê?

—Comprar uns brinquedinhos para o Ralph… Hmm… –mordeu os lábios. Alan revirou os olhos, encaminhando-se para o banheiro.

Derick foi atrás e entrou no cômodo com um sorriso pervertido na face. Agradeceu por todos homens que haviam no banheiro terem saído quando entraram.

Alan deixou as sacolas em um local especial para elas que havia e dirigiu-se para frente do mictório abrindo o zíper da calça.

Derick apenas ficou olhando de canto de braços cruzados e quando o cientista terminou sorriu perverso, puxando-lhe para uma cabine e atacando-lhe os lábios furiosamente, mordendo-os e sugando-os. O outro ficou estático, desde quando Derick estava tão… Sem vergonha?

—D-derick… –tentou afastá-lo, mas foi impossível, os lábios dele tomaram conta de seu pescoço, mordendo-o e sugando. Mordeu os lábios, sentindo uma pontada em seu baixo ventre.

—Aaaaah… Alan… E-eu estou tão excitado… Hm… –falou baixinho mordendo o lóbulo da orelha direita

—Não podemos Derick… Aqui não… –sussurrou empurrando-o

—Hmmm… Assim você me frustra… Deixe-me apenas… Chupar… –sussurrou mordendo o lábio inferior do cientista que tremeu com aquelas palavras, tentando controlar a excitação

—N-não, v-vamos embora… –falou com falta de ar

—Hmm… Vai me pegar quando chegar em casa? –perguntou ansioso, agarrando a gola da camisa do maior e mordendo seu pescoço

—Derick!

—Hmm… Gostoso… –sorriu pervertido saindo da cabine. Alan espiou para ver se não havia ninguém ali e esgueirou-se atrás do vampiro. Pegaram as sacolas e quando iam sair Derick avistou algo que fez seus olhos se iluminarem.

Havia uma loja de fantasias no shopping. O menor correu logo para ela, Alan esperou suspirando do lado de fora, vendo o vampiro sair com três sacolas em mãos.

—Pra quê tudo isso? –perguntou curioso

—Você vai ver… –sorriu perverso

—Hm… Melhor não discutir. Então… Você não quer passar em uma joalheria?

—Ahh… Sim sim, vamos! –sorriu

Não demoraram á encontrar a loja, havia uma vitrine repleta de anéis e colares com vários pôsteres com mulheres usando jóias.

O vampiro entrou junto com Alan, e pediram á atendente para dar uma olhada nos anéis. Os preços eram altos, mas nada que Derick não pudesse pagar em algumas prestações. Apaixonou-se por um anel de outro com uma pedra média de esmeralda no meio, e não teve cristo que o fizesse desistir de comprá-lo.

Ambos saíram da loja, pagaram o estacionamento e dirigiram-se ao carro, depositando as sacolas no porta-malas.

{ Flashback Off }

{ # } SEDE DA SSG { # }

Yuu dormia tranquilamente e Taki estava ao seu lado, apenas admirando-o. Quem o olhava assim jamais imaginaria que ele tinha uma personalidade fria e arrogante. Suspirou com pesar, desejava tanto tê-lo só para si, desejava tanto que ele o amasse.

Sentia-se tão culpado por tê-lo forçado á fazer sexo consigo… E agora tinha tanta raiva daquela organização. Graças aos seus instintos de tigre havia machucado o menor e estava totalmente arrependido.

Já havia conversado com Koji, estava tudo pronto, a fuga iria ser hoje á noite, e enquanto isso pediram para que os Noires descansassem.

Haviam roubado várias armas, entre elas dois fuzis e quatro pistolas. Taki massageou as têmporas, repassando toda estratégia na cabeça. O que não fazia por Yuu? Mas, pensando bem, agora fazia aquilo não só pelo Noire, por raiva de tê-lo machucado por culpa de sua genética.

Concentrou-se e pôde ver as horas, eram 23:00, iriam sair á meia-noite em ponto. Haviam ensinado tudo que podiam aos Noires, á atirar em caso de vida ou morte, para matar, não importando as conseqüências.

{ # } ~ { # }

Riki tinha os lábios atacados famintamente, sentia-os formigarem, tamanha força que Koji fazia ao mordê-los.

—K-koji… Nyaaaannn… C-calma… –gemeu

—Você sabe que podemos correr riscos ao sair daqui. Pode ser nosso último beijo. –as bochechas do albino coraram e embrenhou os dedos nos cabelos do guardião, correndo os olhos por toda face máscula do outro

—Koji-kun…

O guardião fechou os olhos. Não amava Riki, no máximo gostava do menor. Era um pervertido e ninfomaníaco, mas tinha coração e era doloroso ver os olhinhos do Noire brilhando com uma paixão ardente por si e não poder corresponder.

—Riki… Eu não quero te magoar, por favor, não alimente esperanças comigo. –beijou a mão do menor

—Eeh? E-esperanças? –os olhos lacrimejaram

—Não crie expectativas comigo… Eu sou um cafajeste.

—Koji! Você é o meu guardião, estará sempre comigo não? –o maior abaixou a cabeça, o que fez Riki tremer com a possibilidade de não ter o amado perto de si

—Riki… Eu não te prometo nada. –as lágrimas tomaram conta da face do albino

—K-koji… P-por que você não gosta de mim? –perguntou fungando- E-eu te amo tanto… –o rosto começava a ficar melado de tantas lágrimas. O guardião suspirou acariciando a bochecha do menor

—As coisas não são assim, e eu não quero te machucar.

—Já machucou! F-foi só sexo? –fungou cobrindo o rosto com as mãos

—Riki…

—Me diga quando estiver na hora de fugirmos, saia daqui! –pediu cobrindo-se com o edredom

O maior fez uma reverência e saiu do quarto silenciosamente.

Os minutos passaram-se quase como uma eternidade para os quatro. Koji entrou no quarto do menor e acordou-o.

—Está na hora. –Riki massageou as têmporas e levantou-se da cama, espreguiçou-se e olhou para o guardião

—Vamos ao ponto de encontro.

—Sim, mas antes… –abriu uma gaveta da cômoda ao lado da cama e retirou uma sacola, entregou duas pistolas para o albino e ficou com o fuzil.

—Vamos.

Saíram rapidamente pelos túneis da organização, que estavam incrivelmente escuros e sombrios, como nunca estiveram. Caminhavam lentamente e devagar, com passos curtos e precisos, tentando não emitir nenhum som.

O ponto de encontro que haviam marcado era na divisa entre os dormitórios masculino e feminino dos Noires. Era um túnel largo, as paredes eram feitas de rochas e a iluminação era pacata.

Koji e Taki sabiam de todas as saídas daquele local e optaram pela mais fácil e que tinha menos guardas, o único problema é que não sabiam onde iriam sair. Estavam ambos com uma mochila que estava repleta de injeções e coisas que ajudariam no caso de algum deles se machucar. A saída era bem difícil por teriam de abrir um pequeno buraco no chão, o que não sabiam se iria alarmar alguém.

Logo viram Yuu e Taki caminhando na direção deles silenciosamente, o outro Noire tinha uma pistola em cada mão e a expressão fria de sempre, o ruivo estava com um fuzil na mão e uma enxada em outra, detinha uma expressão vazia, normal.

Quando chegaram bem próximo aos outros dois apenas cumprimentaram-se com um meneio de cabeça. A ordem era para não falarem uns com os outros, ao menos que para avisar sobre o que fazer durante toda fuga.

Taki logo começou a cavar o buraco rapidamente, tentando fazer o mínimo de barulho possível.

Riki estava nervoso, nunca fizera algo tão perigoso na vida. Ainda sentia as palavras de Koji ecoando em sua cabeça, mas tentou esquecer-se disso, o que foi em vão. Apenas lembrou-se do dia em que lhe disseram quem seria seu guardião e foi quando apaixonou-se perdidamente por ele. Lembrou-se da primeira vez que fizeram sexo e as bochechas coraram. Isso lá era ora de pensar nisso? Sacudiu a cabeça, concentrando-se em Taki.

Finalmente o guardião acabara de cavar, o que viram foi um buraco estreito no chão, que parecia dar continuação á um pequeno túnel.

—Eu vou primeiro! –Koji se dispôs.

Colocou as pernas dentro do túnel e logo depois escorregou o resto do corpo. Era uma descida reta, sem obstáculos que foi parar em uma sala cheia de máquinas grandes e esquisitas. Deu uma boa olhada ao redor, não havia ninguém ali, era uma sala empoeirada, que dava vontade de espirrar.

—Venham! –falou, o que fez sua voz ecoar alto

Primeiro Riki desceu pelo túnel, caindo nos braços do Guardião que evitou que ele tivesse um impacto direto no chão. Foi colocado em pé no chão logo em seguida.

Taki veio depois e ao contrário de Koji não ajudou Yuu, pois se o fizesse receberia vários xingamentos, de todos os tipos.

Quando começaram á caminhar pelo local um barulho de chave foi ouvido e ficaram estáticos. Koji apontou para uma máquina grande que havia e os quatro foram para trás dela, com as armas em punho.

Riki tremia com aquelas armas nas mãos, não sabia se seria capaz de atirar em alguém, ou até mesmo matar alguém. Era o mais covarde dentre todos ali.

O ruivo e o loiro detinham os fuzis prontos nas mãos, Yuu não hesitava em segurar as pistolas, as orelhas de gato e a cauda moviam-se freneticamente assim como as de Riki, captando os sons que aquele lugar continha.

O barulho da chave ficou mais próximo e alto, e então puderam ver. Um homem de terno e gravata entrava na sala balançando um molho de chave entre os dedos. Segurava uma corrente que estava amarrada no pescoço de outra pessoa(ou melhor, criatura), e assustaram-se ao ver o que era.

A pessoa que detinha a coleira no pescoço e andava de quatro, as orelhas eram pontiagudas e a pele era muito pálida, os olhos detinham a íris estreita, como a de um gato, tinha uma cauda peluda da cor castanha. O mais estranho era a testa e os dentes. Na testa havia um olho pequeno e os dentes caninos saiam da boca.

O albino suspirou, sentia pena daquela criatura, seu fraco era pensar que todos eram bons ao ponto de querer sua ajuda. Ingenuidade.

Assim que o homem de terno entrou, depositou ao chão uma vasilha que continha um líquido vermelho, parecia ser sangue e logo após foi embora, deixando a criatura ali.

—Temos de ver se ele é inofensivo primeiro. –Taki ditou pegando duas seringas de dentro da mochila, entregando a outra para Koji

—Vá pela direita, eu vou por trás dele.

—Não o machuquem! –Riki pediu. Yuu bufou, sentando-se totalmente largado no chão, sentia-se inútil por não fazer nada.

Taki saiu primeiro de trás da máquina e logo que o fez a criatura sibilou levantando a cabeça e olhando-o com ódio. Os olhos atingiram o tom vermelho escarlate e os caninos cresceram. Aproximou-se de Taki e quando ia atacar foi chutado na barriga pelo mesmo, caiu com força encima de alguns caixotes velhos, mas logo se pôs em posição de ataque, parecia um lagarto.

Koji caminhava silenciosamente para trás da criatura, segurando com força o fuzil.

A criatura chiava para o guardião, rodeando-o lentamente, e então Taki teve uma idéia. Colocou a perna direita flexionada á frente da outra e simulou um ataque, movendo a perna esquerda. Bingo. O indivíduo quando foi atacá-lo caiu direto no chão, e o ruivo agarrou-lhe as mãos, aplicando a injeção no braço dele.

Koji aproximou-se e aplicou a injeção em mãos no outro braço daquele ser, que logo caiu no chão, em sono profundo.

—Melhor assim, sem sujar as mãos de sangue. –o loiro ditou. Chamaram os outros Noires e eles logo se aproximaram.

—Agora… Tem uma saída… Onde é mesmo Taki-kun? –Koji perguntou franzindo o cenho

—Você não tem boa memória, mesmo. –franziu o cenho- É ali. –apontou para um quadro na parede e todos se aproximaram

Riki olhava a criatura caída no chão. Estava morrendo de medo, mas não tinha ninguém ali que aturasse seus choros e birras.

—Cuidado, essa saída é usada para trazer novos experimentos.

—Agora, escutem. –Taki ditou para os Noires- Nós vamos encontrar alguns guardas no caminho e na saída ok? E vocês tem de estar com as armas preparadas e atirar sempre que um deles aparecer na frente. Para matar. Eles não vão dar uma segunda chance á vocês, portanto atirem. –suspirou- Nós dois vamos na frente, tenham cuidado

Riki tremeu de medo e apertou os dedos suados na arma, estava pronto para disparar, de tanto medo que tinha. Ambos Noires concordaram com a cabeça.

O ruivo retirou o quadro da parede e puderam ver um túnel grande e largo, poderiam passar com os joelhos um tanto flexionados. Koji foi o primeiro á entrar, com o fuzil na altura do ombro.

Taki olhou para Yuu, encarando o olhar frio e indiferente. Entrou no túnel sem pestanjar, e logo depois o Noire azul foi atrás. Riki relutou, olhando para a sala em que se encontrava, mas entrou logo após atrás dos três, tremendo de medo.

O som dos sapatos tocando o chão produzia um eco estalado e torturante em meio aquele silêncio esmagador. O túnel era úmido e escuro, além de que era abafado, tudo aquilo era assustador, um épico cenário de filme de terror.

Yuu estava sério, queria sair dali logo, seu coração batia acelerado com a liberdade que teria.

Então de repente os quatro pararam. Koji sinalizou para que se encostassem na parede e assim o fizeram, e puderam enxergar.

O túnel terminava ali, e tudo que puderam ver era uma luz muito brilhante, parecia ser… o Sol. E então ouviram conversas, o que significava que haviam guardas ali. Quantos deles ninguém sabia.

—Vou primeiro, comecem á atirar assim que saírem ok? –todos concordaram com a cabeça

Assim que o ruivo saiu puderam ouvir tiros e mais tiros, seguidos de gritos. Taki saiu logo atrás, seguido de Yuu.

O que viram era o que realmente estavam esperando, haviam muitos guardas ali, quase uns 20, todos de terno e gravata, usando óculos. Taki atirou quase como uma metralhadora em alguns deles, outros pegaram uma arma que carregavam na cintura e começaram a se defender.

—PEGUEM ELES! RÁPIDO! –um deles gritou

Koji antes de atirar, ás vezes desferia socos na face dos guardas, que caiam com a boca sangrando no chão.

A coisa estava feia para Yuu, haviam dois guardas em seu pé, quando ia atirar era atingido por um soco, até que apertou o gatilho, atingindo o guarda que estava batendo-lhe.

Mas então algo errado aconteceu.

—TAKI! –gritou de dor caindo no chão. Um tiro o havia atingido.

Sua perna direita foi tomada por uma dor alucinante, e o guardião, ouvindo o grito olhou para o Noire, que jazia no chão agonizando de dor.

Franziu o cenho e antes que o outro guarda atirasse em seu amado atacou-lhe com fúria com um soco no rosto e logo após atirou em seu peito.

Riki ainda não havia saído do túnel. A respiração estava ofegante, suava e tremia. Ouvia os gritos e tiros, sua consciência o mandava ficar ali, imóvel, sem ao menos respirar.

Agora restavam apenas 3 guardas, que foram mortos rapidamente. Koji pegou um por uma chave de braço, sufocando-o, e Taki matou os outros dois com tiros na cabeça, tamanha raiva que sentia.

O guardião de Yuu olhou ao redor, vendo a carnificina que haviam feito. Haviam vários corpos que estavam encima de uma poça de sangue, muitos com tiros no peito, alguns na cabeça.

O albino saiu do túnel lentamente e quando viu todo aquele massacre os olhos se arregalaram e desmaiou.

Koji percebera que o albino havia ficado no túnel mas preferiu que ele não se machucasse, e correu, pegando-o no colo assim que desmaiou.

Taki enquanto isso pegou uma pinça da mochila e começou a retirar a bala da perna do Noire que gritava de dor.

—Sssh, vai ser rápido, já vou tirar…

—TAKI! Aaaahhh! –gritou contorcendo-se de dor

—Estou tirando… Ssh… –retirou rapidamente a bala com a pinça, sua mão estava cheia de sangue do Noire. Suspirou de alívio e começou á enfaixar a perna do menor, ouvindo seus suspiros e protestos

Yuu estava com a respiração acelerada e o peito chiava. Olhou para o guardião de modo sereno e cansado, desmaiando logo em seguida, recriminando-se por ser tão fraco naquele momento.

Koji aproximou-se com Riki no colo e encontrou Taki do mesmo jeito. Olharam ao redor, estavam em uma sala escura, onde havia uma porta. Saíram por ali e logo se depararam com uma rua escura e deserta.

Estavam em uma rua de Tóquio que era movimentada ao dia e silenciosa á noite. Estavam longe do centro da cidade.

{ # } ~ { # }

—Shinji, nós poderíamos viajar ne? Tipo… Uma lua de mel. –os olhos do Noire brilharam- Meu sonho sempre foi a Escócia!

( CONTINUA… )

Text em 20/12/2012 às 2:35pm.

As coisas não estavam nada boas para Derick. Ralph divertia-se ao ver o quão nervoso ele estava.

—A-lan… –murmurou receoso enquanto o cientista desabotoava a camiseta, mostrando o físico invejável

—Ahnnn… Derick, você deve ser maravilhoso… Como uke. –o loirinho falou retirando a camiseta, arfando com o atrito da camiseta com sua pele

Ralph andava tão sensível á qualquer toque e palavras que os dois semes eram sempre cuidadosos ao falar com ele.

O loirinho massageou os próprios mamilos, mordendo os lábios e sentindo uma contração em seu membro. Apertou-os e puxou-os até eles intumescerem e ficarem vermelhos. Gemeu manhoso dando tapinhas sobre os seios com força.

O vampiro e o cientista olhavam atônitos aquela cena, sentindo uma dor no baixo ventre ao ver o Noire tocando-se e gemendo manhosamente, como se pedisse algo.

—Sabe… Hm… Eu sei que vocês é que deveriam brincar para mim, mas… Eu aceitaria se vocês me ajudassem. –mordeu os lábios com as bochechas rubras

Alan abriu a própria calça, retirando-a com a cueca e tudo, cena que fez o Noire gemer em deleite.

O cientista inclinou-se na cama e beijou os lábios do loirinho, mordiscando-os e adentrando aquela cavidade úmida com a língua, explorando cada pedacinho daquela boca macia e faminta. Incentivou a língua do menor a mover-se, começando uma dança sensual dentro e fora da boca.

Abaixou a bermuda de Ralph junto com a cueca, não parando o beijo, jogou-as em um canto do quarto qualquer, dando atenção á jugular do menor.

Derick mordeu os lábios, libertando seu membro, retirando a camiseta e começando uma masturbação lenta e prazerosa, adorando observar os outros dois. Sentia curiosidade e medo de ter Alan como ativo, mas esqueceu-se de tudo no momento em que o outro moreno mordeu o pescoço alvo do Noire, deixando uma marca vermelha.

—Oooh… Alan! –gemeu tendo os mamilos beliscados e atiçados

—Tão durinhos e vermelhos… –sussurrou mordendo a orelha do loiro, que contorceu-se na cama

—Ahhhhnnn… Nyahnnnn! –gritou enquanto a boca do cientista devorava os botões róseos e inchados

O maior mordeu os mamilos e circundou a língua ali, chupando-os e apertando-os com as mãos. Deu vários tapas encima dos botões que enrijeceram, fazendo Ralph gritar obscenidades.

—ALAN! Seu filha da puta! –gritou puxando o rosto do cientista, devorando sua boca, mordiscando os lábios dele, deixando-os inchados e sangrando

—Ahhhn… Calma –riu divertido

—Derick… –miou- Venha cuidar deles enquanto o Alan faz outra coisa… –murmurou apertando os olhos, vendo um sorriso malicioso aparecer no rosto do cientista

O vampiro não pestanejou, postou-se ao lado do loirinho e inclinou-se para cima dele, mordendo e sugando um mamilo enquanto apertava e beliscava o outro.

Alan empurrou as pernas do loirinho para cima, deixando-o exposto. Ralph segurou as pernas enquanto gritava ao ter o pescoço mordido e lambido por Derick.

O cientista mordeu os lábios ao constatar o quão pedinte o Noire encontrava-se. Mordeu as coxas dele, arranhando-as, deixando marcas de dentes.

—Ahhhhhh! Nyaaannnnn! –a cauda e as orelhas apareceram furtivamente

Derick enrolou a cauda do Noire nas mãos e continuou dando um “banho de gato” no tórax esguio e que já estava cheio de marcas.

Alan puxou o membro rígido e solitário do loirinho e massageou-o, apertando a glande e começando uma lenta masturbação. Ralph se contorceu na cama, pensava que ia desmaiar, tamanho prazer que estava sentindo, tendo aqueles dois homens encima de si deixando-o maluco.

Sem pestanejar o cientista tomou aquele falo nas mãos e abocanhou-o rapidamente, movendo a cabeça rapidamente, lambendo toda extensão e voltando á por na boca, apertando o máximo os lábios e fazendo uma sucção prazerosa.

Ralph apertou as mãos no lençol, deixando-as brancas, gritava tanto que qualquer um que ouvisse pensaria que estavam matando alguém. A boca era devorada num beijo feroz, os mamilos eram tomados em tapas fortes e beliscões.

—Ahhhhhh! Derick! –gritou tendo a saliva escorrendo da boca devido ao beijo

—Ssssh! Putinho… Diga-me o que quer –sussurrou sorrindo malicioso. O Noire gemeu puxando mais as pernas para cima

—Hmmm… N-não… V-você sabe… –murmurou como se suplicasse, fazendo o vampiro lamber os lábios

—Sei? Seria… Alguém para arrombar seu rabinho? –perguntou apertando os mamilos do loiro que contorceu-se, pensando que poderia gozar apenas com aquelas palavras

—Sim! Nyaaannn! –gritou ao ter o membro envolto pela boca maravilhosa do cientista

—Safadinho… Se esqueceu que hoje você não vai ganhar o que quer?

—Ahhhnnn! N-não…

—Hoje você não vai ganhar nenhum pau… –sussurrou jocoso

—Ahhhhhhn! N-não!

—Sim… Haha, será que você vai agüentar, com uma bundinha tão faminta? –Ralph gemeu diante aquelas palavras, observando seu membro entrar e sair da boca do cientista

Alan franziu o cenho sentindo uma fisgada em seu falo só de ouvir as palavras do vampiro. Continuou chupando enquanto se masturbava, sentindo o mastro latejar e pulsar em sua boca. Lambeu e deu mordidinhas na glande, para então sugar novamente até o fim, massageando os testículos, lambendo-os logo em seguida.

—ALAN! –o menor gritou arregalando os olhos, gozando abundantemente em jatos longos e incontroláveis. Seu ventre doeu de tão forte que aquele orgasmo fora, sujando as bochechas e principalmente a boca do maior.

Permitiu-se dar um mínimo sorriso, olhando para a cara de excitação do vampiro.

—Ahhhnnn… Derick… V-você vai adorar… Hmm… –o Noire ditou manhoso e mole. Alan levantou-se e olhou para Derick

—Não se preocupe, eu vou ser gentil… mas antes… Temos que cuidar desse lugarzinho tão especial… –passou a mão na entrada do loirinho que contraiu-se automaticamente

—Hm… Deixe que eu faço isso. –trocou de lugar com o outro moreno e inclinou-se, beijando as nádegas branquinhas, dando um beijo demorado no casulo apertado

—Ahhnnn… Alan! –gemeu como se pedisse pela boca do outro na sua. O cientista beijou-o delicadamente, sugando os lábios vermelhos e depois mordiscando-os

O beijo aumentou de ritmo assim que Derick começou á lamber famintamente a entrada do Noire que piscava, ansiando por mais. O vampiro passou os dentes no local, penetrando novamente com a língua, simulando uma penetração. Beijou-lhe novamente a entrada, adentrando o local com o dedo indicador, sentindo as paredes sugar-lhe para dentro, apertando-o.

—Nnnnfff… –gemeu abafado pelos lábios de Alan

Sentia dor com a penetração repentina, mas também sentia prazer. O cientista levou a mão esquerda para a barriga do loirinho, acariciando o local e sorrindo, levou á mão mais á baixo, encontrando-se com a mão de Derick. Deu o dedo indicador para o vampiro sugar e este o fez com muita boa vontade por sinal, mordiscando e olhando fixo para o cientista.

Levou o dígito para a entrada apertada do Noire, alargando-a junto com o outro moreno. Puxou o dedo pra cima, abrindo o casulo, deixando á mostra o quão avermelhado estava.

—N-não… –gemeu atônito mordendo o braço do cientista

—Putinho… Já está tão aberto… Hm… Me dá vontade de… fodê-lo. –o vampiro sussurrou movendo o dedo, simulando uma penetração

—Ahhhhnnnn… Nyannnn! –gritava mordendo os lábios e contorcendo-se na cama

—Quer mais? –Alan perguntou movendo o dedo mais fundo

—S-sim! –pediu

Alan olhou para o vampiro, que entendeu, somando mais um dígito aquele casulo apertado, movendo-os rapidamente, não dando descanso para o loirinho.

—Ahhhhhhhh! –gritou

Não tinha mais a capacidade de raciocinar, parecia que seus sentidos estavam lentos, estava ficando maluco com tudo aquilo, fora de órbita.

Derick retirou os dedos do interior do Noire, batendo nas nádegas redondas, deixando as marcas de suas mãos.

Ralph suspirou em reprovação, sentindo-se vazio. A respiração estava ofegante, acelerada e sorriu malicioso ao lembrar-se do que viria.

—Nyaannn… Derick… É sua vez agora… –mordeu os lábios sentando-se na cama com uma expressão de dor, dando um selinho nos lábios de Alan

O vampiro suspirou seriamente, cruzando os braços.

—Então doutor, você que tem que começar. –indagou sarcástico. Alan riu e foi para frente dele, ambos estavam de joelhos.

Ralph ajeitou-se na cama, encostado na parede de pernas abertas, enquanto arranhava suas coxas.

“Que o show comece.”

Alan enlaçou a cintura do outro com um braço, colando ambos os abdomens, encarando o sorriso torto do vampiro. Levou as mãos para as nádegas de Derick, apertando-as e dando tapas, enquanto mordia-lhe o pescoço.

O vampiro mordeu os lábios, perdendo-se naquelas novas sensações. O pescoço era sugado e mordiscado, e as nádegas apalpadas pelas mãos fortes e grandes daquele homem tão altivo.

O cientista sorriu ao ver as bochechas coradas do outro. Derick foi abaixando-se, não perdendo o contato visual com o outro, até ficar de quatro na cama, em frente ao mastro de Alan, sorriu ao ver o tamanho, começando á lamber toda extensão, demorando-se na glande, sugando-a para então abocanhar todo o falo, fazendo movimentos rápidos com a cabeça, para cima e para baixo, engasgando várias vezes.

Massageou os testículos, mordiscando a glande, dando beijinhos ali. Alan puxou a cabeça do vampiro para cima e beijou-lhe furiosamente, mordendo-lhe os lábios e os sugando.

—Derick… –Alan sussurrou beijando os lábios do vampiro vorazmente enquanto Ralph arranhava as próprias coxas em meio á excitação

O cientista virou o outro de costas, apalpando suas nádega. O fez ficar de quatro, ajoelhando-se atrás e vendo a entrada virgem pulsar apenas em meio á excitação.

Abaixou-se e lambeu o orifício, pressionando com a língua o casulo, sentindo o corpo abaixo de si tremer e retesar.

—Relaxe… –sussurrou mordiscando as nádegas fartas, para depois lamber o casulo imaculado, pressionando a língua ali

Sugou um dedo, deixando-o bem molhado e introduziu no vampiro, fazendo-o arfar. Derick retesou o corpo, sentindo dor.

—Ahhhhhh!…

O cientista moveu o dedo no interior apertado por vários minutos, para depois somar outro dígito, fazendo o outro gritar.

Ralph foi para frente do vampiro, beijando-lhe os lábios docemente, sugando seu lábio inferior, mordendo-lhe os ombros e pescoço e arranhando as costas largas.

—Você vai gostar… Hm… –sussurrou mordendo o lóbulo direito de Derick, observando a expressão de dor

—Ahhhh… Alan! –gemeu sentindo três dedos alargar-lhe o interior, fazendo uma expressão dolorida

—Shh… Vai passar… Você vai gritar de prazer. –o cientista sussurrou colando o abdômen com as costas do outro moreno

—Eu espero! –exclamou irritado, fazendo Ralph rir

O loirinho arranhou a jugular do vampiro, numa tentativa de fazê-lo esquecer-se da dor. Beijou-lhe delicadamente os ombros, dando mordidinhas ali, acariciando as costas de Derick.

Então resolveu fazer algo que nunca havia feito, levou os pés até o falo do vampiro, masturbando-o, movendo-os para cima e para baixo. Mordeu os lábios ao ver a expressão de prazer no rosto dele.

Alan beijou delicadamente as costas do moreno, masturbando pela última vez seu falo para então colocá-lo e pressioná-lo na entrada do vampiro, entrando naquele corpo apertado e virgem.

Derick puxou a boca do Noire e mordeu-lhe os lábios, gemendo de dor, sentindo ser rasgado por dentro. O cientista abraçou a cintura do outro, enterrando-se totalmente naquele casulo úmido e apertado. Beijou o pescoço do vampiro e as costas, aguardando-o se acostumar.

Ralph mordeu os lábios, olhando fixamente para Alan, continuando á masturbar Derick com os pés.

Derick puxou o rosto de Alan e beijou-lhe a boca vorazmente, gemendo ao sentir a primeira estocada.

—Seu… Ahhhhh! –gritou com o corpo chacoalhando para frente e para trás, sendo invadido por aquele grande falo que sem dó penetrava-o

—Tão apertadinho Derick… –sussurrou mordendo-lhe o lóbulo da orelha- Que bundinha gostosa… Hm… –sussurrou jocoso, aumentando o ritmo das estocadas

Ralph apertou os pés, movendo-os mais rapidamente enquanto abraçava o pescoço do vampiro, mordendo-lhe os lábios.

—Ahhhhh! Alan! –gritou levando as mãos para trás e puxando o cientista pelos cabelos

Quando seu ponto sensível foi tocado urrou de prazer, fechando-se mais ainda em volta daquele mastro, que pulsou e retesou mais dentro de si.

—Hmmm… Vou fodê-lo todo… –murmurou puxando a cabeça do vampiro pelos cabelos para trás, sussurrando obscenidades em seu ouvido, enquanto olhava fixamente para Ralph, que tinha uma carinha linda de prazer, parecia que iria atingir o ápice apenas de vê-los daquele jeito

—Alan… Como você é mau… –o loirinho sussurrou manhoso, levando a mão direita para o meio das pernas, pressionando a própria entrada

—Ahhh… Alan! –o ritmo das estocadas aumentava, tocando fundo o vampiro que gritava, adorando as novas sensações que povoavam seu corpo

—Putinhos… Os dois…

—Ahnn… Eu queria tanto… também… –Ralph gemeu penetrando-se com um dedo

—É só deitar embaixo dele… Não consegue ficar sem não é? –o cientista sorriu malicioso

—N-não… –o Noire ajeitou-se abaixo entrelaçando as pernas á volta da cintura de Derick e sem delongas penetrou-se com o mastro dele, gemendo e movendo-se logo em seguida.

Colocou dois dedos na boca e sugou-os, movendo os quadris em movimentos circulares, revirando os olhos e amando ser penetrado daquela forma.

Alan cerrou os olhos ao ver aquela cena e em uma estocada mais funda gozou no interior do vampiro, gritando e deixando o esperma escorrer pelas coxas do outro moreno depois de retirar o membro murcho de seu interior.

—Alan! –Ralph gritou puxando o cientista pelas coxas e devorando-lhe o membro, lambendo sua extensão e demorando-se na glande

Derick estava acabado e dolorido, mas deu início á uma penetração rápida e precisa no loirinho, que contorceu-se enquanto sugava o mastro de Alan.

—Vou acabar com você –o vampiro rosnou, arremetendo forte dentro do menor

—Ahhhhh! Nnnnnff…. Rápido!

Alan sentiu os espasmos vindo novamente e enterrou-se na boca do Noire, expelindo seu líquido na cavidade úmida que com sofreguidão movimentou-se e engoliu tudo.

Ralph sorriu lambendo os lábios e dando início á uma lenta masturbação. Quando Derick atingiu-lhe a próstata gozou sujando todo seu abdômen, assim como Derick que chegou ao orgasmo junto com o loirinho.

Os três caíram na cama ofegantes, Derick fechou os olhos franzindo o cenho.

—Ahhhh Doutor… Está doendo… –Alan riu

—Você esperava o que?

—Hm… Não precisava ser tão grande… –os três riram e aninharam-se na cama, dormindo logo em seguida.

{ # } SEDE DA SSG { # }

Yuu andava com a mesma expressão de sempre, indiferente, fria. Taki seguia-o seriamente, não falara uma palavra sequer com o outro desde o dia em que haviam transado.

O de cabelos azuis andava pelos túneis em direção á um quarto em especial, bateu na porta e logo foi entrando, vendo uma cena nada casta.

Riki detinha a face totalmente corada enquanto o pescoço era beijado delicadamente por seu guardião, Koji.

Taki postou-se do lado de fora da porta e Yuu tossiu, chamando a atenção dos dois.

—E-etto… Yuu-kun? –Riki perguntou totalmente corado, sentando-se na cama e encarando o outro Noire surpreso

—Hum… Vim falar com você sobre… Aquilo. –deu uma olhada em Koji, que olhava-o malicioso

Riki detinha os cabelos brancos, era baixinho e tinha a pele acetinada. Os olhos eram verdes esmeralda. Koji tinha o mesmo físico de Taki, os cabelos eram loiros e os olhos castanho mel, detinha uma boca carnuda que estava sempre voltada em um sorriso malicioso, era um verdadeiro tarado.

—Ahnn… H-hai… Koji, espere-me do lado de fora.

—Sim senhor. –saiu deixando-os á sós

O único amigo que Yuu tinha ali dentro era Riki, pois eles tinham o mesmo sonho, sair daquela organização e ter uma vida normal.

—Ne, Yuu-kun, como vamos fazer?

—Bem… Eles têm uma sala, tipo um depósito eu sei onde fica provavelmente têm muitos materiais como seringas e injeções. –sentou-se na cama ao lado do outro

—Hm…

—Eu pensei em fugirmos á noite, mas antes precisaríamos pegar alguns materiais desse depósito como injeções letais para os guardas, provavelmente não vai ser fácil sair, tem muita segurança para que nenhum de nós escape, mas eu tenho algumas coisas guardadas.

—Hai… Coisas tipo… O que?

—Armas. –Riki arregalou os olhos

—A-armas? Como você entrou com isso aqui?

—Eu roubei de um segurança. Eu sabia que iria precisar um dia.

—E… Quanto aos nossos Guardiões? –Yuu suspirou

—Por mim o Taki fica, não estou a fim de ficar com ele. Além do mais eles são nossos Guardiões porque apóiam os objetivos dessa sociedade, mas… Vai ser impossível fugir sem eles saberem. Você falou para o Koji? –Riki engoliu em seco

—Me desculpe e-eu falei para ele… –abaixou a cabeça

—E… O que ele disse?

—Yuu… Ele disse que… Não vai nos deixar ir. –o outro Noire suspirou massageando as têmporas

—Merda! Mas… Você vai tentar não é? Comigo… –o de cabelos grisalhos engoliu em seco, receoso

—Yuu… E-eu gosto do Koji…

—Riki! Então você vai me deixar ir sozinho?

—Gomenasai… –abaixou a cabeça. Yuu rangeu os dentes com raiva e levantou-se

—Converse com ele novamente! Por favor Riki, é a única coisa que te peço. Vou falar com o Taki. –saiu do quarto e parou para escutar a conversa dos guardiões

—Ne… Taki-kun, você já pegou o Yuu? –perguntou com sarcasmo

—Não é da sua conta.

—Ahh… Como você é mal… Eu tenho vontade de pegar seu Noire, ele me parece ser bem gostosinho. –Yuu corou e apertou os olhos, observando a expressão séria do ruivo

—Não fale desse jeito dele.

—Hmm… Me dá mais vontade ainda de prová-lo, mas em todo caso, vou indo, minha criança de aguarda.

Yuu suspirou, caminhando com passos precisos até seu Guardião, encarando-o com as sobrancelhas franzidas.

—Não te dei ordens para falar com ele. –murmurou irritado

—Me desculpe. –fez uma reverência respeitosa

—Não interessa, tenho que falar com você. –um sorriso apareceu no rosto do ruivo

—Sim.

—Vamos para o quarto, não sorria feito idiota, eu ainda não te perdoei, aliás, te odeio. –fechou a cara virando-se e seguindo o rumo ao quarto

O guardião fez uma expressão triste, mas seguiu o menor fielmente, como um cão de guarda, entrando logo atrás de Yuu no quarto e fechando a porta.

—Sobre o que deseja falar?

—Eu vou fugir daqui. –falou cruzando os braços, encarando a expressão surpresa e atônita do ruivo

—O quê? Como? Não pode!

—Quieto. Eu queria saber se você vem comigo.

—Isso é contra meus princípios! Está se exaltando, não pode fazer o que quer, nós temos guardas aqui! E-eu não vou deixar! –gritou

—Faz-me rir. Como se eu não soubesse que existem guardas aqui! Não vai deixar? Ótimo! Eu vou sozinho mesmo, nem o Riki quis ir comigo. –o ruivo fechou a cara e aproximou-se do menor

—Eu vou avisá-los que pretende fugir. Você pertence á nós!

—NÓS QUEM? Você e quem mais? É LEGAL RAPTAR UMA PESSOA, TIRÁ-LA DAS PESSOAS AMADAS PARA PRENDÊ-LA NA MERDA DE UMA ORGANIZAÇÃO IDIOTA NÃO É?

—YUU! Pare com isso! Você não está raciocinando direito!

—ESTOU SIM! E-EU TENHO MEUS SONHOS, AMBIÇÕES, EU QUERO DEIXAR DE SER UM PRISIONEIRO! –gritou

—Você não vai conseguir fugir!

O menor então fez uma coisa que o ruivo nunca o vira fazer. Ele chorou. As lágrimas corriam furtivas e em abundancia pela face, indo até o queixo.

—Yuu…

—Seu… Cretino! Primeiro você me força á transar com você, e depois nem capaz de me ajudar é!

—Yuu!

—PELO JEITO EU VOU VIVER E MORRER AQUI DENTRO MESMO! Seu… IMBECIL! EU ODEIO VOCÊ! –começou a esmurrar o peito do guardião, dando-lhe tapas e mais tapas, até dar um no rosto

Taki cerrou os olhos e puxou Yuu para a cama, prendendo-lhe os braços no alto de sua cabeça.

—Yuu. Eu vou perder o controle se continuar.

—EU ODEIO VOCÊ! ODEIO! PORQUE NÃO MORRE LOGO, SEU DESGRAÇADO? –gritava quase cuspindo as palavras em meio ás lágrimas

Taki nunca o vira raivoso, ele nunca havia perdido o controle, nunca. Agora mostrava uma face que nunca havia visto, parecia estar possuído.

—Yuu! Pare com isso! –gritou e deu um tapa não muito forte na face do Noire que parou instantaneamente de gritar, ficando apenas choramingando

—Eu… odeio você… –murmurou

—Eu amo você. –os olhos do menor se arregalaram

—Então me ajude! –suplicou- Por favor! E-eu quero tanto sair daqui! –soluçou

Os olhos de Yuu adquiriram um brilho inocente, carregado de desejos, parecia o olhar sonhador de uma criança pura e inocente, como Taki iria negar?

—Eu te ajudo.

—Mesmo? –perguntou com um sorriso no rosto –coisa muito rara-

—Sim, eu faço de tudo para vê-lo sorrindo. Mas… Com uma condição.

—Q-ual?

—Deixe-me apenas te beijar e… Não m xingue tanto. Machuca. –Yuu fechou a cara

—Mas aí são duas condições.

—Você pode fazer isso. –o ruivo afundou-se na clavícula do menor e começou a beijar-lhe a face, dando pequenos beijinhos carinhosos pelo rosto dele, até chegar á boca, onde tomou-a por completo, engolindo os lábios imaculados

As imagens tomaram conta da mente do Noire e logo empurrou Taki. O rosto adquirira novamente o ar indiferente e frio.

—Taki eu…

—Tudo bem, o Riki está vindo para cá. –Yuu suspirou, ajeitando-se na cama- Esperarei ao lado de fora, me chame se precisar –fez uma reverência e saiu

Yuu massageou as têmporas até o amigo entrar no quarto.

—Yuu-kun… Conversei melhor com Koji, ele vai nos ajudar, muito contra vontade mas vai.

—Sério?

—Hai! E você… Falou com o Taki?

—Ele vai nos ajudar também…

—Sugoi! –pulou sorrindo. Yuu manteve-se indiferente, criando estratégias para sair daquele local

—Que dia nós vamos fugir? –Riki sentou-se ao lado do amigo abraçando as pernas

—Koji disse que depois de amanhã para dar tempo dele pegar algo para distrair os guardas… Até lá podemos ficar descansados. –sorriu e piscou

Yuu suspirou ansioso por ter sua tão aclamada liberdade.

{ # } ~ { # }

Hikaru bocejou colocando Mogu no sofá enquanto ia para a cozinha, encontrando seu amado cozinhando.

—Ne… Shinji…

—Sim? –levantou os olhos para o Noire enquanto fritava um bife na chapa

—E-eu não posso ter filhos como o Ralph ne? –encostou-se á porta com uma expressão triste. O médico franziu o cenho, encarando o semblante tristonho do namorado.

—Pelo que o Alan disse não. –falou curioso

Hikaru suspirou com um ar triste.

—Eu queria poder…

—Que besteira, nós não precisamos disso meu amor, eu te amo do mesmo jeito.

—Mas… Shinji, eu queria ter filhos! N-nossos filhos… –fungou aproximando-se do namorado, recostando a cabeça nos ombros dele

—Nós… Podemos adotar.

—Como vamos adotar uma criança? Ela vai me achar uma aberração! –as lágrimas saltaram dos olhos rapidamente

Shinji arregalou os olhos, pôs o bife num prato e abraçou o Noire, acalmando-lhe e o abraçando.

—Não fale assim! Ele… Iria te amar, do mesmo jeito, não chore! –pediu desesperado afagando as costas do menor que não parava de chorar

—M-mas… E-eu queria ser como o Ralph… Shinji!

As lágrimas manchavam a camiseta do médico, que desesperado tentava acalmar Hikaru.

—Não, você é único! Hikaru, pare de chorar, vamos comer meu amor… –pegou o rosto do outro entre as mãos e beijou-lhe os lábios

—E-eu… Me desculpe… E-estou sempre chorando e berrando… –sorriu entre as lágrimas- V-você deve e-estar cheio de mim… –fungou

Shinji revirou os olhos e abraçou mais o outro, acariciando forte suas costas.

—Seu idiota, nunca mais repita isso. Eu agüento suas birras, porque você faz um biquinho lindo e fica muito fofo irritado. Aishiteru, baka. –beijou-lhe ternamente

As bocas travavam uma luta por espaço, enrolavam-se uma na outra, os dentes foram usados, mordiscavam-se os lábios um do outro, eram sugados com força, na ânsia de consumar o amor.

—S-shinji… –sorriu sincero pondo as mãos á volta do pescoço do médico

—Vamos almoçar. –sorriu dando um beijinho na testa do Noire

—E-eu não estou com fome… –fungou. As orelhas surgiram e os orbes avermelharam-se, as bochechas estavam rubras e Shinji logo percebeu o que ele queria

—Etto… Vamos para o quarto –ditou cobrindo com um pano de prato o bife que antes era fritado

—Nyaann… –miou colando o abdômen com o do outro, erguendo á perna até a cintura do maior

—Quer que eu te pegue no colo? –fez uma careta

—Hai… Nyaaah… –o médico suspirou rindo pegando primeiro a coxa direita do Noire e entrelaçando-a em volta de sua cintura, fazendo o mesmo com a outra, saindo da cozinha e conduzindo-o até o quarto, subindo as escadas com dificuldade

—Você está pesado… –murmurou com dificuldade, recebendo um beliscão nos ombros

—Não me chame de gordo, você que está fraco! –Shinji riu, carregando-o com dificuldade para o quarto

{ # } ~ { # }

Ralph bocejou, o dia estava tedioso.

Olhou para Derick e franziu o cenho, lembrando-se da noite em que o vira com outra mulher.

—Por que você me disse que aquela mulher, que eu vi com você no restaurante havia… Chegado primeiro? –apertou os olhos

O vampiro suspirou, sentando-se ao lado do loirinho.

—Por que eu vi que não conseguiria manter em segredo o que eu sou. Então eu decidi que… Era melhor você pensar que eu te traí e terminar comigo, assim você estaria… á salvo. –o Noire franziu o cenho

Estavam apenas os dois na casa, Alan havia saído para buscar Zoe na escola e deixara os dois em casa.

—Seu idiota… –revirou os olhos sorrindo- Como você… Sabe quando precisa de sangue?

—É automático. Eu começo á… Suar e meu olfato fica mais aguçado.

—E… Acontece frequentemente?

—Não… Mais ou menos á cada duas semanas ou mais…

—E… Como você vai fazer? –perguntou receoso

—Eu… Não sei… –suspirou desalinhando os cabelos

—Derick! Como você não sabe? Nós temos que dar um jeito nisso!

—Eu sei! Tenho que falar com o Alan antes. –suspirou.

O loirinho massageou as têmporas e aninhou-se no peito do maior. Puxou a mão do vampiro e a pôs encima de seu ventre, que estava bem grande.

—Está bem grande…

—Ahan… –suspirou fechando os olhos- Estou com sono…

—Durma, não se assuste se você acordar e eu e o Alan não estivermos em casa. –murmurou acariciando as costas do Noire. Ralph deu um sorrisinho malicioso.

—Vão para o motel sem mim? Que consideração… –choramingou. O vampiro riu beijando-lhe os cabelos

—Surpresa, vamos sair e comprar umas coisinhas. –piscou

—Tudo bem… Fique aqui até eu dormir… –fez um biquinho

—Sim senhor… –riu

Ficaram assim por uns bons minutos, até o loiro dormir. Derick pegou-o no colo e o levou para o quarto, depositando-o delicadamente sobre o colchão e cobrindo-o com um edredom branco.

Olhou-o por um bom tempo, admirando-o, até que ouviu o barulho da porta bater e correu para ver.

O cientista chegava de mãos dadas com a filha, que vestia um vestido azul marinho com babados que continha o emblema da escola. Assim que a ruivinha viu Derick as bochechas coraram e ela ficou com a respiração acelerada, apertando mais a mão do pai.

—Olá princesa! –Derick sorriu abaixando-se e dando um beijo na garotinha que ficou mais vermelha do que já estava –se possível-

Levantou-se e encarou Alan.

—Zo, vá tirar o uniforme, eu já subo pra te ajudar nós vamos sair daqui a pouco.

—Onde nós vamos papai? –perguntou com a face rubra e curiosa

—Comprar umas roupinhas para o bebê. –sorriu gentil afagando os cabelos ruivos

—O-o Derick vai junto? –perguntou, fazendo o vampiro sorrir

—Espero que não tenha problema… –coçou a cabeça

—N-não… –subiu correndo as escadas

O cientista sorriu chaveando a porta, abrindo os botões da camisa social e fazendo Derick dar um sorriso malicioso.

—Com calor?

—Está fazendo 28 graus Derick.

—Acho melhor você trocar de roupa… Ou então… –mordeu o lábio- Eu posso te ajudar… –Alan riu

—Não, obrigado, vou trocar de roupa. –caminhava em direção ao quarto quando o vampiro puxou-lhe pelo braço, beijando-lhe os lábios demoradamente

Mordeu os lábios do cientista e depois sugou-os com volúpia enquanto as mãos tratavam de apertar o tórax e os ombros dele. Derick gemeu em meio ao beijo apenas para provocar o outro, e logo tratou de tomar conta do pescoço, mordendo-o furiosamente.

—D-derick…

—Ahnn… Você é tão gostoso doutor… –mordeu o lóbulo direito do outro moreno

—Zoe…

—Ahn… Tudo bem… Gostoso. –mordeu-lhe o queixo e saiu com um sorriso maroto no rosto, entrando no banheiro

Derick suspirou passando a mão no pescoço sorrindo aliviado.

{ # } ~ { # }

—TAKI! –Yuu gritou de dor caindo no chão. Um tiro o havia atingido

( CONTINUA… )

Text em 17/12/2012 às 2:50pm.

—SHINJI! –Hikaru gritou assustado enquanto encarava o cachorro de olhos arregalados

—O-o que houve? –perguntou ofegante

Estava vestido e pronto para ir trabalhar, havia corrido atrás do namorado ao escutar seu grito.

—ISSO PARECE UM RATO! –gritou chiando e pulando no pescoço do médico, que subitamente pegou-o no colo, tentando controlar as risadas

—É só o Mogu, ele é inofensivo, mas um pouco louco. É o cachorro da minha mãe. –Mogu abanava o rabo para Shinji

—QUE HORROR! COMO EU VOU DORMIR COM ESSE CACHORRO AQUI?! SHINJIII! EU NÃO POSSO DIVIDIR MEU TERRITÓRIO COM UM… CACHORRO-RATO! E… EU ESTOU COM FOME! –gritava esperneando no colo do amado, que gargalhava, levou Hikaru para sala e depositou-o no sofá, observando as orelhas de gato dele moverem-se como loucas.

—Ssh, calma, pelo menos você faz um amigo novo. –sorriu divertido pegando o cachorro no colo e depositando-o ao lado de Hikaru.

O Noire congelou e olhou desesperado para o namorado, não moveu um dedo do lugar, parecia uma estátua que emitia chiados. Mogu latiu para o menor e subiu em seu colo, deitando-se ali e lambendo as mãos dele.

—S-hinji… –murmurou

—Ele é inofensivo, faça carinho nele, divirtam-se, tenho que trabalhar. –falou rindo

—Shinji! N-não me deixe aqui! –resmungou

—Não faça drama, é só um cachorro! –puxou o queixo do namorado para cima e deu-lhe um beijo nos lábios

—Shinji!

Hikaru permaneceu parado depois da saída de Shinji, observando minimamente o cachorro ajeitar-se em seu colo e fechar os olhos. Suspirou de alívio e passou a mão na cabeça do animal, ainda com uma careta no rosto. Ficou assim até que o sono tomou posse de seu corpo, obrigando-o a deitar-se e começar a ronronar.

{ # } ~ { # }

Do outro lado da cidade, em outro bairro burguês estava Ralph, Alan e Zoe sentados no sofá da sala daquela grande cobertura.

—Zoe… Nós temos que conversar. –o cientista ditou com uma expressão séria que fez a ruivinha estremecer

—S-sim papai? –olhou para Ralph meio curiosa

—Você sabe que o papai está namorando o Ralph não? –ela concordou- Pois bem, você vai ter uma irmãzinha –sorriu fazendo a ruivinha arregalar os olhos

—I-irmã? Ahh sério? –vibrou sorrindo de orelha á orelha

—Sim… E o Ralph ele é meio… Diferente das outras pessoas. –o loirinho concentrou-se e fez as orelhas e a cauda surgirem, também fazendo os olhos mudarem de cor

—Ooh! –fez uma expressão surpresa ao ver a aparência do Noire

—E… As pessoas não estão acostumadas á lidar com outras pessoas diferentes. Por isso eu gostaria que você não contasse á ninguém sobre a gravidez nem sobre o Ralph. –ditou sério

—Mas… Por quê? –perguntou curiosa oprimindo a vontade de tocar na cauda do loirinho

—Meu bem, essa diferença que o Ralph tem… É muito rara, e se outras pessoas ficarem sabendo disso vai ser difícil para ele. Por tanto eu peço, não conte á ninguém ok? –pegou as mãozinhas da ruiva e beijou-as delicadamente

—Pode deixar papai! –sorriu confiante dando um beijo na bochecha do cientista

—E… Tem mais uma coisa Zo… –murmurou.

A ruivinha franziu o cenho, curiosa.

—Mais?

—Sim… Tem outra pessoa que vai morar com a gente. O Derick.

—Então, você é a Zoe? –o vampiro apareceu subitamente ali, assustando á todos. Ajoelhou-se e pegou a mão da ruivinha, depositando um beijo demorado ali, cheirando a pele imaculada

—S-sim… –corou ao ver o quão bonito ele era.

O coração inocente deu um pulo ao olhar os orbes verdes dele. Coisas de meninas nessa idade.

—Você é uma princesa. –sorriu gentil sentando-se ao lado do loirinho

—P-porque ele vai morar conosco? –perguntou baixinho para o pai, meio desconcertada

—Por que… –começou a suar frio. Como iria responder aquela pergunta? “Zoe, papai está namorando os dois, mas não há problema algum nisso, ele é o ex namorado do Ralph.” –revirou os olhos com aquele pensamento

—Por que ele não tem onde ficar, e-ele é meu primo! –Ralph ditou sorridente. Alan suspirou agradecendo aos céus

—Aaah… Eu tenho um priminho tão gostosinho… –Derick sussurrou malicioso no ouvido do Noire, recebendo um beliscão em resposta

—Então Zo, esse será nosso segredinho ok? –a ruivinha piscou dando um beijo nos três e demorando-se no vampiro propositalmente

—V-vou… Fazer meus temas. –subiu para o quarto rapidamente

—Parece que ela gostou muito de você Derick… –Ralph falou fazendo o vampiro rir

—Sim, ela está apaixonada por mim.

—QUÊ? –os outros dois indagaram em uníssono

—É a coisa mais normal do mundo. –suspirou

Ficaram os três sentados no sofá por um bom tempo, os maiores paparicando Ralph.

—Como vai ser, vai fazer sexo com a gente por tabela? –Derick sussurrou acariciando a barriga que já estava grandinha do Noire

—N-não sei… –falou num muxoxo com a face rubra

—Verdade Ralph… Você tem que decidir, vai querer os dois na mesma cama ou um de cada vez? –o cientista indagou rindo

—Merda! Seus ninfomaníacos, eu estou muito sensível sabia? –Derick estreitou o olhar

—Eu percebi, não posso nem tocar nos seus mamilos sem querer. –sorriu irônico

—Derick! V-você não estava tocando neles, estava apertando eles e… d-dizendo coisas nos meus ouvidos! –Alan arqueou as sobrancelhas

—Vocês andam se pegando por aí?

—CHEGA! E-eu…

—Oooh! Já sei! –o vampiro exclamou- Você quer me ver pegando o Alan na sua frente!

Ralph corou ao ter a mente invadida por imagens de como seria –ao contrário do que Derick dissera- o cientista possuindo o vampiro. Mordeu os lábios ao sentir o tecido da camiseta atritando com os mamilos que enrijeceram com os pensamentos.

—Por que não o contrário? –Alan perguntou franzindo o cenho

—Exatamente! Aaah… Amanhã de manhã e-eu quero… –Ralph sussurrou beijando delicadamente os lábios de Alan

—Quer o quê? –o vampiro perguntou assustado

—Ahhnnnn… Derick… Você se deliciando com ele… –levou a mão dele para o meio das pernas do cientista, fazendo-o arregalar os olhos

—NEM PENSAR! N-nunca!

—Por favor… E-eu estou tão excitado só de imaginar… Vocês dois… Hmmm… –mordeu o lábio levando a mão do cientista para seu tórax

—Só se você nos deixar… Com você hoje. –Derick ditou fazendo Alan arregalar os olhos

—ENLOUQUECERAM? A-a Zoe está no quarto! –exclamou, ditando o óbvio

—E-eu deixo… Os dois… –sorriu perverso retirando a camiseta, revelando os mamilos inchados e sensíveis

{ # } ~ { # }

Os Ápis eram uma espécie de soldados que tiveram a genética alterada em laboratórios. Eles serviam á Secret Society of Genetic, mais conhecida como SSG. Nenhum dos subordinados sabia ao certo quem mandava naquela sociedade, eles eram obrigados á trabalhar ali.

Sua missão era encontrar os humanos com o mais alto Q.I, lindos, e que tivessem algum dom em especial, os chamados Recolhidos, para então, levá-los ao laboratório e entregá-los aos Cientistas alteradores.

Trabalhavam sempre com um espião, que tratava de observar se estavam fazendo um bom trabalho. A sede da SSG ficava em um bairro distante e rural de Tóquio, no subsolo. Era conhecida por um símbolo egípcio que significava “vida eterna”, o “Ankh”.

Dentro da SSG existiam categorias de Ápis, existiam os privilegiados (Alphas), que tinham quartos luxuosos abaixo do subsolo e que podiam aproveitar-se dos Recolhidos, seja sexualmente ou devido às alterações que haviam sofrido, sempre tinham um guardião para protegê-los de eventuais ataques ou ajudá-los em missões.

No topo estavam os Alphas, logo após os Ínuris, que sempre faziam missões em dupla mais o espião, não eram tão privilegiados quanto os Alphas, podiam relacionar-se com eles, mas sempre fazendo uma reverência. E por último existiam os Yuur, menos privilegiados, eram treinados para passarem para uma categoria mais alta, cada um tinha um treinador, dormiam em quartos pequenos com apenas um beliche e uma cômoda.

Haviam também os setores, setores para os Noires, setores para vampiros e para outras criaturas que ali foram criadas. Elas não se misturavam, era proibido. Dentro dos setores haviam as classes masculinas e femininas, a classe masculina e feminina dos Noires, a classe masculina e feminina dos vampiros etc.

Fora dessas categorias havia os treinadores, guardiões e espiões, os mais velhos e experientes da SSG, trabalhavam ali, pois acreditavam fielmente na crença de que um dia o Egito voltaria a ser como antes, onde havia Deuses e o culto aos gatos.

Os Ápis eram forçados á trabalhar ali, em troca recebiam alimentação. Se fugissem o segredo da SSG estaria em apuros.

—Sala de reunião dos Noires. Sala de reunião dos Noires. –o alto falante repetia várias vezes, fazendo todos os humanos-gato dali correrem para a tal sala

Yuu revirou os olhos e foi –diferentemente dos demais- caminhando lentamente até a sala de reuniões.

Detinha cabelos azuis com algumas mechas brancas, a pele era pálida e os olhos eram cinzas. Os braços eram um pouco musculosos, a cintura era fina e as coxas eram grossas, trajando o caminho até as nádegas fartas e que faziam qualquer um delirar. O nariz era fino e o queixo um tanto quadrado, tinha os traços muito delicados.

Pertencia á categoria dos Alphas, era um privilegiado, mas ao contrário do que os outros pensavam, sua aparência enganava quanto á sua personalidade. Tinha um ar esnobe, era arrogante e resmungão, teimoso, frio e calculista. Seu maior forte era sua inteligência, tinha o mais alto Q.I de todos ali.

Passou calmamente por aquela multidão de Noires, as orelhas de todos ali moviam-se ansiosas, era o tão esperado dia de anunciar se haviam subido de categoria. Os Alphas só iam á reunião, pois no mesmo dia eram lhe dadas missões.

A sala de reuniões era grande, haviam mais ou menos 400 cadeiras que eram voltadas para uma mesa onde haviam três homens, um treinador, um guardião e um espião. Todo mês eles se reuniam para ver quais deles passariam para uma categoria mais alta.

Haviam três portas atrás da mesa, cada uma estava escrito: Alphas, Ínuris e Yuur.

Yuu dirigiu-se á porta intitulada “Alphas”, na qual formava-se uma fila enorme. Nas 300 cadeiras sentavam-se os Ínuris e os Yuur.

Quando chegou sua vez, entrou na sala e sentou-se na cadeira, em sua frente havia um homem alto, traços rudes e robusto.

—Yuu, categoria Alpha, membro desde doze de março de 2009, dezesseis anos, setenta missões completadas. –o menor suspirou irritado

—Correto.

—Missão rank alto, capturar o filho do Presidente, chamado Takumi Hayato, quinze anos. –entregou-lhe uma ficha com a foto do garoto e informações extras

—Hm…

—Pode se retirar, seu Guardião está á sua espera. –saiu por outra porta da pequena sala e deu de cara com Taki á sua espera, ele coçava a cabeça e sorria

—Eu já te disse pra não ficar rindo feito um idiota. –resmungou passando reto pelo maior, em direção ao seu quarto

—Ih qual é? Você nasceu assim? Sempre com essa cara fechada.

—Cale-se, não lhe dei permissão pra falar, e seu trabalho é só ficar ao meu lado.

—Como quiser. –fechou a cara

Taki detinha traços masculinos, um físico invejável, totalmente musculoso. Os cabelos eram ruivos e os olhos eram âmbares penetrantes. A pele era morena e distinguia-se dos demais por isso, já que eles procuravam sempre os de pele mais branca.

O guardião era sempre brincalhão e risonho, mas dera azar(ou sorte) ao ficar com uma pessoa fria e sem humor como Yuu.

—Acalme o passo!

—Eu disse pra não falar comigo… –bufou abrindo a porta do quarto e entrando, sendo seguido por Taki

—Uuh, seu irritadinho –murmurou rindo

—Quem disse pra você entrar? Você pode muito bem ficar na porta, do lado de fora. –falou começando á retirar a camiseta, o que, na visão do Guardião era uma dança sensual

Olhava-o como se quisesse devorá-lo, marcava-o com os olhos. Não queria que ninguém nunca o machucasse, não queria que ninguém tocasse naquela pele tão branca e acetinada. Ele fazia aquilo como se não fosse chamar a atenção de ninguém, ah, e ele não sabia o quanto chamava.

Quando ficou só de cueca Taki sentiu o sangue fluir para o membro ao olhar para as coxas de Yuu. O menor tinha pernas muito bem torneadas e as coxas eram grossas e grandes, assim como as nádegas que eram empinadas e bem redondas.

O guardião suou frio ao olhá-lo apenas de cueca.

Yuu franziu o cenho irritado ao constatar que o outro ainda estava ali.

—Ainda está aqui? –virou-se com o cenho franzido e a cauda balançando de um lado para o outro. Os olhos atingiram um tom azul da mesma cor dos cabelos

—Me desculpe. –fez uma reverência e saiu dali rapidamente, tentando controlar sua ereção

{ # } ~ { # }

Yuu sempre conseguia tudo que queria. E agora não era diferente.

Andava cautelosamente pela mansão com armas em mãos, as orelhas e a cauda estavam agitadas, Taki lhe dava cobertura pelas costas.

Subiram as escadas com cuidado para não fazer barulho. Entraram no primeiro quarto do corredor longo e escuro que havia, e rapidamente acharam o alvo.

Takumi dormia como anjo, detinha os cabelos loiros e a face muito delicada. O guardião deu o pano com o remédio para o menor e este pressionou-o nas narinas do loirinho que dormia, segurando seus braços quando começou á debatê-los.

O corpo foi ficando leve até que desmaiou. Yuu mantinha a mesma expressão fria, fazia tudo aquilo automaticamente como se fizesse parte de sua vida, que para si havia acabado. Os olhos transpareciam a dor que havia passado e o corpo delicado fazia parecer que ele era feito de papel.

Pegou o corpo de Takumi e deu-o para seu guardião, que enrolou-o num lençol preto com rendas. Saíram pela janela rapidamente, entraram no carro que os aguardava e partiram para a sede da SSG.

Taki observava-o minimamente, correndo os olhos pela boca carnuda e para o pescoço alvo, desejando marcá-lo e chamá-lo de seu. Suspirou, pelo jeito ficaria só no desejo.

O caminho até a sede foi longo e sinuoso, era madrugada e parecia que só existia o carro em que estavam na rua. A cidade era tomada por uma escuridão apavorante, ninguém enxergava nada, á não ser Taki e Yuu que viam melhor que qualquer humano.

Chegaram silenciosamente, entrando para o subsolo por uma entrada secreta. O guardião levou o corpo do garoto até um dos laboratórios, depositou-o em uma maca, prendendo-lhe as mãos e os pés. Yuu esperou pacientemente e quando o processo acabou dirigiu-se ao seu quarto, sendo seguido pelo maior.

—Oye, espere!

—Não… Eu caminho na velocidade que bem entendo.

—Tsc. –o menor entrou no quarto, guardando a arma na gaveta e retirou a camiseta e as calças

—Vai ficar olhando? –indagou sério

—Parece que faz isso de propósito. –apertou os olhos, devorando-o

—Isso o quê? –mantinha a expressão fria e indiferente, ajeitando um pijama para vestir

Não houve resposta. Ou melhor, houve. O guardião abraçou-o por trás, apoiando o queixo no ombro do menor.

—Ei! Desde quando eu te dou essa intimidade? –irritou-se tentando desvencilhar-se daqueles braços, o que foi inútil.

O ruivo havia tido a genética alterada também, sua força era duas vezes maiores que a de um humano normal.

—Taki! E-eu ordeno! –gritou chutando as canelas do maior

—Parece que me excita de propósito, só pra me ver desesperado. –sussurrou mordendo o lóbulo de Yuu

—Taki! –gritou raivoso apertando-lhe os braços inutilmente

—Ssh… Deixe-me te ter por apenas uma noite… Yuu –sussurrou apertando o corpo do menor contra seu abdômen

Aki notou o grande volume esfregando-se em suas nádegas e ficou mais possesso ainda.

—Solta! Me solte Taki! Agora! –tentava desvencilhar-se dos braços do ruivo, mas estava impossível

—Não brigue comigo. Você não sabe o quanto sua atitude fria me machuca. –beijou-lhe as bochechas e virou-o para si, prendendo os braços do menor nas costas com uma só mão

—Taki! Solte-me!- gritou com a face franzida numa expressão raivosa

—Porque você é assim? Sempre irritado… Tão frio. –sussurrou passando a outra mão nas coxas desnudas do Noire.

Ah, á quanto tempo ansiava tocá-las? E agora elas estavam ali, á sua mercê.

Yuu assustou-se com o toque, tentando fazer com que o guardião soltasse-lhe as mãos.

—Taki! –gritou

—Etto, se não ficar quieto eu vou amarrar sua boca –murmurou maldoso inalando o perfume dos cabelos azulados

Yuu subitamente ficou quieto. Aquilo era tão humilhante. Novamente.

A boca foi invadida pela língua rápida e experiente do ruivo, que explorou aquela cavidade que lhe parecia tão imaculada. O Noire ainda tentava livrar-se daquelas mãos fortes que impediam-no de mexer-se.

Sentiu as mãos do soldado apalpando-lhe as nádegas fortemente e deu um pulo emitindo um som de surpresa com aquilo. Os olhos lacrimejaram ao ter a boca do maior devorando seu pescoço.

Lembrou-se do passado. Os olhos arderam no ímpeto de segurar as lágrimas. Mas não iria chorar. Parecia impossível fugir dali, mas não iria mostrar sua fraqueza.

O corpo amoleceu e deixou-se levar, deixou que Taki lhe dominasse, tentando esquecer de onde estava e do que estava acontecendo.

Foi colocado na cama e fechou os olhos enquanto o ruivo sugava-lhe o membro, fazendo rápidos movimentos de sucção. Mordeu os lábios tentando omitir os gemidos e gozou abundantemente na boca do maior, que tratou de engolir tudo.

—Hm… Tão diferente… –murmurou levantando as pernas de Yuu e lambendo-lhe levemente a entrada, sentindo o corpo dele estremecer

—P-pare… –suplicou agarrando mais o lençol

—Quem diria que você estaria me pedindo isso? –riu debochado

—Taki! P-pare com isso! –franziu o cenho sentindo a língua do maior penetrar-lhe rápidamente

—Agora eu não posso parar… –rosnou enquanto retirava a camiseta revelando o tórax bem definido e musculoso.

Abriu o zíper da calça e retirou o membro totalmente ereto. Yuu arregalou os olhos ao constatar o quão grande ele era. Ficou mudo e com medo, agarrou-se mais ao lençol e fechou os olhos com a respiração acelerada.

Esfregou o falo na entrada do outro e começou á pressionar sua entrada.

O Noire arregalou os olhos. Tinha vontade de gritar, de chorar, mas não queria.

—Me provoca tanto… Você é tão mau comigo. Não pode nem ser ao menos educado? Vai ver é por isso que seus pais não te quiseram.

Essa foi a deixa perfeita para que as lágrimas tomassem conta de seu rosto. Gritou de dor ao ser invadido totalmente por aquele membro que rasgou-lhe por dentro. Chorou tanto que toda a face ficou avermelhada e molhada.

—Taki… S-se continuar.. Ahhhh! Eu… N-nunca mais vou… o-olhar na sua cara… –murmurou entrecortado

—Você nunca olhou na minha cara mesmo. Sempre se mostrando pra mim como se não chamasse atenção. –estocou fundo no menor, ouvindo um berro do Noire que ecoou por todo cômodo

—O-onegai… P-pare! –gritou sentindo-o penetrar-lhe fundo e sem dó

Taki parecia não ouvir as súplicas de Yuu. Desejava á tempos tomar aquele corpo. Sentiu as paredes aveludadas apertando-lhe e foi a deixa para o orgasmo. Derramou-se dentro do menor e retirou o membro murcho dentro dele, deixando um rastro de sangue no lençol.

Yuu virou-se de lado, não iria agüentar encarar aquela face. Queria dormir, apenas isso.

—Yuu… Deixe-me te…

—Cale a boca! E-eu odeio você! Seu cretino!

—Me perdoe, se não fosse desse jeito não seria de nenhum outro.

—Vá embora, nunca mais fale comigo.

—Yuu! Me perdoe… Eu amo você!

—SE ME AMASSE NÃO TERIA ME ESTUPRADO! –o ruivo arregalou os olhos com a culpa tomando conta de sua consciência.

A verdade era que quando estava excitado demais os instintos de tigre afloravam-lhe ás veias, fazendo com que agisse sem pensar.

—Me perdoe… –as lágrimas caíram por seu semblante arrasado- Não precisa falar comigo mais. Com licença, Yuu-sama.

As lembranças vieram á tona como pesadelos. Comprimiu os olhos e deixou as lágrimas escaparem. Taki cobriu-o com um edredom antes de sair, deixando-o quase como protegido.

Já havia passado por aquilo antes. Haviam transado consigo sem seu consentimento. Aquilo deixara-lhe várias seqüelas.

{ # } ~ { # }

—Derick… –Alan sussurrou beijando os lábios do vampiro vorazmente enquanto Ralph arranhava as próprias coxas em meio á excitação

( CONTINUA… )

Text em 23/11/2012 às 2:28pm.

{ Flashback ON }

Hikaru beijou os lábios do loirinho afobadamente, enquanto tirava a camiseta de botões dele. Shinji mordia os lábios assistindo aquela cena.

Ralph segurou a cabeça do outro com as duas mãos e comandou os movimentos, degustando os lábios inchados e vermelhos do Noire que pareciam lhe chamar. O loiro grudou seu abdômen com o de Hikaru e moveu-se para cima e para baixo, roçando ambos os mamilos, que estavam rijos e vermelhos.

Os olhos do moreno menor ficaram num tom sangue e as orelhas avidamente apareceram. A cauda de Ralph se fez presente, assim como suas orelhas.

Hikaru tentou controlar os gemidos, mas foi impossível, pois Ralph logo tratou de abocanhar um dos mamilos róseos, mordendo e sugando, cuidando para não machucar o menor. Ralph correu as mãos pelas costas lisas e branquinhas do outro Noire, arranhando-as até chegar ás nádegas, apertando ali e trazendo o corpo do moreno para grudar novamente com o seu.

As bocas tocaram-se com fúria, travando uma luta por domínio. As línguas moveram-se juntas, tocando-se rápidas e com sofreguidão, enrolando-se uma na outra.

—Hmmmm… Ahhh… nnnff… –a respiração do menor estava descompassada, o ar estava acabando e tentava raciocinar, mas era uma tarefa impossível

Ralph sorriu malicioso em meio ao beijo, levando novamente as mãos para as nádegas do outro, apertando-as e dando pequenos tapas ali.

Shinji não falava, pois aquilo tudo era muito novo, e ver seu namorado assim com Ralph era excitante. Mesmo que uma pontinha de ciúmes surgisse. Não agüentando mais, retirou o membro de dentro das calças e começou uma lenta masturbação.

—Gosta assim… Hikaru? –o loirinho sussurrou mordendo o lóbulo da orelha direita de Hikaru, que contorceu-se agarrando o pescoço do maior e movendo o quadril para cima e para baixo, pedindo pelas mãos do loiro.

Ralph logo tratou de tirar a bermuda de Hikaru, jogando-a em um canto qualquer do quarto. Foi para trás do moreno e abaixou a cueca dele, revelando um membro túrgido e bastante ereto. O menor deitou a cabeça no ombro de Ralph enquanto este começava uma lenta masturbação no sexo dele, apertando a glande e massageando os testículos.

A outra mão apertava as nádegas que á primeira vista pareciam imaculadas. Apalpava com força a bunda do menor, dando ligeiros tapas cada vez que ele insinuava-se contra sua mão, como se pedisse para ser penetrado.

—Ahhh…Hmmm… R-Ralph…

—Ooh… Shinji… Seu namorado é tão pervertido… Está tão molhado… -falava no ouvido de Hikaru e olhando fixamente para o médico- Está louco por um mastro bem aqui não é? –sorriu como o capeta, pondo um dígito á encostar na entrada úmida do outro, massageando ali.

O moreno choramingou e olhou para Shinji que masturbava-se com os dentes cerrados. Mordeu o lábio desejando tomar aquele membro grosso na boca e chupá-lo até sentir-se satisfeito.

—Ahhh… Entendi… Você quer chupá-lo não quer? –perguntou torcendo os fios negros do menor entre os dedos e puxando mais pra trás- Putinho. Ele não consegue se agüentar Shinji… Hm… Vai lá, faz o que você adora fazer. –empurrou o outro Noire e este caiu de quatro, mirando apenas o membro grande e ereto do namorado.

Antes de iniciar a felação, Hikaru olhou para Shinji e mordeu os lábios, para então abocanhar o falo que amava tanto. Chupou primeiramente a glande e depois pôs tudo na boca, engasgando-se um pouco. Moveu a cabeça repetidas vezes para frente e para trás, enquanto Shinji agarrava seus cabelos e comandava os movimentos.

—Ooh… Vai foder a boquinha dele assim Shinji… Ahnnn… Depois quero que faça o mesmo comigo. –o loirinho falou mordendo os lábios e ficando de quatro na cama, atrás de Hikaru, passando a lamber a entrada pulsante dele, circundando primeiramente com a língua para depois enfiá-la no buraquinho teso, que chamou-o para dentro rapidamente.

—Nnnnfff… Ahhnn… ooh… –Hikaru gemia enquanto o membro do namorado fazia-o engasgar. Estava alucinado, aquela língua era tão boa, o gosto do namorado era maravilhoso.

Nunca pensara que fazer um ménage fosse tão gostoso.

—Deve ser gostoso aqui dentro… –o loirinho murmurou chupando dois de seus dedos e colocando um dígito no interior de Hikaru que contorceu-se e gemeu

Shinji sentia-se no paraíso ao ter aquela boca maravilhosa, que se ajustava perfeitamente ali, fazendo uma sucção tão gostosa que era impossível não gemer. Mas, não queria que aquilo acabasse antes do tempo, por isso puxou a cabeça do namorado para cima, tomando a boca pequena num beijo furioso, mordendo e chupando os lábios vermelhos que pareciam chamar-lhe.

—Shinji… Uhhnnn… –gemia rebolando no dedo de Ralph que movia-se rapidamente dentro de si

O loirinho somou um dígito á penetração, alargando o menor, sentindo as paredes úmidas fecharem em volta de seus dedos.

—Oh… Tão apertadinho… Uhnn… Aah Shinji, porque não me ajuda?! –o Noire maior suplicou movendo os dedos mais rapidamente e fazendo Hikaru rebolar mais e gemer de dor e prazer

O médico rapidamente saiu de baixo de Hikaru e foi atrás de Ralph, dando-lhe um tapa nas nádegas.

—Oh doutor… Cuidado… –falou com um sorriso divertido nos lábios, o que só fez o tesão de Shinji aumentar

Hikaru apoiou a cabeça no colchão e ficou totalmente exposto para o loirinho, que somou outro dedo á penetração, sentindo o casulo apertar-lhe e lhe sugar.

—Shinji… Hmmm… –o loiro menor gemeu enquanto o médico lambia-lhe a entrada, como se quisesse enterrar-se com a língua ali. Contraiu o casulo e abriu-o o máximo que pode gemendo e sentindo a língua do maior deflorar-lhe.

—R-ralph… –o moreno menor gemeu rebolando e insinuando-se nos dedos do outro, enquanto masturbava-se ao ver a expressão de prazer do loirinho perante ás ações do namorado

Hikaru tirou os dedos do outro de dentro de si e deitou-se embaixo de Ralph, colando ambas ereções que já expeliam o pré-gozo e mexendo o quadril, fazendo atrito entre os membros. O loiro pegou as pernas de Hikaru e colocou-as á volta de sua cintura, enquanto colava as coxas com as do menor. Shinji gemeu só de vê-los daquele jeito e tratou de por um dígito no interior de Ralph enquanto lambia o casulo vermelho e pulsante do menor.

Hikaru abocanhou um dos mamilos rijos de Ralph e mordeu-o mediante o prazer que sentia. Várias sensações povoavam seu corpo e não queria desfazer-se delas tão rápido, moveu o quadril fazendo seu falo atritar com os testículos do loirinho e revirou os olhos de prazer, sentindo a boca do namorado tomar posse de sua entrada, marcando-a e mordendo, batendo ali rapidamente e deixando as nádegas do menor vermelhas.

—Shinji! Ahhh… Coloca… Nele… –Ralph sussurrou sentindo outro dígito somado ao seu interior

O médico sem pestanejar pegou o tubo de lubrificante na cômoda e passou na entrada de Hikaru que arrepiou-se com a temperatura do líquido.

Shinji apontou o membro no casulo do namorado e foi colocando-o lentamente, sem dar tempo dele acostumar-se.

—Oooh… Shinji! Ahhnnnnn…

—É bom não é? E é bem grande… hm… –Ralph mordeu os lábios, sussurrando nos ouvidos do outro Noire- Deve causar um estrago tão grande que me dá vontade de prová-lo… Hm… Geme mais alto… Deve ser maravilhoso. –Hikaru gritou quando todo membro do médico entrou. Seu casulo contraía-se incessantemente sugando o falo do maior para dentro

—Hikaru… Você está bem apertado… –Shinji murmurou começando á estocar lentamente, ouvindo os gemidos e gritos de dor do amado

—Ahh… Como você é mau Shinji… –o loirinho sorriu perverso- Não dá nem tempo pra ele se acostumar… Eu quero prová-lo depois, promete que vai ser bem rude comigo? Eu gosto de apanhar… Hmm… Ahhh… –gemeu lânguido recebendo um forte tapa nas nádegas

—Ah sim… –riu teso- Vou ser bem rude com você e vou te bater bastante. –falava enquanto estocava dentro do namorado sem dó tirando e colocando o membro na entrada dele, movendo-se rapidamente para frente e para trás

—Ahhhnnnn… Ahhhh… –o moreno menor gemia movendo-se abaixo de Ralph e roçando ambos sexos. A dor era substituída pelo prazer e quando o falo do namorado tocou sua próstata explodiu em um orgasmo descontrolado, que sujou seu abdômen e o do loirinho.

—Ooooh… Ahhhhh… Shinji! –gritou vendo que o gozo não parava de sair, sujando a cama

O médico não parou com as estocadas, até sentir o corpo amolecido e sem nenhuma resistência do menor, que arfou e retirou as pernas da volta de Ralph, virando-se de lado e desejando dormir.

—Ahhhh… Minha vez doutor… Ahhh… vá devagar… –Shinji colou o abdômen nas costas do loiro apertando e puxando um de seus mamilos

—Bem capaz… Você queria que eu fosse rude… Não vou nem te dar descanso, é assim que você gosta não? Bem fundo e forte. –Ralph mordeu os lábios e empinou mais o quadril, sentindo o membro do maior esfregar em seu orifício

—Ahhhh… Coloca logo…

—Calma… –riu colocando lentamente o falo dentro do outro

—Hmmmm… Aahhhhhh… Grande… –sorriu imerso na dor e no prazer- Gostoso… Tão quente… Acho que vai me rasgar… Hmmmm…

—Ahan… –Shinji estocou tudo de uma vez só, fazendo o outro gritar e não dando-o tempo para acostumar-se, começando com os movimentos rápidos e precisos, entrando e saindo do loirinho rapidamente e fazendo-o gritar

—Ahhhhhhh… Shinji! –gritava apertando as mãos no lençol

Hikaru via a cena minimamente, o corpo estava mole, sentia-se cansado e queria dormir. Pôde ver quando Shinji atingiu o ápice dentro do loiro e este gozou com a masturbação. Ralph caiu ao seu lado, respirando arfante e sorrindo minimamente.

Shinji deitou no meio dos dois e beijou o topo da cabeça da Hikaru, aninhando-o em seu peito.

—E eu, não ganho um beijinho doutor? –o loiro murmurou sorrindo divertido. Shinji riu e inclinou-se dando um beijo na testa de Ralph que fechou os olhos, dormindo logo em seguida

{ Flashback OFF }

Lembrou-se da noite que passara com Shinji e Hikaru, sorrindo minimamente enquanto observava Alan e Derick conversando e sorrindo. Como seria fazer sexo com dois caras ativos? Mordeu os lábios ao pensar na hipótese.

Seu ventre estava bem maior, e hoje iriam saber o sexo do bebê. Derick não fazia Ralph pensar em si, pois não queria e também porque queria que Ralph não o odiasse tanto. Estava mimando tanto o loirinho que este sentia-se até meio sufocado, mas no fundo gostava daquilo, só sentia que Alan estava meio distante. E como iriam explicar para Zoe que outra pessoa ia morar com eles?

Ralph foi sorrateiramente por trás de Alan e abraçou-lhe a cintura, aspirando o perfume maravilhoso que ele exalava. O cientista assustou-se com aquilo, mas retribuiu.

Como iria ficar a relação dos três agora? O Noire abraçou o maior pela frente e deu-lhe um beijo na bochecha. Desde quando Ralph era carinhoso sem segundas intenções?

—Hm… Tudo bem Ralph?

—Sim… –olhou para Derick e as bochechas coraram ao encarar os olhos cor de esmeralda tão intensos dele.

Aproximou-se dele e deu-lhe um beijo rápido na bochecha, voltando á abraçar Alan, que estava mais sério que o normal.

—Então, estão ansiosos para saber o sexo? –perguntou sorridente

—Derick com certeza deve estar morrendo de ansiedade, ele sim. –Alan falou, saindo dali e indo para o andar de cima da cobertura. Ralph fechou a cara cruzando os braços e segurando as lágrimas

—Ei, não fique assim, ele te ama. –Derick sussurrou

{ # } ~ { # }

—Ralph… É uma menina. –os olhos do loirinho encheram-se de lágrimas e algumas rolaram teimosamente por suas bochechas.

Shinji estava em seu dia de trabalho e havia marcado uma consulta para Ralph, mas não gostou nada de ver o vampiro ali. Derick suspirou e abriu um sorriso de felicidade ao constatar que seria pai de uma menininha. Alan suspirou meio triste e saiu da sala, esperando ao lado de fora.

O primeiro a sair foi Derick e deu de cara com o cientista, mais sério que o normal.

—Ei… Pare de ficar assim! Você ama ele não? –o vampiro perguntou cruzando os braços

—Não sei se o amo. Isso tudo é muito confuso. Eu sou confuso.

—A-alan? –o loirinho sussurrou com os olhos cheio de lágrimas que agora eram de tristeza- Você tinha dito que iria me amar… Na nossa primeira vez…

O cientista arregalou os olhos ao constatar que ele havia ouvido.

—A-aquilo foi só… Naquela noite. –murmurou derrotado- Além do mais, você vive na minha casa, e agora esse aí também está lá. Com que direito você faz isso comigo? –perguntou exaltado. Seus olhos adquiriram um brilho oculto, que indicava indignação

O loirinho deixou as lágrimas escaparem.

—Se você quiser eu… Vou embora hoje mesmo. –falou meio receoso

—Ah é? E pra onde vai? –riu sarcástico

Derick fechou a cara e pôs-se á frente do loirinho.

—Pensa que viemos pra cá sem dinheiro? Nós podemos muito bem comprar uma casa.

—Fiquem lá em casa até o Ralph… ter o filho, depois façam o que quiserem. –o rosto suavizou-se um pouco e jogou a chave do carro para Derick- Vão na frente, tenho que conversar com Shinji.

O loirinho olhou triste para o cientista e caminhou com passos arrastados e cabeça baixa atrás do vampiro.

Alan suspirou sentindo o peito apertar de culpa e entrou na sala que outrora estivera, deparando-se com Shinji analisando alguns papéis. Sentou-se na cadeira á frente da mesa e massageou as têmporas, suspirando.

—Você ainda não admitiu que o ama? –o médico perguntou enquanto escrevia num papel

—O problema é que… Eu sou confuso demais!

—Então eu acho melhor você pedir desculpas pra ele e dizer que o ama. Ou vai perdê-lo logo.

—Mas… Tem o Derick!

—Grande coisa, é bom experimentar coisas novas sabia? Um relacionamento á três seria ideal, até porque tenho certeza que o Ralph ama vocês dois.

—Eu tenho uma filha! Céus, eu… Não posso fazer isso! Imagine tudo isso na cabeça dela… Shinji… e-eu não posso. –suspirou derrotado desalinhando os cabelos

—Explique pra ela, diga que ela vai ter uma irmãzinha. –sorriu analisando um exame de raio-x

—Shinji! É tudo complicado demais, o Ralph é um meio gato que tem útero e está grávido, o Derick é um vampiro, e se ela chegar na escola dizendo que eu namoro o Ralph e o Derick e que o Ralph está grávido e ela vai ter uma irmã? –o outro franziu o cenho

—Diga á ela para não contar!

—Vou tentar… Agora, sobre o parto do Ralph, como vamos fazer?

—Cesariana, procedimento normal. –sorriu guardando os papéis na gaveta e encarando Alan

—Tudo bem…

—Eu só vou precisar que você tente criar um remédio para inibir os instintos dele, caso algo dê errado.

—Eu já estava pesquisando isso… Vou fazê-lo.

Shinji sorriu e levantou-se, tirando o jaleco e saindo com Alan ao seu lado.

{ # } ~ { # }

—Ahh… Meu doutor já chegou? –Hikaru perguntou cantarolando abrindo a porta e deparando-se com Shinji ali

—Olá meu amor. –beijou-o nos lábios, adentrando na casa e deixando a maleta médica em cima da mesa

—Shinjiiii… –murmurou abraçando o namorado por trás

—Hm… O que meu gatinho quer?

—Sexo. Nyaahnn… Onegai… –o maior riu e virou o Noire de frente para si, beijando-o delicadamente nos lábios

—Então hoje você vai realizar seu fetiche de transar com um médico?

—Aaahh… Sim, você é um doutor bem gostoso… Nyannn… E vai ter que cuidar direitinho de mim! –fez um biquinho desabotoando a camiseta branca do outro

—Oh, e onde está doendo, meu gatinho? –Hikaru mordeu os lábios e sentiu o membro repuxar dentro da bermuda

—A-aqui… –murmurou meio teso, puxando a mão de Shinji e levando-a para suas nádegas

—O que eu posso fazer para passar … Vejamos… –o Noire rebolou mexendo o quadril para baixo e para cima, esfregando sua ereção na de Shinji, que estava bem visível

—Parece que está com um problema doutor… –sussurrou massageando o falo do outro por cima da calça

—Gostaria de ajudar-me? –o menor mordeu os lábios, excitando-se com aquele jogo de palavras

Ajoelhou-se e olhou pervertido para o médico que acariciou sua cabeça, incentivando-o a continuar. Abriu o zíper da calça branca do amado e pôs apenas o membro túrgido na boca, aspirando o cheiro almiscarado que emanava dali.

Colocou-o na boca rapidamente, chupando-o com os lábios apertados, tentando proporcionar o máximo de prazer ao namorado.

—Nós nunca transamos na sala. –Shinji riu segurando a cabeça do menor pelos cabelos e começando a mover o quadril pra frente e para trás rapidamente

Hikaru engasgava-se, mas não queria parar, estava ansioso por ser penetrado.

Quando o médico sentiu o ápice chegando retirou o membro da boca faminta do outro, rindo divertido e puxando-o para cima, beijando-o e provando do próprio gosto. Retirou toda roupa do namorado e o fez ficar de quatro encima do sofá, com os braços acima do encosto e com as pernas dobradas. Podia vê-lo por inteiro, seus orbes pararam quando encontraram o até então escondido casulo vermelho e pulsante do Noire.

—Nnnn… Vai resolver meu problema doutor? –perguntou safado, mordendo os lábios e separando mais as nádegas com as duas mãos

Shinji masturbava-se apenas observando o rostinho lindo e corado de prazer de Hikaru.

—Sim… Vejo que está bem vermelho e inchado. –ajoelhou-se apoiando-se em uma de suas pernas e ficou com a face á frente da entrada do menor, apenas soltando a respiração ali

—Ahhnnn… –moveu-se para trás instintivamente ao sentir um calor em sua entrada- Não acha que é porque preciso de algo em meu buraquinho doutor?

Hikaru era tímido, mas sabia muito bem ser safado e falar baixarias quando estava na intimidade com seu amado. Shinji rosnou ao ouvir as palavras do outro e deu-lhe um tapa forte nas nádegas que deixou marcas.

—Com certeza. Vou lhe dar algo bem grande, assim irá se acostumar e não ficará sempre tão inchado. –Hikaru riu empinando mais as nádegas

—Me dê logo doutor… Ahnnn… Não agüento mais. Está pulsando toda hora e está inchado… Nyannnn… –os olhos do menor já estavam em um tom sangue fortíssimo e as orelhas sobressaíam á cabeça

—Preciso lhe preparar antes para que não doa. Do contrário seu buraquinho ficará beeem grande.

Shinji nunca fora tão pervertido, mas sempre entrava no jogo de palavras e baixarias de Hikaru.

—Não me importo! Me dê logo! Ahhh… Kimochi!

Sentiu a língua de Shinji tomar o pequeno casulo numa longa lambida. Hikaru tremeu de excitação e expectativa ao sentir a língua do amado penetrando-o sem dó, movendo-se loucamente e dando-lhe um banho de gato.

Depois de longas lambidas o médico não segurou-se mais, levantou-se de supetão e esfregou a glande do membro na entrada do menor, que contorceu-se e tentou auto penetrar-se.

—Putinho, adora isso não? –Hikaru mordeu os lábios gemendo manhoso

—Isso é jeito de tratar seu paciente doutor? Hmmm… Ahhhhhh! –gritou ao sentir o grande membro do namorado invadir-lhe o interior, rasgando-lhe por dentro.

Shinji empurrou devagar o falo para dentro de Hikaru até senti-lo todo dentro, então esperou-o se acostumar com o grande volume. As paredes aveludadas apertaram-se em volta de seu pênis como se o sugasse mais para dentro, pedindo que se movesse.

O médico prontamente começou á estocar firme e fundo, ouvindo os gritos e gemidos de Hikaru que xingava-o e falava baixarias á todo instante. Cravou as unhas no quadril do menor e estocou-o mais rapidamente, entrando e saindo ligeiro daquele corpo que o recebia tão bem.

—Ahhhhh… Shinji! Ahnnn… –o maior colou o abdômen nas costas do Noire e puxou o queixo dele para trás, beijando-o demoradamente

—Ai shiteru –sussurrou nos ouvidos do menor que sorriu, amando ouvir aquelas palavras

Shinji aumentou o ritmo das penetrações, agarrando o membro de Hikaru e começando uma rápida masturbação.

—Ahhhnnn… Nyaaannnn… Shinji! –gritou enquanto expelia o líquido encima do sofá, gritando e gemendo alto

O médico provou o gosto do outro lambendo um dos dedos e logo depois buscou o próprio prazer, balançando o corpo mole do outro até gozar em seu interior. Hikaru ajeitou-se no sofá respirando ofegante, abriu os braços para Shinji e ele riu, pegando o namorado no colo e levando-o para o quarto, o depositando em baixo do edredom branco.

Deitou-se ao lado do Noire, aninhando-o em seu peito e beijando o topo de sua cabeça.

—Ai shiteru Shinji… E… desculpe, por ter fugido.

—Me desculpe por ter te batido. Nunca vai se repetir, eu me arrependi tanto! Nunca mais fuja ok? Se eu fizer algo que não goste me amarre na cama e faça greve de sexo. –Hikaru riu- Mas não fuja de novo… Por favor… –falou carinhoso abraçando o menor

—Pode deixar… Obrigado por realizar meu fetiche… Doutor. –sussurrou safado

{ # } ~ { # }

Perto dali, Alan e Ralph conversavam seriamente enquanto Derick ouvia, encostado ao batente da porta.

—Entendeu Ralph?

—Alan! E-eu não mereço nada disso, por favor, não me iluda assim! –falou exaltado

—Eu amo você! Admiti isso para mim hoje, me desculpe por não ter te dito antes. Eu quero ter uma relação séria com você, então, por favor aceite esse anel. –abriu a caixinha revelando um anel de ouro com pedras pequenas de diamantes enrustidas. O loirinho arregalou os olhos.

—A-alan! –Derick apenas ouvia aquilo tudo desgostoso. Mas não podia fazer nada, havia magoado seu pequeno

—Aceite-o. Case-se comigo. –os olhos do Noire lacrimejaram e por um segundo ele tocou o anel, mas então olhou para o vampiro, que parecia um cão abandonado, olhando-os triste

—M-mas… E o Derick? –perguntou receoso. Alan suspirou

—Acredito que você terá duas alianças. Uma minha e uma dele. –Derick arregalou os olhos, olhando para o cientista assustado

—O q-que?

—Case-se com nós dois. –o loirinho arregalou os olhos e pulou no pescoço de Alan, derrubando-o na cama de felicidade

Derick estava até agora desacreditado. Então era isso, eles teriam uma relação á três? Ralph deu um beijo na boca do moreno abaixo de si e colocou o anel no dedo, vendo como reluzia. Chamou Derick com as mãos e beijou-lhe os lábios, sendo prontamente correspondido.

—E-eu amo vocês! –gritou fazendo o vampiro cair na cama, abraçando ambos

Derick sorriu irônico e puxou o rosto de Alan, beijando-lhe demoradamente. O cientista e Ralph primeiramente ficaram assustados, mas depois caíram na gargalhada.

—Calma doutor… Foi só um beijo para selar nossa amizade. –riu repetindo a frase que dissera no carro enquanto levavam Ralph para a casa do cientista

—Nós vamos cuidar bem dela. –o maior ditou passando a Mao no ventre do loirinho e provocando um sorriso pervertido nos lábios dele

Aaah sim… Ela terá dois pais muuuito gostosos. –sussurrou safado

                                           { # } ~ { # }

—Zoe… Nós temos que conversar.

                                     ( CONTINUA… )

Text em 29/09/2012 às 12:11pm.

Shinji não estava entendendo nada, então Derick estava vivo?

Acordara ás oito horas da manhã com a campainha tocando incessantemente, no início ficou com receio de abrir a porta, mas pensou que poderia ser Hikaru. E quando abriu a porta, seus olhos se arregalaram, era ele mesmo, estava ali, ofegante e assustado - com o quê Shinji não sabia-.

Não deu tempo para o Noire respirar ou explicar-lhe qualquer coisa, abraçou-o fortemente sorrindo de felicidade. Sabia que o menor voltaria, queria desculpar-se e falar o quanto o amava, seus pensamentos estavam focados apenas em Hikaru. Esquecera-se até do exame de DNA.

—Shinji! Shinji, e-espera! Falou abafado sentindo uma dor nas costelas devido á força do abraço

—Meu amor! E-eu sabia que você voltaria! –falava rapidamente diminuindo a força do abraço- Me desculpe, eu te amo tanto! –segurou o rosto do outro entre as mãos e começou a degustar a boca pequena deliciando-se ao explorá-la internamente

—Hãhãn… –Derick tossiu atrás do Noire

—O-o que… V-você?

—Quanto tempo Shinji! Cadê o Ralph? –perguntou adentrando a casa despreocupadamente

—O q-que… Ele - murmurava de olhos arregalados

—Vamos entrar, nós temos que conversar. –o menor falou desanimado

O médico reparou em como Hikaru parecia abatido e recriminou-se por isso. Os cabelos do Noire estavam bem compridos, mal cuidados nas pontas e tinha grandes olheiras.

Os três entraram, Hikaru sentou ao lado de Shinji no sofá e Derick sentou-se na poltrona olhando curioso para a casa, buscando achar Ralph.

—O Ralph está… Grávido. –o Noire ditou. O vampiro fez uma careta e logo começou a rir, não acreditando naquilo

—Tá brincando né?

—Não e como você também teve a genética alterada deveria saber que nada é impossível para a ciência. –estreitou os olhos e Derick parou com as risadas

—V-você teve a genética alterada? T-também? –Shinji perguntou vacilante

—Aiai… Hikaru, espero que saiba que iremos dormir juntos hoje. –sorriu malicioso para o outro que arregalou os olhos e corou.

Shinji não entendia, porque Hikaru estava todo corado com aquilo?

—Vou ter de explicar de novo… Preguiça. Mas vamos lá. –sorriu sarcástico- Ralph me conheceu no laboratório, pois eu era meio que um experimento deles também, eles me transformaram em uma espécie de vampiro –revirou os olhos- só que totalmente diferente, eu preciso de sangue raramente, meu cérebro meio que me diz quando eu preciso. Se eu morder uma pessoa ela ficará conectada comigo até eu morder outra. Sacou?

“Depois de tudo que eu já vi não acho que mais nada é impossível”

O maior instintivamente olhou para o pescoço de Hikaru e arregalou os olhos olhando para os dois buraquinhos que ali haviam. O Noire percebendo o olhar do namorado cobriu o pescoço com a mão e fez uma expressão triste.

—Hikaru! Você deixou ele te morder? –perguntou exaltado levantando-se do sofá e encarando o outro que olhou para o chão sentindo seus olhos lacrimejarem

—Não Shinji… Eu estava dormindo… –falou baixinho cravando as próprias unhas nas palmas das mãos

—Seu cretino! –gritou olhando para o outro moreno- Se aproveitou dele!

—Eu? Ele estava todo carente… Como pôde fazer aquilo com ele Shinji? Tive de consolá-lo! –o médico fechou os olhos e voltou-se para o Noire

—É verdade?

—Eu estava bêbado Shinji! Ele se aproveitou de mim! –gritou com as lágrimas escorrendo do rosto.

O maior sentou-se massageando as têmporas. Não conseguia raciocinar direito, sua cabeça doía e queria esquecer que toda essa loucura era a realidade.

—Que história é essa de que você vai dormir com ele? –perguntou enciumado apontando o dedo na cara do vampiro

—Nós não podemos ficar á mais de 2 metros de distância. –Derick falou com um sorriso torto estampado no rosto

Shinji engoliu em seco e Hikaru suspirou. O quarto de hóspedes com certeza ficava bem longe do quarto principal.

—Você pode dormir no colchão do lado da cama. –falou para Derick

—Bem capaz. Ou ele dorme comigo ou ele vai agonizar de dor. Você que escolhe.

O médico suspirou, tinha vontade de sumir.

—Ta, eu já sei que o Ralph está grávido, mas onde ele está? –o vampiro perguntou curioso

—Ele… Está namorando com… O Alan… –Hikaru murmurou fazendo Derick arregalar os olhos.

{ # } ~ { # }

—A-alan… –o loirinho murmurou sentou-se ao lado do cientista que ergueu os olhos do jornal que lia

—Sim?

—Você… Vai mesmo cuidar dele? –perguntou inseguro e prestes a chorar pegando a mão do maior e colocando-a em sua barriga

—Ralph… Eu disse que ia não disse? –sorriu passando a mão na bochecha do menor

Os olhos do loiro mudaram de cor como que se uma névoa passasse por eles, suas orelhas apareceram e a cauda movia-se rapidamente.

Aninhou-se no peito do outro ronronando baixinho e esfregando suas orelhas ali. Ficaram assim por um longo tempo, apenas acariciando-se, num gostoso silêncio. Silêncio que foi rompido por um toque de telefone, que fez Ralph resmungar e levantar-se para atender.

—Hmm… Oi?

—Ralph, é o Shinji.

—Oi Shinji, tudo bem?

—Mais ou menos. Me lembrei agora do exame de DNA, qual foi o resultado? –o médico parecia nervoso do outro lado da linha

—Derick. –Shinji fez um muxoxo desgostoso

—Eu tenho uma notícia pra você.

—Ah, fala. –ditou encostando-se na parede e roendo as unhas

—Derick está aqui.

—O QUÊ? –gritou de olhos arregalados- COMO?

—Ele meio que… achou o Hikaru e… o resto acho que tenho que te contar pessoalmente. Se quiser vir aqui hoje estarei esperando.

—T-tudo bem. –desligou o telefone com raiva

Sentia-se um lixo, como assim Derick estava vivo? Pensava que ele havia morrido, embora a polícia houvesse encontrado apenas os documentos dele no local, alimentava esperanças de que ele havia realmente morrido. Odiava-o tanto. E amava-o tanto.

E agora, o que faria? Estava grávido e pra variar o filho era daquele traidor. Sentia-se acabado. Se pelo menos a criança tivesse um pai biológico como Alan… Tudo estaria bem. Ainda sentia-se meio mal e desconfiado pelo cientista dizer que iria cuidar de seu filho. Será que iria mesmo?

Alan foi atrás do outro depois de ouvir seu grito e encontrou-o pálido e estático.

—O que aconteceu?

—Alan, me leve para a casa do Shinji. É urgente.

{ # } ~ { # }

Alan não entendera o pedido do menor mas acatou-o, Ralph estava muito pálido. Chegaram na casa de Shinji minutos depois.

—Cadê aquele idiota?! –gritou enfurecido nem cumprimentando o médico, passando por ele rapidamente e subindo as escadas, encontrando Derick numa posição desfavorável e que fez com que sua raiva triplicasse

O vampiro encontrava-se com as duas mãos apertando ambas bochechas das nádegas de Hikaru que estava corado, gemia e pedia para ele parar á todo instante.

—QUE MERDA É ESSA?

—Olha docinho, parece que alguém quer participar. –sorriu malicioso sussurrando no ouvido de Hikaru

—P-pare Derick… O-onegai… –pediu suplicante.

Na verdade Hikaru queria aquilo e o motivo era que provavelmente Derick estava fazendo com que o Noire pensasse nele repetidas vezes.

—SEU IMBECIL! NÓS TEMOS QUE CONVERSAR! –Ralph puxou o maior para fora do quarto e levou-o para a sala no andar de baixo. Alan e Shinji apenas os seguiram sem dizer uma palavra.

—O que você quer? –perguntou sério

—Eu estou grávido! E esse filho é seu!

—Como pode ser tão mentiroso? Eu sei que você me ama, mas não precisava ir tão longe. –falou com o típico sorriso torto no rosto

—SEU IMBECIL, TÁ AQUI O EXAME DE DNA, CRETINO! –jogou o papel na cara do maior que agarrou-o e começou a ler

Shinji franziu o cenho enquanto Hikaru descia as escadas totalmente corado e tímido.

—UUuh… Então é verdade… –semicerrou os olhos

—É SEU IDIOTA, TÁ CEGO? NÃO TÁ ESCRITO AÍ POR ACASO?!

—Sempre tão irritadinho… E tão submisso. –arqueou as sobrancelhas sorrindo debochado

Ralph teve vontade de chorar. Ele estava ali, na sua frente como se não o tivesse traído e ainda debochava da sua cara. Apertou os olhos com raiva. Como ainda podia amar aquele cretino? Porque não conseguia amar Alan, que era tão bom e gentil?

—Eu só vim aqui perguntar se você vai nos ajudar. -ditou baixando a cabeça e colocando a mão no ventre

—Ajudar pra quê? Você tem ele. –meneou com a cabeça na direção de Alan que cerrou os dentes

—Mas você é o pai! –insistiu deixando as lágrimas tomarem conta de seus olhos

—Quer que eu te ajude com que? –perguntou

—Você poderia… Me ajudar com dinheiro, eu não queria ter que pedir para o Alan. –fungou

—E vem pedir pra mim?

—É A SUA OBRIGAÇÃO!

—E PORQUE VOCÊ NÃO VAI TRABALHAR OU FAZER ALGO QUE PRESTE HEIN? DESDE QUE TE CONHECI É A MESMA COISA. VOCÊ NÃO MUDA, CONTINUA A MESMA VADIA DE SEMPRE! –gritou fazendo todos se assustarem

Ralph chorou mais com aquelas palavras. Era um idiota por pensar que ao ir ali Derick iria mudar em alguma coisa.

—R-ralph… –Alan sussurrou abraçando o loirinho e olhando descontente para o vampiro

—Me desculpe A-lan… Eu não sirvo pra ninguém mesmo…

—Não fale besteiras! –apertou mais o loirinho contra o corpo

―Alan… Se você não quiser ficar comigo e-eu vou entender.

—Sh… –Derick gargalhou com aquela cena

Hikaru foi para o lado de Shinji que olhava-o meio desconfiado. O Noire andava meio bobo e mole ultimamente, parecia estar no mundo da Lua e estava quase sempre com as bochechas num tom rubro.

—Ta vendo Ralph? Você não precisa de mim. Vai dar pro seu doutorzinho e me deixa em paz. –subiu as escadas devagar como se nada tivesse acontecido e pra variar Hikaru foi atrás, não queria correr o risco de sentir alguma dor.

Shinji abriu a porta do banheiro e Mogu saiu latindo feito louco fazendo Alan e Ralph se assustarem.

—O… QUE PORRA É ESSA? –o loirinho gritou chiando baixinho e pulando no pescoço do cientista

—O cachorro da minha mãe… Hm. Ele é meio louco.

—ISSO PARECE UM RATO! NÃO QUERO FICAR AQUI, ME LEVA EMBORA ALAN! –gritou esperneando enquanto o maior suspirava e pegava-o no colo

{ # } ~ { # }

—Hikaru, eu estou irritado, vai ficar com o Shinji.

—Mas… Você me quer… Não quer? –fez um biquinho corado

“Eu realmente não devia tê-lo feito pensar tanto em mim.”

—Hikaru… –passou a mão na bochecha do menor, que sorriu com o toque

—Sim?

—Você ama o Shinji não?

—Naah não faça perguntas difíceis… –murmurou empurrando delicadamente o moreno e sentando-se em seu colo

—Me desculpe okay?

—Derick… E-eu me sinto tonto… E quente. P-por favor… Nyaaan… –miou enquanto mexia o quadril levemente empinando-o

Os olhos ficaram inflamados num vermelho sangue e as orelhas apareceram, dando um toque selvagem á natureza daquela criatura.

—Shh… Pare de fazer isso… Vá ficar com o Shinji. –falou. A verdade era que estava abalado e sentia-se culpado. Derick Hussel sentindo-se culpado era uma coisa raríssima.

—N-não… Aaah… –gemeu mordiscando o lóbulo da orelha do maior que fechou os olhos tentando controlar-se

—Hikaru… Você está fora de si, por isso está agindo assim.

—E-eu não me importo! –falou entrelaçando os braços pelo pescoço do vampiro e mordiscando os lábios dele

—Hm… Assim eu não vou me controlar docinho.

Pronto. Bastavam meros gestos e palavras para Derick voltar a ter o sorriso irônico e torto estampado no rosto.

—Não controle-se… E-eu quero… –enquanto pedia Hikaru rebolava ainda mais pressionando o membro pedinte para ser libertado do maior

—Hm… Como você é putinho. –riu desabotoando as mangas da camiseta social

—Sim… Ahh… Só seu.

—E você quer o que?

—Aah… Não faça esse tipo de pergunta… –corou mais do que já estava e afundou a cabeça no pescoço do outro, sentindo suas nádegas serem apalpadas com vontade

—Eu adoro sua bundinha. Ela é tão fofinha e macia… hm… –sussurrava enquanto abaixava apenas a parte de trás das calças de Hikaru, revelando as nádegas tão adoradas

—P-pervertido…

—Que tal se eu batesse aqui? –perguntou mais para si mesmo do que para o Noire dando um forte tapa nas nádegas do menor que deixaram a marca de sua mão. Hikaru arfou e mordeu os lábios de excitação rebolando mais como se pedisse mais.

—Nnnn… Ahhh… D-derick…

Era como se estivesse drogado. Seu cérebro estava lento e não assimilava direito. Derick fazia-o pensar em si próprio fazendo coisas pervertidas com ele.

—Gostou não é? –mordiscou a orelha do outro dando outro tapa nele

—Aaahhh… Deixe-me… chupar… –sussurrou teso

—Hmm… Você gosta disso não?

—Sim… A-lém do mais se for o seu… Q-que é tão grande… AAhhhh… –gemeu com a mente poluída por pensamentos de como seria ter o membro do vampiro penetrando-o com força e sem dó

—Ah sim… Quer tê-lo na sua bundinha não? –perguntou ansioso separando as nádegas dele e passando a esfregar um dedo na entrada do casulo apertado

—Sim! Ahhh… E-eu quero que você m-me… foda… –sussurrou desconexo mexendo os quadris na vã tentativa de ser penetrado

—Putinho! –rosnou colocando um dígito no casulo do menor que contorceu-se e sorriu

—Aaaaah… Isso!

Ficaram só nas preliminares por um longo tempo, pois tinham de interrompê-los.

{ # } ~ { # }

—Sente-se Ralph, tenho que contar sobre o Derick pra você.

Alan sentou-se e Ralph sentou-se em seu colo chiando baixinho para o cachorro que não parava de pedir colo para Shinji.

—Bem… Ele disse que não estava naquele laboratório de propósito. Disse que a genética dele também foi alterada e que o transformaram numa espécie de… Vampiro. –a boca do loirinho escancarou-se- Ele encontrou o Hikaru e bem… ele o mordeu. E eles agora estão meio que conectados, não podem ficar á mais de dois metros de distância e pelo que deduzi ele pode meio que… controlar a mente de Hikaru.

Ralph não estava acreditando. Havia conhecido Derick no laboratório ele havia fugido consigo. Massageou as têmporas. Porque ele nunca o mordera?

—Shinji… Nós temos que fazê-lo morder outra pessoa. –Alan ditou fazendo uma massagem nas costas do Noire

—Eu sei.

—Aaaaaaaaaaaahhhhh! –escutaram um lânguido gemido vindo do andar de cima e assustaram-se correndo para o quarto de onde os sons vinham. Shinji suspirou e abriu a maçaneta tremendo, e a cena que viu foi inacreditável.

Hikaru tremia gemendo e sorrindo enquanto Derick penetrava-o com violência, falando baixarias e batendo nas nádegas do menor.

—Isso! Aaah… Como você é gostoso… –Hikaru gemia apertando as mãos no lençol

—QUE MERDA É ESSA? SERÁ QUE VOCÊ PODERIA PARAR DE TRANSAR COM OMEU NAMORADO NA MINHA CASA?

Derick olhou para Shinji e sorriu sarcástico dando uma forte estocada no menor e derramando-se dentro dele. Cobriu Hikaru com um lençol, visto que ele desmaiara em meio ao prazer.

—Acabou com a minha diversão. Seu namorado é um putinho na cama Shinji. –sorriu limpando-se e ajeitando as vestes

—Seu… Cretino! –gritou dando um soco na face do vampiro cambaleou e sorriu massageando o rosto

Ralph engoliu em seco sentindo um aperto no coração. Ainda amava-o, mesmo ele xingando-o, mentindo e o traindo.

Alan segurou Shinji e levou-o para a sala no andar de baixo. O loirinho arregalou os olhos ao constatar que estava sozinho com Derick ali.

—Senta. –o vampiro falou meneando a cabeça para a poltrona. Ralph fez uma careta.

—Hã… Quê?

—Senta! –falou ríspido e um pouco mais alto. O menor obedeceu.

Derick puxou outra cadeira e sentou-se na frente de Ralph olhando-o cuidadoso. O Noire abaixou a cabeça e corou constrangido.

—Me desculpe… Pelo que eu disse, antes.

Derick estava… Pedindo desculpas? Fez novamente uma careta e quando fez intenção de falar Derick pôs um dedo sobre seus lábios.

—Deixe-me falar primeiro. Eu queria que você soubesse que eu fugi com você daquele laboratório, pois eu tinha esperanças de uma vida melhor, ao seu lado. Eu queria ser normal e você era tão belo mesmo sendo diferente que eu me apaixonei e decidi que eu queria me aceitar, como você. Seu sorriso era tão… Sincero e inspirador. Mas então os sintomas começaram, eu percebi que precisava de sangue. E então as traições vieram. Mas na verdade, eu nunca te traí. Eu só me encontrava com homens e mulheres para matá-los drenando seu sangue. Eu não queria que você soubesse daquilo. Eu nunca te traí. Me desculpe por sempre estar com aquele sorriso idiota no rosto, na verdade eu o uso porque ele é uma máscara que esconde o que eu realmente sou. Eu te amo. –terminou e abaixou a cabeça massageando os olhos

Ralph estava estático e assustado. Não sabia se acreditava nele ou atirava-se em seus braços dizendo que o amava. Mas o problema era que tinha Alan.

—D-derick…

—Eu sei… Você tem ele. Não se preocupe eu vou ser um bom pai. –sorriu, e pela primeira vez era um sorriso gentil.

Ajoelhou-se e acariciou a barriga do loirinho que sorriu deixando as lágrimas escorrerem.

—D-derick… Me morda. –o moreno riu

—Não. Não quero que você tenha uma ligação comigo quando está com ele.

—E-eu sempre te amei Derick! Então… Por favor! –falava em meio aos soluços

Derick fez uma expressão derrotada e acariciou a bochecha do Noire limpando-lhe as lágrimas.

—Por quê? Você faz tudo isso por mim, quando eu só te xingo?

—Porque eu te amo! –gritou- E… H-hikaru não merece isso. Por favor… –suplicou de olhos fechados

O pescoço do menor foi tomado por uma dor imensa, que invadiu-lhe as veias e penetrou dentro de si alucinantemente. Sua cabeça rodou, sentia-se tonto, os olhos ficaram turvos e a visão aos poucos foi acabando. A última coisa que viu foi Derick chorando.

{ # } ~ { # }

Alan engoliu em seco. Por quê? Olhou para o corpo desacordado do loirinho que parecia um anjo ao dormir.

Derick entrou no carro e sua paciência estava esvaindo-se. Porque diabos escolhera ser cientista? Pensou que se tivesse sido biólogo as coisas seriam bem melhores, não teria conhecido nem Ralph e nem Shinji.

—Me desculpe por isso… Eu não poderia deixar Hikaru carregando um fardo desses. –falou

—Precisava ser justo ele?! –gritou mudando de marcha. Caíram num silêncio repentino, quebrado pela pergunta de Derick

—Você o ama?-Alan demorou á responder, não sabia ao certo

—Não importa. Ele te ama e vocês vão ficar juntos.

—Nunca se sabe. Obrigado, por nos deixar em sua casa. Você prometeu que ia cuidar da criança não? –Alan arqueou as sobrancelhas. Como ele sabia?- Eu deduzi isso.

—Sim.

—Acho que essa criança terá três pais. –falou rindo. Alan suspirou e parou na sinaleira fechada. Para sua surpresa, Derick puxou seu rosto e beijou-o rapidamente deixando-o assombrado.

—Que. Merda. Foi. Essa?

—Calma doutor… Hm… Foi só um beijo para selar nossa amizade. –sorriu.

E novamente o típico sorriso irônico tomou conta de sua face.

{ # } ~ { # }

—Aaah sim… Ele terá dois pais muuuito gostosos. –sussurrou safado

( CONTINUA… ) DÊEM LIKE SE LERAM!

Text em 19/09/2012 às 5:51pm.

A gestação de Ralph estava sendo tranqüila. Tranquila para o loirinho, pois Alan é quem arcava com os desejos e irritabilidades do menor.

—Alaaaaaan! –chamou o loiro.

O cientista revirou os olhos e seguiu o caminho da voz do outro, deparando-se com ele em frente ao espelho com a camiseta levantada até o pescoço, com o tórax a mostra.

—Sim? –olhou curioso para o Noire

—Alan… Meus mamilos estão inchados… –murmurou tocando os botões róseos levemente

—Eeeh?

—Alan… É quase como se eu… Tivesse seios. –o moreno encarou o corpo do menor.

Era definitavente verdade. Ralph tinha uma pequena elevação em volta dos mamilos que, como o próprio dissera estavam inchados e maiores.

—Verdade… Hm… –logo perversões passaram por sua cabeça

—Isso é… Horrível! Será que vou amamentar por aqui? Ahh… Quem vai fazer o parto Alan?

—Hm… Shinji e eu…

—Quando o resultado do exame chega?

—Amanhã

Ralph abaixou a blusa e olhou para o cientista que o olhava sugestivo.

—Hmmm… Nyann… O que olha tanto? –perguntou fazendo as orelhas de gato e a cauda aparecerem. Aproximou-se do maior e enrolou a cauda em volta do tronco deste.

—Ralph…

—Hmm… Eu estou mais sensível do que você pensa… Nyann… –gemeu enlaçando o pescoço de Alan e mordendo os lábios deste

—Vamos para o quarto. –falou tremendo pela excitação. Pegou o loirinho no colo e subiu as escadas entrando no primeiro cômodo.

Agradeceu aos céus por Zoe estar na escola e colocou o menor delicadamente na cama king-size.

—Rápido Alan… –Ralph falou enquanto tratava de abrir rapidamente os botões da camiseta social do cientista que riu da afobação do outro

Alan retirou a camiseta do menor e o fez deitar na cama, puxando suas pernas para entrelaçar sua cintura. Abaixou a cabeça e tomou um dos seios com a boca chupando-o e lambendo.

—Nyaaaahnnnn… Ahhhhh… I-isso é tão gostoso…

—Hm… Eles estão tão sensíveis e inchados… –murmurou devorando o outro seio enquanto beliscava o outro mamilo

—Ahhhh… P-por favor…

—Sshh… Já vou te devorar…

—Oooh! –gritou ao ter os seios mordidos e apalpados fortemente

—Você vai gritar tanto hoje!

—Ahhh sim! Me faça gritar bastante… –falou desconexo sentindo uma mão atrevida do maior massageando seu membro por cima da bermuda

—Não vai nem conseguir sentar depois… –Ralph sorriu em meio ao tesão massageando seu próprio corpo

—Nossa Alan… Você não me mostrou esse seu lado pervertido antes… Aahhh…

—Eu queria que você ficasse surpreso –sorriu malicioso devorando a boca carnuda e macia do loiro

O moreno abaixou a bermuda preta do Noire e deixou-o só de cueca, observando o tamanho da ereção que se formava ali.

—A-Alan… ahhh…

Ralph gemia enquanto beliscava seus mamilos e arranhava as próprias coxas provocando alguns rastros finos de sangue, os quais o cientista tratou de colher com a boca, lambendo o corte e mordendo, fazendo o loirinho gritar de dor e excitação.

—Seu putinho, faz isso só pra me provocar não é?

—Ahann… Ahhh… Adoro te provocar…

—E se eu fizer isso? –perguntou massageando o membro do outro por cima da cueca, vendo como ele se contorcia e gritava de prazer na cama

—N-não… Ahhh…

—Tão sensível…

—Aaaaahhhhhh… M-mais…

Rapidamente Alan retirou a cueca do loirinho sorrindo malicioso.

—E agora vai querer o que?

—P-por favor…

—Hmmm… –pegou o membro nas mãos e foi introduzindo sem demora na boca, fazendo uma sucção lenta e torturante.

Ralph gritava, tamanha sensibilidade que estava e sentia que iria gozar logo logo.

Os movimentos eram torturantes e prazerosos, aumentavam de ritmo conforme os gemidos no menor, dando incentivo ao cientista. Ralph levantou o quadril gritando alto e expelindo seu líquido na boca do maior que engoliu tudo. O Noire estava ofegante e com a respiração acelerada.

—Você é tão lindo… –murmurou como um bobo apaixonado

O loiro sorriu envergonhado puxando a mão direita do namorado e colocando-a em sua bochecha.

—Alan… Independente do resultado… Você não vai me deixar… Vai? –perguntou inseguro deixando as lágrimas escorrerem pelas bochechas. Alan sabia que ele estava falando sobre o exame de DNA

—Não… Jamais te deixaria por isso. –sorriu terno abraçando o outro que afagou-lhe os cabelos apertando os braços á volta do cientista

Beijaram-se novamente, desta vez um beijo calmo, onde as bocas disputavam espaço entre si.

O maior levantou as pernas de Ralph e o fez segurá-las para cima. Tomou a boca do outro em um rápido beijo e abaixou-se até as partes baixas do menor.

—Haa… Se você estiver sensível aqui como está na frente… Você vai se derreter se eu te tocar.

—N-não me importo… Rápido Alan! –pediu exasperado

Recebeu como resposta um forte tapa na coxa direita que ficou marcada. Rangeu os dentes puxando mais ainda as pernas.

—Mais! Rápido! –gritou

—Hm… Gosta de apanhar? –perguntou rouco observando o casulo vermelho contrair-se inúmeras vezes

—Sim! Ahhh… Me bate Alan! Nyaaan… –gemeu ansioso por receber outro tapa que foi lhe dado rapidamente, marcando a coxa esquerda.

—E agora… Hm…

—Alaaan! Ahhhhh… Me fode, eu não agüento mais… Ahhnnnnnn… Rápido…

—Calma seu apressadinho. Ainda falta te preparar.

Separou as nádegas do loiro e começou a lamber o casulo vermelho, lubrificando-o. Penetrou-o com a língua rapidamente, dando longas lambidas ali sentindo-o contrair-se devido ao contato molhado.

—Ooooh Deus! Alaaan! Isso é tão… Ahhhhh! –gritava tentando jogar seu quadril á frente, ansiando sentir mais daquilo

Alan não parava, à medida que os gemidos do Noire aumentavam a velocidade com que o cientista lambia o menor aumentava junto.

Ralph rangia os dentes de tesão arranhando forte as coxas e mordendo os lábios.

—Gosta? –o moreno perguntou introduzindo um dígito no interior do outro que urrou sentindo-se queimar por dentro

—Sim! Ahhh… Me dê… S-seu pau logo! –gritou quase como em uma súplica para que o outro lhe tomasse rapidamente

—Vou te machucar seu apressadinho… –riu inclinando-se e beijando o menor enquanto somava mais um dígito á penetração

—Nnnff… Ahhhh… N-não me importo…

O moreno começou a mover os dedos no interior do outro sentindo como estava apertado e úmido. Enquanto o fazia observava as expressões do loiro que beiravam a agonia de tanto prazer e um pouco de dor. Ele contorcia-se na cama gritando por mais e fazendo uma cara que era considerada uma perdição para Alan.

—Vem cá meu bebê… –murmurou fazendo o outro rir, rolando na cama ficando com o Noire encima de si

—Coloca… Rápido Alan…

—Quer sentir ele dentro de você não é?

—Sim! Ahhh… Todinho dentro de mim… Bem fundo…

—Ahh seu putinho… –rosnou começando a introduzir seu membro na entrada no outro que gritou e sentou-se no mastro do moreno rapidamente gritando coisas desconexas. O maior esperou-o se acostumar com o volume.

—Hmmmm… É tão grande… nnnnhhn… –gemeu fazendo biquinho, recebendo um tapa forte nas nádegas

A verdade era que Ralph nunca fora um santinho. Ele sempre gostara de ouvir e dizer baixarias na cama.

—Foi feito pra você… Olha como encaixa direitinho! –Ralph riu começando a mexer o quadril lentamente

—Ahhh sim… Coube todinho… Que pau grande doutor Alan… -sussurrou safado mordendo o lábio e começando a mover-se rapidamente, cavalgando no outro rapidamente

—Ralph! Ahhhhhh… Isso! Mais rápido!

—Vou… Receber o que… Em troca disso? –perguntou em meio ao prazer, jogando a cabeça para trás ao ser penetrado com violência, sentindo seu interior queimar e ao mesmo tempo pedire por mais. Alan deu um tapa na nádega direita do menor e colocou o dedo indicador na boca do loirinho que sugou-o como se fosse o falo do moreno.

—Hnnnnn… Ahhnnnn… Nyannn…

A cauda de Ralph movia-se feito louca atrás de si, e o Noire agarrou-a enrolando-a em seu tronco, sem parar de cavalgar o mastro do outro.

—Ralph! Mais rápido… Eu vou…

—Ahhh Isso! Goza pra mim… Dentro… Ahhhh… –sentiu os jatos serem expelidos em seu interior que contraiu-se rapidamente querendo mais.

—Ahhhhh… –Alan suspirou aliviado

—Alan…Ahhhhhhh –gemeu o menor masturbando-se e sentindo o orgasmo chegar. Sujou o abdômen do outro com seu líquido e caiu encima dele.

—Tudo bem?

—Sim… Acho que eu nunca… Transei desse jeito com alguém… Ahh… Nunca te vi tão… Tarado.

—Nem vem, o único tarado aqui é você! –o moreno defendeu-se

—Claro. Você é um pai de família muito pervertido que deixou seu gatinho todo dolorido… Hmm…

—Haha… Durma um pouquinho tenho que buscar a Zoe na escola, trate de tomar um banho.

—Tudo bem mamãe.

—Tenho que cuidar do meu bebê! –falou rindo dando um beijo na testa do menor.

{ # } ~ { # }

—Etto… Onde eu estou? –Hikaru perguntou levantando-se da gigante cama

—Hm… No meu apartamento. –o Noire arregalou os olhos ao olhar para porta e deparar-se com Derick seminu, apenas com uma toalha para cobrir sua intimidade

—QUÊ? V-VOCÊ NÃO TINHA DESAPARECIDO OU MORRIDO? –gritou assustado

—Ei, calminha… –o maior riu- Bem capaz que uns tapinhas do Ralph iriam me matar.

—Como assim tapinhas? E… P-porque eu estou aqui? –olhou para o local. Era um quarto grande, com piso de madeira clara, paredes de gesso, duas cômodas, uma tevê imensa de plasma na parede em frente á cama e um sofá branco aos pés da cama.

—Ohh o gatinho está curioso? –riu guturalmente- Ontem te encontrei tão carente… Então resolvi me divertir com você, te levei para o motel… E depois eu te trouxe pra cá… Hm… Você estava todo mole…-riu divertido encarando os orbes vermelhos arregalados do outro

—Nós… Transamos? Perguntou receoso temendo o pior

—Hm docinho, porque não tenta se lembrar? Vou preparar o café. –piscou

“Eeeh? Ele vai preparar o café… assim, seminu?”

Lembrou-se da briga com Shinji e seu coração apertou. Teria que conversar com o médico o quanto antes.

Hikaru tentou lembrar-se da noite anterior, mas uma forte dor atingia-lhe o pescoço. Passou a mão pelo local, ali havia uma gaze presa com micropore. O Noire correu para o banheiro e retirou a gaze com cuidado, sentindo um pouco de dor.

Arregalou os olhos ao constatar que ali havia uma cicatriz enorme com um pouco de sangue em volta. Dois buraquinhos se destacaram no meio da ferida.

Foi como se o coração do moreno tivesse parado ao lembrar-se do ocorrido noite passada. Seu sangue congelou e começou a suar frio.

“N-não pode ser… D-derick… Ele é um vampiro!?”

Rapidamente Hikaru vestiu as roupas que estavam encima do sofá e saiu do quarto, deparando-se com uma sala enorme. No meio do cômodo havia um tapete quadrado, á frente dele havia uma TV de plasma tão grande quanto á do quarto e do outro lado do tapete havia um sofá de 6 lugares de couro bege.

Uma pequena plataforma levava á mesa de refeições que estava recheada com guloseimas de um café da manhã luxuosíssimo.

O Noire fez uma careta ao ver uma mesa tão bem disposta. O anfitrião apareceu logo em seguida e sorriu ao constatar que Hikaru já estava ali.

—Porque colocou a roupa docinho? Pensei que iria querer se divertir comigo de novo. Assim você me frustra. –falava rindo enquanto sentava-se na mesa

—Hmm… Ralph não veio te procurar aqui? –o menor perguntou sentando-se nervoso ao lado do outro

—Haha, ele nem sabe desse apartamento.

—Hmm… Porque você desapareceu? –perguntou curioso

—Hm… Por que… Eu não queria mais ficar com o Ralph, então eu tive que encenar, como ótimo ator que eu sou –piscou-

—E encenou bem direitinho pelo jeito…

—Claro gatinho, o que eu faço que não fica bom?

—O que é isso no meu pescoço? –Hikaru perguntou semicerrando os olhos

—Hm… Digamos que não foi á toa que o Ralph me encontrou naquele laboratório.

{ # } ~ { # }

―Mamãe!

―Olá meu filho, estava morrendo de saudades! –Awaka abraçou o filho, dando-lhe um beijo estalado na bochecha

―Pai? –o médico perguntou vendo seu pai entrar meio contragosto no apartamento

―Ah, oi Shinji.

―Adivinha, trouxe o Mogu para ficar com você! Aqui está a caminha dele e a ração, nem pense em dar comida para ele, ou ele vai vomitar um monte. Nós já tínhamos conversado não? –a mulher sorriu colocando o cachorro da raça chihuahua no colo do filho

―Ahh sim mãe…

―Pois bem, onde está o fofinho do Hikaru?

―Ele sumiu… Nós brigamos e ele fugiu. Eu estou acabado de tanto tentar achar ele.

Shinji ouviu o pai pigarrear e massageou as têmporas.

―Meu bebezinho está preocupado… Não fique assim, tenho certeza que ele volta! –Awaka abraçou o moreno e deu-lhe um beijo na testa ―Temos que ir, se não perdemos o vôo. Haa, seu pai e eu estamos muito orgulhosos por você ter se tornado um médico maravilhoso!

―Ahh, arigatou ne. –sorriu encabulado. Deu um abraço em seu pai que nem fez questão de corresponder.

A relação de Shinji com a mãe era maravilhosa, ela o adorava e adorava Hikaru. Mas com o pai era crítica, pois ele nunca havia aceitado a relação dele com o Noire. Awaka sabia que Hikaru era uma espécie de gato e amava isso.

―Aaahh… –bocejou- Pelo visto somos só nós dois… –murmurou olhando para o cachorro no colo, colocando-o na caminha

“Hikaru… Por favor, volte pra casa, eu estou desesperado te procurando. Vou esperar até amanhã, se não eu vou ter que tomar providências. Eu… Te amo tanto…“

{ # } ~ { # }

―Ralph… Eu vou ganhar um irmãozinho? –a ruivinha perguntou olhando com curiosidade para a barriga do Noire

―Hm… Pergunta pro seu pai… Quer dizer, se depender de mim vai. –falou abafado enfiando um pedaço enorme de bolo de chocolate na boca

―Hehe… Posso… Tocar? –Ralph olhou para a garota, desconcentrando-se do bolo

―Pode.

Zoe colocou a mãozinha na barriga do loirinho e fez uma carícia pequena ali, sorrindo inocente.

―Ele chutou! –o menor exclamou sorrindo e colocando as mãos na barriga em cima das da ruiva

―Sim! Você acha que é um menino ou uma menina?

―Hm… Não sei… Gostaria que fosse uma menina…

Alan observava aquela cena sorrindo apaixonadamente. Pegou a câmera digital da mesa ao lado e tirou discretamente uma foto.

Ralph olhou para o cientista e sorriu chamando-o para sentar ao seu lado no sofá.

―Uuuh você tem que dar carinho para os seus filhotes! –fez biquinho

Alan riu pegando a pequena e colocando-a no colo.

―Sim papai, nós queremos mais bolo de chocolate… –Zoe resmungou

―Ahh assim vocês vão me levar á falência! –ambos riram

Depois de um tempo sentados no sofá e conversando o Noire enfim decidiu tomar coragem para perguntar algo com o que estava curioso fazia tempo.

―Como ela era?

―Ela quem?

―Sua esposa…

―Ah… Zoe, vai fazer os temas que depois te levo um pedaço bem grande de bolo de chocolate.

―Promete?

―Sim meu amor. –a ruivinha deu um beijo na bochecha do pai e na de Ralph antes de correr escadas à cima para o quarto

―Porque quer saber isso agora?

―Curiosidade.

―Então acho melhor te mostrar uma foto. –pegou um porta retrato digital e passou as fotos até chegar na que queria, mostrou-a para Ralph

A mulher que ali havia era a mais linda que o loirinho já havia visto. Tinha os cabelos meio ondulados e ruivos como fogo, olhos cor esmeralda penetrantes e a boca vermelha era carnuda, contrastando com o nariz fino. Usava um vestido verde que adornava suas curvas e fazia com que os seios ficassem mais volumosos.

―Nossa… Ela é linda.

―Era. Ela morreu no parto da Zoe.

―Ah… Sinto muito. –abraçou o moreno e beijou-lhe os lábios calmamente

―Tudo bem.

―Pense pelo lado bom, agora você tem á mim. –riu convencido provocando um mínimo sorriso do namorado

“Não é a mesma coisa… Vocês são completamente diferentes. Desculpe-me por te comparar á ela. Me desculpe por tentar esquecê-la usando você. Eu estou desesperado e assustado por dentro.”

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―O que eu vou ganhar te contando essa história? –Derick perguntou sorvendo o suco de abacaxi do copo

―Por favor Derick… Nyaaahnn… E-eu quero saber. –ditou meio nervoso, provocando um sorriso perverso nos lábios do outro

―Aaah… Vejamos, se eu te contar você promete que vai me deixar te devorar, docinho? –sussurrou maléfico fazendo o Noire engolir em seco

―Derick! Isso é jogo sujo.

―Uma mão lava a outra.

―T-tudo bem… Agora me conte.

―Hm… Eu fui levado ao laboratório porque eles queriam alterar minha genética também. Eles o fizeram e me transformaram num tipo de… Vampiro. Mas totalmente diferente porque digamos que depois de dois anos mais ou menos você começa a sentir o efeito. E a coisa mais estranha é que a primeira pessoa que eu beber o sangue vai ficar conectada comigo até eu morder outra e assim vai indo.

―Eu já acredito em tudo que me disserem mesmo. –Hikaru sussurrou assustado- E se… Você morder uma pessoa, o que acontece? –Derick sorriu perverso

―Eu posso ver o que está pensando e fazê-la pensar em mim. –Hikaru gelou

―D-derick… Você… Me mordeu não foi? –perguntou temendo o pior

―Lembrou docinho? Que bom, agora eu vou saber de tuudo que você pensa. Ah, também me esqueci de um detalhe, você não pode ficar a mais de dois metros longe de mim, ou você vai sentir uma dor tão grande que não vai agüentar nem ficar em pé. –sorriu cínico

{ # } ~ { # }

Ralph estava no sofá, deitado com a cabeça no colo de Alan, ainda intrigado com a beleza da mulher que vira, minutos antes no porta-retrato.

―Ih olha Ralph, parece que o exame chegou. –Alan falou enquanto eram empurradas para debaixo da porta várias correspondências.

―Ahhh vou ver! –o loirinho levantou rapidamente do sofá, pegou as correspondências e ficou procurando entre os envelopes, até que achou.

Seu coração pulou em uma batida. Estava nervoso. Queria saber quem era o pai, e ainda sim torcendo para que fosse Alan.

―Abra. –o maior ditou com as sobrancelhas arqueadas e suando frio

―S-sim… Desculpe… Eu estou nervoso. –Ralph começou a abrir o envelope e as mãos tremeram. Tirou o papel de dentro do envelope e começou a ler rapidamente.

―Alan…

―Sim?! O que diz?

―O filho é do D-derick. –falou caindo em lágrimas

Foi como se Alan tivesse levado uma facada. Ainda tinha esperanças de que aquela criança podia ser seu filho. Fechou a cara e cruzou os braços, olhando para o loiro que não parava de chorar.

―Oye, Ralph, pare de chorar.

―Não! E-eu não queria… Eu queria que esse filho fosse seu Alan… –sentou-se no sofá praguejando baixinho e Alan sentou-se ao seu lado

―Ssh… Tudo bem, eu vou cuidar dele… Nós vamos cuidar dele.

―Promete? –o moreno não respondeu, apenas abraçou o Noire, beiajndo-lhe o topo da cabeça

“Porque eu faço isso? É isso que dá ter um bom coração e não conseguir ver ninguém chorando. Me desculpe Ralph mas eu acho que… Não vou conseguir arcar com a responsabilidade.”

{ # } ~ { # }

―Derick! Pare com isso! –o menor gritava dando tapas nas mãos atrevidas do maior que teimavam em apalpar suas nádegas

―Aah, trato é trato… E além do mais eu não resisto, elas são tão redondas e macias. –Hikaru corou respirando fundo

―Ahhh… Pensei em algo… Sabe, eu assisti muuuito Death Note e minha habilidade de dedução é bem grandinha. Por isso, deduzi que se se eu ficar á dois metros de distância de você eu vou agonizar de dor, acredito que aconteceria o mesmo com você. –sorriu maléfico. Derick suou frio com aquilo.

―Ah é? E o que vai fazer?

―Isso! –Hikaru saiu correndo, destrancou a porta do apartamento e foi em uma direção conhecida

Precisava encontrar Shinji.

{ # } ~ { # }

―Alan… Se você não quiser ficar comigo e-eu vou entender.

( CONTINUA… )

Text em 13/07/2012 às 5:56pm.

Hikaru chorava baixinho torcendo para que Shinji não ouvisse seus soluços. Começava a se perguntar se o namorado o amava de verdade e recriminou-se por isso. Era óbvio que amava não?

As palavras de Ralph vieram à tona novamente e as lágrimas saíram com mais abundância.

—Hikaru? –Shinji apareceu na porta e sentou-se na cama ao lado do menor que secou o rosto rapidamente

—S-sim?

—Porque está chorando meu amor? –perguntou preocupado acariciando a cabeça do outro

—N-Nada Shin…

—Não minta… Me diz… É por que… Nós fizemos sexo… Com o Ralph? –Hikaru franziu o cenho

—Não… Até por que eu quis fazer… Mas… me arrependi. –fungou

—Então é por isso?

—Shinji… Eu não quero falar… Só… Me abraça. –o maior sorriu e puxou o namorado para seu colo beijando-lhe o topo da cabeça

—Não chore… Eu amo você…

Apenas aquelas palavras eram capazes de fazê-lo sorrir e viver cada dia mais. Amava tanto ele que a idéia de perdê-lo era tão absurda que passava por sua mente raramente.

—S-shinji… –as lágrimas escorriam por suas bochechas coradas novamente

Os lábios de Hikaru buscaram os do namorado desesperadamente e foi atendido com um beijo calmo e tranqüilizador que fez sua mente entrar em uma espécie de transe. E como aquilo era bom! Sair da realidade era maravilhoso, e ainda mais se um beijo fosse capaz disso.

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Ralph fazia o café bocejando á todo instante.

—Hey… Ainda é cedo… –Alan adentrava o cômodo passando a mão nos cabelos

—Hm… Eu sei, só quis arrumar a cozinha… –falou corando ao lembrar-se do que acontecera ali dia anterior

—Hm… Nós fizemos uma bagunça… –sussurrou abraçando a cintura do loirinho e dando-lhe um beijo na bochecha

—Zoe já acordou?

—Não… E isso quer dizer que… –deu uma boa olhada no corpo de Ralph

—Seu pervertido! Você já é pai ok? Ela pode acordar e nos ver aqui…

—Ta me chamando de velho?! –perguntou fingindo indignação

—Não! Quer dizer… não… Só… Coloque a mesa tudo bem?

A diferença de idade não era notável, até porque Alan parecia mais novo do que aparentava. Ralph tinha dezessete anos e Alan tinha trinta e oito.

O cientista nunca havia pensado em se envolver com um homem, muito menos com um Noire, de dezessete anos! Depois de conhecer Shinji e Hikaru sua opinião sobre relacionamentos mudara bastante.

A mesa já estava posta e os três estavam conversando animadamente. Zoe não parava de falar o quanto gostara dos presentes.

—Então Ralph… Porque você dormiu aqui? –a ruivinha perguntou sorvendo o Nescau do copo

—Ahn… Por que…

—Por que… Ahn… Porque o Ralph…

Zoe caiu na gargalhada ao ver os dois tentando achar uma desculpa.

—Vocês estão namorando? –perguntou sapeca sorrindo como de orelha á orelha

Alan engasgou e Ralph tossiu totalmente corado.

—Eu já te disse que isso não é pergunta que se faça!

—Papai! Mas… Eu quero saber!

—Isso não é assunto para crianças Zo… –suspirou passando a mão na bochecha da filha

—Hm… Nós estamos namorando Alan? –Ralph perguntou rindo e fazendo Zoe ter mais ataques

—Que? Ah bem… N-nós… Não podemos falar isso na frente dela!

—Então Zoe… Eu e seu pai estamos namorando, mas ele é tímido demais para admitir isso. –falou sarcástico mordendo o lábio

—Ralph!

—O que? Eu só estou adiantando as coisas oras…

Alan estava ruborizado com as provocações do loirinho, pois se tinha algo que Ralph sabia fazer bem era provocar.


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Alguns dias haviam se passado, a relação entre Hikaru e Ralph continuava a mesma, viviam provocando-se e Shinji sempre tinha que apartar a briga.

Alan havia pedido Ralph em namoro e a relação de ambos estava muito boa.

—Moshi Moshi?

—Shinji? Bem… Eu fiz uma radiografia do Ralph e … Eu precisava que você trouxesse os dois aqui.

—De novo?

—Sim… Me desculpe.

—Tudo bem mas… Vocês não estão namorando?

—Ahh… S-sim

—Bem… O Hikaru anda brigando bastante com o Ralph e bem… Seria melhor se o Ralph ficasse em outro lugar.

—Ahn… Entendi, tudo bem, vou falar com ele, te espero aqui.

—Ok, Já nee


{ # } ~ { # }


—Alan! – o loirinho correu para os braços do namorado dando-lhe um demorado beijo na boca

—Yo meu amor, tudo bem?

—Ahan… Porque nos chamou aqui?

Hikaru torcia o nariz observando a sessão de agarramento á sua frente.

—Bem… Ralph, lembra quando fizemos aquela radiografia? O que não faz muito tempo… –ele assentiu- Bem… Então… Eu preciso que você deite ali. –Ralph franziu o cenho mas deitou na maca que havia ali.

O cientista levantou a camiseta de Ralph e passou um gel por sua barriga.

Shinji olhava tudo aquilo sabendo o que Alan iria fazer, afinal era médico. Hikaru estava curioso.

Alan pegou o Transdutor e passou por cima do gel, no visor do mostrador era possível ver uma imagem normal de um ultrassom.

—Alan… Que eu saiba você é cientista e não médico… –Hikaru murmurou

—Shh… Eu consegui isso com um amigo e eu sei como fazê-lo…

—Alan? O que tem demais na minha barriga?

—Bem… Digamos que você… Tem um útero…

—QUÊ? –os três ficaram paralisados olhando para Alan como se ele fosse uma assombração

—E bem… E eu acho que você está… grávido.

—COMO ASSIM VOCÊ SÓ ME AVISA AGORA QUE EU POSSO TER FILHOS?

—Ralph, eu só constatei isso agora.

—ALAAAN! COMO EU VOU SABER DE QUEM É ESSE FILHO? MEU DEUS, EU TENHO UM FILHO? ELE VAI NASCER UM GATO OU O QUE?

Shinji arregalou os olhos diante da tagarelice de Ralph. Haviam transado sem camisinha. Hikaru lembrou-se do ocorrido também e ficou em choque olhando para Shinji de olhos arregalados.

—Por favor Ralph, acalme-se, nós… podemos tentar fazer um exame de DNA…

—Ta brincando? COMO É QUE EU VOU PARIR ESSE FILHO? VAI SAIR POR ONDE? E… QUEM VAI FAZER O PARTO? ISSO É… IMPOSSÍVEL! –gritava massageando as têmporas

—RALPH! ACALME-SE OK? C-com quantos caras você já… –tossiu- fez sexo até agora? –o loirinho ficou branco e olhou para Shinji de olhos arregalados. Sua cauda movia-se feita louca atrás de si e suas orelhas de gato mexiam-se agitadas

—C-com… Derick… Você… e…

—E…?

—Shinji… –abaixou a cabeça suspirando

—Shinji?! Como assim? Você traiu Hikaru? –o médico arregalou os olhos e olhou para o outro Noire que tinha uma expressão abatida e cansada

—N-não… Bem… Nós… Três… -o médico gaguejou

—Ah… Bem então isso quer dizer que… Vocês usaram camisinha certo? –os dois engoliram em seco

—N-não… –Ralph murmurou

—COMO ASSIM? ENTÃO QUER DIZER QUE O PAI DESSA CRIANÇA PODE SER EU OU O SHINJI?

Hikaru comprimiu os lábios com vontade de chorar.

—Bem… Eu ainda acho meio impossível eu ter filhos…

—O feto ainda está bem pequeno… Olhe… –apontou para o visor e Ralph comprimiu os olhos tentando enxergar

Shinji aproximou-se curioso o que fez Hikaru cerrar os punhos. Uma discreta lágrima escorreu pelo rosto do garoto que tratou de limpá-la rapidamente.


{ # } ~ { # }


Nenhum dos três ousava ditar uma só palavra. Hikaru estava sério e Ralph emburrado.

“Depois que ele chegou tem acontecido tantas coisas… Minha vida só mudou para pior depois que ele chegou… Tsc… Odeio ele. E dizer que… Ele pode estar grávido do Shinji! Me faz ter vontade de matá-lo” –Hikaru pensou olhando de soslaio para Ralph

—Ralph… O Alan falou com você sobre… Morar com ele?

—Sim Shinji…

—Bem… Eu não pensava que ele iria me dar uma notícia dessas… E mudou completamente minha opinião, eu agora acho melhor você ficar lá em casa. –Hikaru arregalou os olhos e olhou para Shinji como se ele fosse um estranho

—Shinji!

—Sim?

—Eu acho melhor o Ralph ir para casa do Alan afinal ele é o namorado dele!

—Hikaru, mas… Se ele estiver grávido mesmo… –Hikaru fechou os olhos deixando as lágrimas correrem soltas por sua face

—Ei, não chore! –Shinji tentava dirigir concentrado, mas estava impossível

—Cala boca! Eu… estou cansado… Eu só queria ser normal… É PEDIR MUITO? –o médico arregalou os olhos e depois ficou sério, era melhor não falar nada

—Shinji… Acho melhor mesmo eu ficar na casa do Alan, desse jeito vou causar mais desconforto para vocês. –o loirinho falou e o moreno menor fungou

—Que bom que sabe disso! –falou elevando a voz

—Chega Hikaru! Nós vamos conversar quando chegarmos em casa.

{ # } ~ { # }

Os dias se passaram e a barriga de Ralph já estava um pouquinho saliente, Shinji estava mimando-o o máximo que podia.

Hikaru não era tão percebido naquela casa. Shinji reformara o quarto de hóspedes e este agora era um perfeito quarto de bebê.

Hikaru queria que alguém se importasse com ele. Chorava tanto sem que ninguém percebesse, seus olhos estavam inchados e as olheiras eram grandes. O cabelo estava maior, batia abaixo dos ombros, estava desleixado, não preocupava-se mais consigo. Preocupava-se fazendo qualquer coisa que fizesse Shinji prestar atenção em si.

“Ele o paparica como se aquele filho fosse dele. O exame de DNA já foi feito… Só vou ter de esperar uma semana… Não! Eu não agüento isso! Eu sou o namorado dele não? Ele deveria estar assim comigo! Por que o Ralph não vai ficar com o Alan e nos deixa em paz? Eu estou… acabado.”

—Shinji…

—Ah… Sim Hikaru? –estavam ambos deitados na mesma cama, o maior estava lendo um livro e Hikaru tentava conversar

—V-você reparou em mim ultimamente? –o médico olhou-o e voltou á ler o livro

—Sim… O que tem?

—Você poderia… Me dar algum carinho?

—Hm? Mas eu te dou carinho. –Hikaru apertou os olhos

—Nós nunca mais… Nos beijamos… e… fizemos amor…

O maior fechou o livro, colocou-o na cabeceira e tirou os óculos, encarando Hikaru sério e de braços cruzados.

—Quer discutir a relação? Pois então…

—N-não Shinji… Só queria carinho… –deitou no peito do namorado esfregando as orelhas ali

—Hikaru… Eu estou cansado… Vamos dormir

—QUE SACO, VOCÊ NÃO ENTENDEU AINDA? DESSES DIAS PRA CÁ VOCÊ SÓ DÁ ATENÇÃO PRO RALPH, NEM LIGA MAIS PRA MIM, PERCEBEU O QUANTO EU CHORO PELAS MINHAS OLHEIRAS? PROVAVELMENTE NÃO, EU ESTOU… ACABADO TENTANDO CHAMAR SUA ATENÇÃO PRA MIM! –um vale de lágrimas tomou conta do rosto do menor que soluçou fungando

—Hikaru, não exagere, o Ralph precisa…

—PRECISA? VOCÊ NEM SABE SE O FILHO É SEU! APOSTO QUE ESTÁ LOUCO PRA QUE SEJA NÃO É? SABIA QUE O RALPH TEM NAMORADO? VAI ME CHIFRAR LOGO COM E… –não terminou de falar pois recebeu um tapa do lado direito do rosto.

—Hikaru! Chega!

O menor encarava-o de olhos arregalados ainda não acreditando no que acontecera.

—Q-quer que eu vá embora? –perguntou secando as lágrimas e massageando o rosto

—O que for mais conveniente.

Levantou-se, colocou um casaco e saiu do quarto. Estava destruído, não tinha mais ninguém, sentia-se sozinho como jamais se sentira. Um nó era formado em sua garganta e cada vez que apertava mais ele desabava em choros e soluços. Será que ninguém nunca vira o sofrimento daquele garoto por não ter nenhum amparo em caso de primeiros socorros?

Saiu daquela casa como se fosse invisível. Misturou-se com a noite rapidamente. Sentia-se melhor assim. No escuro sentia-se melhor, sentia que estava com quem gostava de si. A escuridão talvez fosse seu habitat natural. Afinal, era um Noire.

Mas então as luzes ofuscaram seus olhos. Entrara na parte mais movimentada de Tóquio, a parte dos pubs, e conhecia aquele lugar pois o laboratório de Alan era perto dali.

Entrou no primeiro bar que havia e pediu uma dose de uísque. Seus olhos latejavam e o rosto ardia. A bebida desceu-lhe rasgando a garganta e as lágrimas se fizeram presentes.

O bar não era dos mais chiques, pelo contrário, era rústico e tinha iluminação fraca. Um ótimo lugar para afogar as lágrimas. O Noire esfregava as têmporas soluçando baixinho enquanto tomava o uísque que lhe ardia a boca.

Depois de muitas lágrimas Hikaru resolveu sair do local. Pagou a bebida e embrenhou-se na escuridão de Tóquio. Quase ninguém caminhava pelas ruas, andava meio cambaleante devido á bebida. Os olhos estavam inflamados em um vermelho sangue e as orelhas eram escondidas pelo capuz do casaco.

Os faróis de um carro chamaram a atenção de Hikaru. O Noire virou-se quando o carro encostou ou seu lado.

—Vou contar pro Shinji que você anda fazendo programa. –uma risada gutural saiu dos lábios finos do motorista e Hikaru entrou em choque ao perceber quem era

—D-derick?

{ # } ~ { # }

—Calma Shinji, você vai achar ele!

—NÃO! EU BATI NELE, SABE O QUE É ISSO? EU… EU NUNCA TINHA FEITO ISSO ANTES!

Era madrugada e depois de ter discutido com o namorado o médico acordara no meio da noite, constatara que o outro não estava ao seu lado e entrou em choque.

—Shinji! Amanhã tenho certeza que ele volta, vamos dormir… –o loirinho bocejava esfregando os olhos

—Eu tenho que achar ele! Nós… N-nós nunca tivemos uma briga tão séria!

—Eu vou parir meu filho aqui mesmo de tanto que você está gritando!

—Ralph! E-eu… Não podia ter feito aquilo… -Shinji sentou no sofá massageando as têmporas e deixando as lágrimas correrem por suas bochechas. Ralph sentou ao seu lado e acariciou-lhe a cabeça

—Hm… Vai ser melhor se eu for para casa do Alan Shinji… O Hikaru só está assim porque eu estou aqui. É assim que tem que ser

—T-tem razão… Ele tentou tanto chamar minha atenção esses dias… Ele estava tão desleixado… Eu nem reparei. Sou um péssimo namorado.

—Não é não… Eu ia adorar ser seu namorado afinal… Você é rico. –ambos riram. Ralph levantou-se e puxou o rosto do maior para cima dando-lhe um selinho nos lábios

—O que…

—Shh… Mesmo que esse filho for seu, quem você ama é o Hikaru. Lembre-se disso. Nada vai mudar.

—Ralph…

—E-eu só queria uma coisa… Pra me lembrar… Não sei quando vou ver vocês de novo…

—O que é? –Shinji perguntou curiososo

O loirinho sentou-se no colo do médico com as pernas lado a lado do corpo deste e tomou-lhe a boca num beijo calmo e lento, como se saboreasse a boca do outro e tivesse todo tempo do mundo. A língua do menor serpenteou pela boca de Shinji explorando-a calmamente, sugou o lábio inferior do maior e mordeu-o deixando o médico com os lábios inchados e vermelhos.

—Tem certeza que não quer ficar comigo? –perguntou divertido

—Eu amo o Hikaru. E não seria justo com Alan também… Você o ama?

—Eu… Gosto dele… Eu sempre amei o Derick, mas ele sempre me traiu com a primeira pessoa que via. Ele nunca acreditou nos meus sentimentos, eu o amava tanto… Por isso, nunca faça o mesmo que ele fez comigo com Hikaru, ninguém merece ter o coração destroçado e pisoteado inúmeras vezes.

Shinji sorriu, iria pedir desculpas á Hikaru assim que o encontrasse.


{ # } ~ { # }


—E-espera D-derick…

A cabeça do Noire rodava e latejava, sentia-se tonto e queria dormir. Derick atacava-lhe o pescoço ferozmente.

—Hm… Sempre soube que você era melhor que o Ralph…

—Ahhh…nnhh…Nyahn… –o pescoço alvo de Hikaru era tomado por chupões e mordidas que deixavam marcas bem avermelhadas

—Nesse quesito você dá de dez á zero nele… –apertou as nádegas do menor que contorceu-se sendo prensado cada vez mais na parede

—D-derick… Ahnn…

—Shinji é um idiota por ter feito isso com você.

Estavam em um motel, Hikaru havia entrado no carro e desabafado tudo que estava entalado na garganta para o outro.

—Vou te dar a atenção que você precisa… Hm…

—Ahhhhh… –o moreno maior levantara a blusa do outro e mordera seus mamilos sugando-os e chupando.

—Vamos para a cama.

Havia um espelho no teto e na gaveta haviam várias camisinhas, lubrificantes e brinquedos eróticos.

Derick despiu-se rapidamente, tratando de tirar a camiseta do menor apertando-lhe e beliscando os mamilos. Tirou a calça jeans do Noire junto com a cueca observando-o arfar ao ter o membro livre.

—Hmm… Já está todo molhado… –Derick sussurrou mordendo os lábios de excitação e massageando a glande do menor onde estava pingando.

—Waaa… Por favor…

—Já está implorando?

—Me… Me faça esquecer tudo isso… –murmurava desconexo

Sem aviso o maior colocou todo o membro na boca, fazendo uma sucção lenta e gostosa, ouvindo o Noire gemer languidamente. Os movimentos aumentaram, a cabeça de Derick movia-se para baixo e para cima inumanamente sentindo o líquido do outro espalhando-se por sua boca rapidamente, sorvendo todo o néctar.

—Você é mil vezes melhor que Ralph…

—Não me compare á ele… Onegai

—Não vou… Por isso quero te mostrar algo que nem ele mesmo viu

O corpo de Hikaru estava mole devido ao orgasmo, sentia-se como uma pluma de tão leve.

De repente o pescoço do Noire foi tomado por uma dor horrível, Derick estava mordendo-o no pescoço e a dor era alucinante, seus músculos paralisaram e as veias pareciam que iam explodir.

Hikaru desmaiou logo em seguida, sem antes ver a face depravada do outro que lambeu os lábios que estavam manchados de sangue.

{ # } ~ { # }

―Ih olha Ralph, parece que o exame chegou.

( CONTINUA… )

Text em 9/06/2012 às 4:21pm.

Hikaru estava assustado, muito assustado. Onde estava Derick? Tudo aquilo… Era verdade?

Shinji abraçava o namorado que tremia, chiando baixinho. Estavam na delegacia e Ralph estava depondo, este igualmente assustado, mas limitava-se á abaixar a cabeça quando as lágrimas enchiam-lhe os olhos.

―Qual era sua relação com Derick?-o loirinho corou e abaixou a cabeça, não queria ter de expor-se assim

―N-nós éramos namorados. –sussurrou. O delegado surpreendeu-se, mas rapidamente refez a postura séria, continuando o interrogatório

―Você tinha algum motivo para matá-lo? –Ralph arregalou os olhos, levantando a cabeça e deixando as lágrimas tomarem conta de sua face

―M-mas ele não está morto!-falou num gemido, soluçando baixinho

—Apenas responda.

—N-não…

Após o término no interrogatório, Shinji levou os dois outros para almoçar e Ralph ficou enjoado só de ver o cardápio, seu estômago estava embrulhado mas acabou pedindo um prato leve.

Comeram em silêncio, os dois menores estavam com óculos escuros para esconder a cor dos olhos, que estava intensa devido á tensão que pairava no ar. Hikaru estava arrepiado, e ficar no mesmo local que Ralph estava lhe dando calafrios.

Shinji não ousava ditar sequer uma palavra, haviam caído num silêncio mortal. Derick estava desaparecido.

{ # } ~ { # }

―Moshi moshi?

―Shinji-kun? É o Alan, bem, então, como andam as coisas?

―Ah, oi Alan… Bem… conturbadas…

―Hm… Tudo bem, preciso que você os traga aqui no laboratório, descobri algumas coisas…

―Hm…Tudo Bem…Quando podemos ir aí?

―Bem…Eu gostaria que vocês viessem hoje. –murmurou do outro lado da linha

―Alan…Não sei…Vou convencê-los á ir, se não der eu te aviso ok?

―Sim, Já nee.

Shinji sentou-se no sofá novamente, ajeitando a cabeça de Hikaru em seu colo. Ralph olhava-os pensativo e essa visão era assustadora já que de uns dias pra cá o loirinho estava se parecendo mais com um defunto.

―Etto…Quem era Shinji? –o moreno perguntou curioso

―O Alan, ele disse que descobriu alguma coisa sobre á espécie de vocês e quer que eu os leve lá ainda hoje.

―Mas… Shinji… Olha nossa situação… Nyahn… Não quero sair de casa ne… –Shinji suspirou e voltou à atenção para o loirinho que permanecia calado

―Ralph… Você quer ir? –o loirinho forçou um apático sorriso

―Tudo bem…

―Nyaan… -Hikaru miou- Então eu vou… –ditou enciumado

―Tudo bem, vou pôr o carro pra fora, feche a casa Hikaru.

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―Então… Nyaaaaah…Fala logo Alan…-Hikaru miava impaciente sentado em frente á Alan que não desviava os olhos de Ralph.

―Bem…ah…-ajeitou-se na cadeira tentando não olhar para o loiro- Andei pesquisando e encontrei um nome para definir vocês dois. Mas…Bem pra isso vou explicar a história pra vocês.

“Há dois mil anos, o gato era tido como animal sagrado no Antigo Egito. Bastet, a deusa da felicidade e da fertilidade, era geralmente representada por uma mulher com uma cabeça de gato, bem como o seu animal-totem, que igualmente era considerado um deus. Durante a idade média o gato começou a ser visto como um animal do diabo, principalmente os de cor preta e também por causa da sua ligação com Bastet, e Fréia, a deusa do amor. Milhares de gatos foram queimados em praça pública, juntamente com mulheres acusadas de bruxaria.”

“Mas… O que isso tem a ver com vocês? Simples. Voltemos ao Egito. Lá existiam pessoas que se sacrificavam pelos gatos, ou para ter um pouco da inteligência felina ou para agradar o Faraó. Tudo que eles precisavam fazer era se transformar em gatos, ou metade-gatos. E aí o mistério começa. Os serventes do Faraó levavam a tal pessoa á uma sala no subterrâneo de uma Pirâmide e ela saia de lá praticamente idêntica á vocês dois. O que acontecia na sala é um mistério.”

Hikaru arregalou os olhos, nunca imaginaria que isso viria de 2 mil anos atrás. Ralph continuava com a expressão serena, mas seus olhos brilhavam só de ouvir aquela história.

―Mas você disse que havia descoberto um nome para defini-los? –Shinji se manifestou interessado no assunto

―Sim, não sei mais se descobri ou inventei –riu- Noire. Significa preto em francês. E aí começa outra parte da história. Antes do começo da Idade Média haviam muitos “Noires” no Egito, e com o início de fato da Idade Média eles fugiram, alguns para aldeias próximas e até para outros países, a maioria se concentrou na China. Com isso alguns conseguiram se salvar. Arqueólogos que exploravam no Egito encontraram alguns fósseis de Noires e descobriram uma nova espécie, mas isso nunca foi divulgado. Contudo, eu deduzi que deve existir algum grupo de egípcios em Tóquio que queira reviver o passado. E… bem basicamente é isso.”

―Nossa. Sério, eu nunca imaginaria… Ai Alan você é um gênio! –Hikaru levantou-se e agarrou o cientista pelo pescoço, dando-lhe um beijo na bochecha. O sangue de Shinji subiu até a cabeça.

―Bem…Hikaru…Acho melhor você sossegar o rabinho. –o moreno sussurrou friamente

―Ih já vai começar? Baka. –resmungou sentando-se na cadeira de qualquer jeito

―Bem… Então o que querem fazer? –Alan perguntou

―Talvez… Ver se você realmente está certo e, se sim caçar esses desgraçados.

―Isso seria um problema, pois pra isso precisamos da Polícia, acho melhor averiguarmos primeiro se minhas suspeitas estão corretas. –murmurou

―Ok L. –Hikaru falou divertido fazendo Shinji rir

―Bem… Acho melhor nós irmos, temos que conversar em casa. –o moreno murmurou olhando para Ralph e depois para o namorado

―Tudo bem, mas…Será que eu poderia falar com Ralph… A sós?-o cientista perguntou nervoso esfregando uma mão na outra

―Sem problema, só não se esqueçam de usar a camisinha. –Hikaru falou sorrindo. Shinji pôs a maõ na boca do menor e o arrastou pra fora da sala. Ralph estava quieto, á julgar pela aparência havia acontecido algo muito ruim, que se esquecera de perguntar á Shinji.

―Então… Eu queria ver como você é…Bem…Na forma de um Noire. –Ralph suspirou pesado, mas concentrou-se. Suas orelhas apareceram, os olhos mudaram de cor e a cauda ergueu-se elegante, balançando de um lado para o outro. Alan estava estupefato. Aquela criatura era linda. A mais bela que já vira.

―Você pode pular a parte em que diz o quanto sou lindo e maravilhoso. –falou em um tom de assassino

―Não sei porquê, é a mais pura verdade, deveria gostar de receber elogios.

―Tsc… ―Será que eu poderia coletar um pouco do seu sangue? –Ralph arregalou os olhos. Tinha pavor de agulhas.

―Eu tenho pavor de agulhas. –ditou assustado e chiando baixinho

―Ah… Então deixa, quando você superar o medo me avisa ok? –falou divertido

―Tudo bem, eu deixo… Mas só se você me deixar morder seu braço. –Alan arregalou os olhos, sabia o quanto os dentes de Noires eram afiados como navalha, mas não podia perder a chance de explorar a genética daquela linda criatura.

―Ah… Tudo bem…Só não morda muito forte…

―Não prometo nada. Alan pegou a seringa e ajeitou a agulha, puxou o braço do menor delicadamente. Ralph puxou o outro braço do maior e mordeu, não com muita força, mas o suficiente para fazê-lo sangrar. Alan cerrou os dentes e injetou a agulha no braço do loirinho, puxando o êmbolo até coletar a quantidade desejada de sangue, passou um algodão no local e prendeu com band-aid.

―Nyan… Desculpe… -murmurou puxando o braço do maior e lambendo o sangue do local Alan arregalou os olhos com a cena, sentindo um repuxo em seu membro.

―Ah… T-tudo bem…M-me deixe… –tirou o braço da boca do menor e pegou um pote bem pequeno de vidro onde colocou o sangue do loirinho e fechou.

―Satisfeito?

―Sim, obrigado. –sussurrou colocando as mãos nos bolsos do jaleco branco Ralph suspirou, estava cansado e precisava encontrar Derick, era como se uma parte de si estivesse morta. Olhou para Alan e sua mente foi invadida por vários pensamentos sobre Derick. Ambos eram parecidos, como não havia notado antes? Alan tinha os cabelos pretos, os olhos azuis e o queixo era idêntico ao de Derick. Quase começou a chorar ao notar a diferença. O que adiantava chorar por ele se nunca teria seu amor?

―Hm…Tudo bem?

―S-sim…Pode me passar seu telefone? –perguntou nervoso. Essa era a chance de fazer alguém gostar de si

―Ahn…Bem…Ok. –tirou do bolso um cartão e entregou-o a Ralph

―Arigatou - aproximou-se do maior, ficou na ponta dos pés e envolveu o pescoço deste com os dois braços, mas o tão esperado beijo não aconteceu, Ralph inclinou-se e pousou os lábios na bochecha de Alan e depois saiu correndo da sala, deixando o cientista suando frio.

{ # } ~ { # }

―Então… Vai me contar o que aconteceu?

―Porque contaria? –Hikaru e Ralph estavam na sala enquanto Shinji cozinhava para ambos

―Porque eu quero saber! E outra você chegou estranho em casa… Murmurando Morto… Quem estava morto? –Ralph suspirou

―Eu estava meio que… Louco aquele dia, por que… quando eu fico com raiva meus olhos ficam negros e eu faço coisas que depois não me lembro.

―Você tinha saído para encontrá-lo não? O que aconteceu? –Ralph massageou aas têmporas, lembrando-se do ocorrido

{ Flashback }

—Muito bem… Você é um idiota. Sabe muito bem o que acontece quando eu fico bravo. E vai acontecer exatamente isso que você está temendo. Eu só peço que você não grite muito, seria um problema. -sorriu cínico aproximando-se do maior, que engoliu em seco.

—Ralph… Por favor…Vamos conversar…Eu…Te amo! –gritou enquanto o loiro ficava tão próximo que era capaz de sentir a respiração descompassada deste em sua face

—Cala boca! Você acabou de me dizer que ela havia chegado antes, eu te perguntei se me amava! –lágrimas corriam dos olhos do menor, que estavam mais dilatados que o normal, com os orbes totalmente negros.

—Ralph! Ela chegou antes, mas… Eu continuo te amando! E o que Derick ouvira agora era como a risada do demônio, fria e irônica, capaz de ceifar a alma de inocentes para banhá-las em um mar de sangue.

Ralph estava assustador, mais frio que o normal, qualquer um que o visse naquele estado morreria de medo.

—Fique quietinho, eu vou te arranhar um pouquinho… Vai sangrar e dependendo da minha vontade e aproveito e rasgo sua pele também. –Derick cerrou os punhos diante daquelas palavras

—Eu não vou fazer nada, faça o que quiser, acho que eu mereço.

—Ah, você acha que merece? –gargalhou dando ênfase na palavra “acha”- Não devia ter falado isso.

As árvores agitaram-se como se ouvissem e previssem o que aconteceria a seguir. O céu escureceu, os pássaros esganiçavam como se tivessem algo para falar, algo para alertar. A cidade ficara vazia, as ruas silenciosas, só podia se ouvir um grito.

Ralph havia pulado no maior e feito um arranhão no meio do pescoço do mais velho, que gritou, passando a mão pela ferida que jorrava sangue abundantemente.

—R-ralph…-ofegou com dificuldade encarando os olhos do loiro envoltos por um brilho maligno e amedrontador

Então tudo parou. Os pássaros pararam de esganiçar e um vento frio invadiu o local, como se levasse toda tristeza possível para ambos. Eram dois amantes acabando um com o outro tão friamente, que ninguém diria que algum dia existisse algum “amor” entre os dois. Era como uma dança macabra, eles apunhalavam-se, com lágrimas nos olhos.

Ralph chorava. Derick ofegava com dificuldade de respirar, encarando o outro assustado.

Porque? Porque? PORQUE? EU TE AMAVA, COMO PÔDE FAZER ISSO COMIGO? SEU IDIOTA, EU TE AMAVA TANTO! ME DIZ PORQUE? QUAL A FINALIDADE DE ENTRAR EM UM RELACIONAMENTE SE É PARA TRAIR? E O PIOR É QUE EU AINDA PENSO QUE TALVEZ SE EU PARASSE AGORA VOCÊ IRIA VOLTAR PRA MIM E NÓS VIVERÍAMOS COMO ANTES, SEM TRAIÇÕES, SEM DESCONFIANÇAS…

—R-ralph… -murmurou arfando- E-eu…-tossiu- amo…v-você! –concluiu sôfrego levando como resposta um tapa no rosto que fez sangrar sua bochecha

—CALA A BOCA! NÃO FALE ISSO COMO SE FOSSE VERDADE! NÃO ME AMA COISA NENHUMA, SE AMASSE NÃO TERIA ME TRAÍDO! –Ralph gritava com as lágrimas banhando o rosto

—R-ralph… M-me d-desculpe…

—SEU CRETINO! TOMARA QUE VOCÊ MORRA! EU ODEIO VOCÊ! EU SOFRI TANTO POR SUA CAUSA! AGORA ACABOU! EU… QUERO QUE VOCÊ SE EXPLODA! –o loiro gritou com a voz já rouca, dando um tapa do outro lado da face do moreno, fazendo-o tossir mais intensamente.

A noite foi tomada por um silêncio insuportável, não se ouvia nada, nem os pássaros, nada. Apenas a respiração de dois seres podia ser ouvida. Eram respirações diferentes, estranhas, ambas carregadas de apenas uma coisa. Morte.

Ralph levantou-se e como se nada tivesse acontecido, pôs as mãos nos bolsos e começou a caminhar na direção oposta aquele beco. Derick ficara lá, gemendo e ofegando.

{ Fim do Flashback }

—Eu só briguei com ele… e ele fugiu. –suspirou abraçando os joelhos e olhando fixamente para Hikaru, que acreditou no loiro

—Ahn… Mas… A briga deve ter sido feia então, ele não voltou… E isso é meio esquisito… Vocês mal chegaram e um monte de coisa já aconteceu. –murmurou cansado

—É… -suspirou pesado torcendo para que o outro não lhe perguntasse mais nada

—Bem… O que rolou no escritório do Alan? –Hikaru perguntou percebendo as bochechas alvas do loirinho enrubescerem

—Nada! O que aconteceria? –levantou a voz nervoso

—Hey, calma, foi só uma pergunta. –riu divertido

—Bem meninos, a comida está pronta! –Shinji apareceu na sala com um avental e um prato de vidro com massa ao molho branco

—Hm…Shinji…-Hikaru gemeu manhoso espreguiçando-se no sofá- Você fica tão gostoso assim…Nyah…

—Cale a boca seu gato estúpido. –falou em tom de brincadeira fazendo ambos Noires rirem- Venham comer, vai esfriar

Ralph o deixara lá. Ofegando de dor. Mas não entendia porque a polícia achara apenas a carteira e o celular de Derick. Era para ele estar lá também. Morto.

E pelo jeito ele conseguiu se safar, como sempre.

{ # } ~ { # }

—Ne…Shin-kun…-Hikaru suspirou enquanto seu pescoço era tomado de beijos e mordidas

—Hm…Sempre tão gostoso…-sussurrou dando um tapa forte em uma das nádegas do outro

—Nyahnnnn…Ahhnn…

—Gosta de apanhar? –perguntou puxando a cabeça do moreno para traz, tendo toda a pele alva do pescoço do Noire á sua disposição

—H-hai…Ahnn…

—Uhum… -ouviram uma tosse forçada e pararam repentinamente com o que estavam fazendo, olharam para a porta do quarto, Ralph estava lá parado

—Bem…Vim perguntar se vocês não precisam de alguma coisa…Digo, se não tem algo que eu possa fazer na casa tipo…Lavar a louça, varrer o chão…Não quero incomodar. –Hikaru cerrou os olhos que estavam num tom sangue

—Bem inconveniente não? Mas tem sim algo que você pode fazer. -Hikaru falou em tom ameaçador observando as orelhas e caudas do loiro aparecerem. A tensão pairava no ar, ambos Noires chiavam.

—Hey… Hikaru, pare com isso…

—Ahn Shinji, você vai gostar…

—Gostar do que? –perguntou engolindo em seco quando o menor aproximou-se predatoriamente de seu pescoço, mordendo sua jugular fracamente

—Ahnn… Ralph…Você poderia ajudar…Aqui mesmo…

O loirinho aproximou-se de Hikaru e o moreno puxou sua cabeça em um ardente beijo. Mordiscaram ambas bocas fazendo filetes de sangue escorrerem.

Ralph sorriu minimamente com as bochechas coradas, e um olhar entre os dois foi suficiente para se entenderem. Shinji nem sequer falava e Hikaru parecia um assassino, dos mais frios, com um sorriso irônico no rosto e os olhos vermelhos escarlates, brilhando como duas bolas de fogo cheias de luxúria.

{ # } ~ { # }

Hikaru acordou tossindo e com várias penas de ganso no rosto e por toda a cama. Sentou-se e sentiu uma dor que o fez gemer e deitar novamente. Olhou para a esquerda e sorriu, Shinji dormia, parecia cansado, tinha arranhões por todo corpo e estava sem roupa, o moreno estranhou, franziu o cenho e sentiu algo remexer-se ao seu lado.

As memórias vieram rapidamente. Haviam transado com Ralph. Arregalou os olhos e olhou para a direita, Ralph dormia calmamente, ao contrário de Shinji não tinha nenhum arranhão ou marca.

Hikaru massageou as têmporas e franziu o cenho. Haviam estraçalhado um travesseiro, a cama estava cheia de penas e o lençol todo desarrumado. Saiu pelos pés da cama lentamente e foi ao banheiro fazer sua higiene matinal. Colocou uma roupa e suspirou. Era difícil acreditar que haviam feito aquilo, que deixara Shinji fazer aquilo com Ralph. Cerrou os dentes. Sua consciência pesava.

Hikaru caminhou lentamente até o quarto e encontrou Shinji abraçado á Ralph, ambos dormiam tranquilamente, como se nada acontecesse. Hikaru deu meia volta e desceu as escadas até a cozinha, começou a preparar o café da manhã e por a mesa. Estava irritado, mas não entendia o porquê, pois fora ele mesmo que havia dado a idéia. Talvez fosse o ciúme. Ah o ciúme.

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Shinji abriu os olhos lentamente e uma forte dor atingiu sua coluna, fazendo-o fechar os olhos e franzir o cenho. Haviam braços envolvendo sua cintura, pensou que fosse Hikaru mas levou um susto ao perceber que era Ralph.

—R-ralph? –o menor abriu os olhos sonolento e deparou-se com Shinji assustado a sua frente

—Ahn… Ohayou Shin-kun…-murmurou sorrindo maldosamente, retirando os braços da volta do médico

—O-o que nós fizemos? –perguntou temendo o pior

—Você bebeu demais e resolveu falar pra mim o quanto o Hikaru não presta e digamos que… Descontou em mim também… -falou mordendo os lábios

—Hã? E-eu o traí? –perguntou nervoso

—Seu idiota. –revirou os olhos- Claro que não. Nós só fizemos sexo á trio. - falou espreguiçando-se e virando para o outro lado tapando-se até a cabeça

Shinji lembrou-se da noite passada e suspirou. Onde estava Hikaru? Levantou-se, trocou de roupa e desceu as escadas, deparando-se com uma mesa bem feita e farta.

Hikaru saiu da cozinha carregando uma bandeja de panquecas e assustou-se ao ver o namorado ali.

—Ohayou… - o maior murmurou beijando a testa do outro

—Ohayou… Cadê o Ralph? –Hikaru perguntou colocando na mesa a bandeja e servindo nos pratos

—Dormindo… –o Noire suspirou

—Vou chamá-lo. –subiu as escadas rapidamente e abriu a porta do quarto. Ralph estava se trocando e quando o viu deu um sorriso torto e malicioso.

—Ohayou Hikaru-chan… –murmurou divertido aproximando-se do menor

—Chan? Pruf… Como pode estar assim, sendo que nem sabe se Derick está vivo ou não? –a face de Ralph tornou a ficar obscura e fria

—Não me interessa. Depois da briga que tive com ele estou torcendo para que ele esteja morto. –Hikaru arregalou os olhos

—Bem… Não me surpreende que quando o delegado perguntou á você se tinha algum motivo para matá-lo você hesitou em responder. –Ralph arqueou as sobrancelhas e deu um sorriso debochado

—Ahn… Não me admira que o Shinji tenha me preferido ao invés de você noite passada. –O sangue de Hikaru subiu deixando seu rosto vermelho e seus olhos da mesma cor.

—Quê? Por acaso ele falou isso para você?

—Ora, pergunte á ele. Aliás, você deveria saber que qualquer um me preferiria ao invés de você. –Hikaru abaixou a cabeça e dirigiu-se para a porta

—Tudo bem… Acho que é verdade mesmo. Eu fiz o café, pode descer.

Saiu rápido descendo as escadas. Estava com vontade de chorar, havia um nó em sua garganta, mas segurou as lágrimas, chegou á sala e Shinji estava comendo, olhou-o preocupado e logo depois para Ralph que descia as escadas animadamente.

A verdade é que Hikaru se arrependera amargamente de ter transado com Ralph e Shinji.

—Hm… Aprendeu a cozinhar? –Ralph perguntou cínico

—Fiz o que eu pude. –respondeu fracamente desviando-se daqueles olhos carregados de malícia e segundas intenções.

—Está muito bom meu amor. –Shinji falou puxando o queixo de Hikaru e dando-lhe um selinho. O Noire suspirou pensando nas palavras de Ralph e a tristeza abateu-lhe o peito.

—Shinji… Vou dormir tudo bem? Você pode lavar a louça? –Hikaru perguntou levantando-se da mesa

—Claro meu amor… Mas você nem comeu… Está tudo bem?

—Estou com dor de cabeça… Só isso.

A verdade é que nenhum deles ousava comentar sobre a noite passada. Fora um prazer momentâneo que depois deu espaço á tristeza de dividir o ser amado com outra pessoa. Não adiantava mais ter culpa, arrependimento ou peso na consciência, afinal, já estava feito.

{ # } ~ { # }

—Moshi moshi?

—Yoo… Alan… É o Ralph… –o loiro sorriu ao ouvir um tom de surpresa na voz do outro

—Oh… Ralph, tudo bem?

—Tudo sim… E com você?

—Também… Mas, a que devo sua ligação? –Ralph sorriu mordendo os lábios devido à pergunta do outro

—Queria ver se você teria um tempo pra gente sair hoje… –aguardou ansioso a resposta que não lhe agradou em nada

—Bem… Hoje? É que hoje eu havia prometido á minha filha que iríamos sair… É o aniversário dela. –o loiro arregalou os olhos.

—Filha? Você… tem uma filha?

—Sim… Ela tem 4 anos só… A mãe dela morreu no parto, ela ainda está se adaptando. –Ralph suspirou desanimado

—Ahn… Então deixa… Outro dia eu te ligo.

—Hey, você não quer vir com a gente?

—Quê? Digo… Não seria boa idéia.

—Seria sim, iria ser só nós dois como sempre no aniversário dela e… ela iria adorar você, ela ama gatos. –Ralph deu uma risadinha tentando esconder que maliciara aquela frase

—Ahn… Ok então, você vem me buscar?

—Tudo bem, te pego aí ás quinze horas, Ja nee

—Ja nee – desligou o celular desanimado. Então ele tinha uma filha? Será que ainda amava a esposa? Suspirou e começou a se arrumar.

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A menina era ruiva e tinha sardas espalhadas pelas bochechas rosadas. Os cabelos eram dos mais lindos que Ralph já vira, estava com uma tiara que continha um lacinho rosa na lateral e usava um vestido rosa cheio de corações brancos. Ela estava agarrada na mão do pai que não parava de admirá-la como se fosse uma jóia muito preciosa.

—Alan! –chamou enquanto saia da casa e ia ao encontro do maior

—Ah oi Ralph! –abraçou o loiro

—Essa é a Zoe… Diga oi para o Ralph. –a ruivinha corou e deu um passo á frente

—Oi… –o loiro abaixou-se e pegou a mão direita da garotinha

—É um prazer princesa. E… Feliz aniversário - beijou a pequenina mão fazendo a garota corar e esconder-se atrás do pai

—Então Ralph… Eu estava pensando em comprar um bolo e salgados para nós comemorarmos na minha casa, tudo bem?

—Sim…

Os três entraram no carro e Alan começou a dirigir. Pararam em algumas padarias e Ralph ajudou a escolher os doces e salgados, e aproveitou para comprar um presente para Zoe. O cientista morava em um bairro chique de Tóquio, arborizado e ao mesmo tempo tecnológico. Morava em um condomínio grande, com piscina e uma pracinha só para crianças.

—Chegamos…

—Uau… Você mora em uma cobertura de dois andares.

—É… -coçou a cabeça constrangido

—Papai… Papai… -a ruivinha o chamou e puxou-lhe para um canto

—O que foi meu amor?

—Quem é esse moço?

—Um amigo.

—Ele não é seu… Namorado? –sussurrou baixinho fazendo o cientista arregalar os olhos

—Claro que não! Porque seria?

—Por que… Vocês formam um casal bonitinho. –a pequena riu. Ah… a inocência infantil.

—Tudo bem? –Ralph perguntou olhando-os curioso

—Sim sim…Tio Ralph…Quer ver minhas bonecas? –Zoe perguntou segurando a mão do loiro que se assustou com o gesto

—S-seria um prazer.

—Waa… Papai ele é tão fofinho… –Alan engoliu em seco torcendo para que a filha não falasse nada que o comprometesse

—Vem Ralph-chan… Você não é daqui certo? Eu também não. Sou inglesa, papai sempre me diz para me orgulhar disso… –ambos iam conversando enquanto Alan era deixado para trás.

Aproveitou que estava sozinho e arrumou a mesa com o bolo, salgados e doces, colocou o refri na mesa e os presentes no sofá, após isso foi ao quarto chamar os dois.

—Uh… Estão se divertindo sem mim? –perguntou vendo Ralph sentado no chão brincando com as bonecas junto á Zoe.

Quem o via assim jamais imaginaria a mente perversa e maliciosa que ele tinha, sem contar o temperamento explosivo e bipolar.

—Ela disse que você sempre compra as melhores bonecas para ela…

—Verdade, gosto de ver ela sempre com o melhor. –Ralph sorriu levantando-se e pegando Zoe no colo

—Bem mocinha, me disseram que alguém aqui está fazendo cinco anos hoje… Seria você?

—Estou ficando velha papai? –indagou com os olhinhos brilhando para Alan

—Claro que não Zo.

—Aposto que quando crescer vai ser uma princesa muito disputada entre os príncipes. –Ralph sorriu dirigindo-se á sala, seguindo Alan.

—Feliz aniversário Zo. – Alan pegou a ruivinha no colo e dirigiu-se á mesa onde havia um bolo de chocolate com cobertura de glacê branco e escrito em rosa: I Love u Zoe.

—Obrigada papai! –agarrou o pescoço do maior e beijou-lhe a bochecha

Ralph havia comprado uma boneca pullip¹ para Zoe e Alan havia comprado uma casinha de bonecas com todos os móveis. Comeram a tarde toda, o bolo estava quase na metade e os salgados quase acabando.

A noite estava chegando e Zoe estava dormindo. Alan e Ralph estavam sentados no sofá, um do lado do outro assistindo tevê.

—Então Ralph… O que houve com Derick? –Ralph suspirou. Porque tinha que fazê-lo se lembrar dele logo agora?

—Nós brigamos. Ele sumiu. Ponto.

—Já vi que não quer falar sobre isso.

A verdade é que queria alguém que o fizesse esquecer-se de Derick. E a noite passada fora uma prova disso, afinal, fizera as coisas sem pensar.

—Sua filha é muito fofa. –murmurou sorrindo

—Ela gostou de você.

—Ahan… Posso pegar refrigerante?

—Claro

O loiro foi até a cozinha, abriu a geladeira pegou o refrigerante e serviu em um copo, guardou o refrigerante e quando foi virar-se deu de cara com Alan e acabou por derramar o líquido do copo na camiseta branca deste.

—Ah… Desculpe, eu vou…

—Não foi nada –Alan sorriu corando– Deixe que eu… -foi calado com um beijo, as mãos do Noire adentraram sua nuca e Alan nem pensou duas vezes antes de corresponder, havia pesquisado sobre Ralph meses e concluiu que havia se apaixonado, não sabia se era pela genética diferente e ao mesmo tempo linda do loiro. Segurou os pulsos do menor e puxou-o pela cintura colando os lábios fortemente, forçando o Noire á dar espaço para sua língua que adentrou a cavidade úmida explorando cada pedacinho daquele local. Infelizmente o ar faltou para ambos e tiveram de se separar. Ralph estava de olhos arregalados e Derick sorria terno.

—O o que…

—Shh…Ralph…Tão lindo… –acariciou as bochechas coradas do loiro

—Nyahn… Alan… -miou sentindo as orelhas de neko crescerem e os olhos arderem, avisando que estavam cada um de uma cor. A cauda apareceu como um espanador, movendo-se de um lado para o outro.

—Isso… É lindo… –murmurou passando os dedos pelas orelhas de gato do loiro

—Zoe… -falou preocupado olhando para fora da cozinha

—Não se preocupe, ela não vai acordar, o quarto dela é encima.

—Alan…

—Deixe-me te amar… Você só precisa de carinho. –Ralph pensou que poderia derreter com aquelas palavras, tão verdadeiras, como nunca ouvira antes. Totalmente oposto á Derick. Por que tinha de comparar todo aquele canalha? Talvez porque gostasse de sofrer.

Como em um passe de mágica ambos já estavam sem roupas, sem nada para separá-los. Ralph estava sentado na bancada de mármore e Alan devorava sua boca como se fosse um pedaço de morango. O pescoço acetinado era tomado por beijos e mordidas, que deixavam marcas por toda parte.

—Nyannn…Ahhhn…

—Hum…

Alan ajoelhou-se e ficou á frente do membro gotejante do loirinho que se contorceu ao sentir a boca do maior envolver seu pênis, fazendo uma sucção lenta e torturante.

—Ahhh… Alan…

A boca do maior fazia movimentos rápidos e ritmados, conforme os gemidos do loiro. Alan deslizou a língua pela base do pênis do menor sugando e mordendo as coxas alvas deste.

—V-você já fez isto com um homem? –Ralph perguntou corado apoiando-se na bancada ainda trêmulo por quase ter chegado ao ápice

—E se eu disser que você é o primeiro? –o Noire surpreendeu-se e sorriu

—Sou o primeiro? Não parece…

—Bem… Acho que de tanto assistir filmes eu aprendi alguma coisa… - sussurrou levantando-se e masturbando o menor

Ralph virou-se se apoiando na bancada empinando o quadril. Alan colou o peito nas costas do loiro e mordiscou seu lóbulo direito, puxando a perna esquerda para cima da bancada. O maior pôs dois dedos na boca do loirinho que sugou-os deixando bem molhados.

O moreno fez uma trilha com os dedos lubrificados das costas até as nádegas de Ralph, colocando um dígito dentro da cavidade do outro, que sugou-o para dentro, como se pedisse por algo maior.

—Ahhhnn…Nyahn… –Alan puxou a cauda do menor para cima, enrolando-a nos dedos, deixando-o totalmente exposto.

—Ralph… -sussurrou rouco extasiado pelo prazer

—E-eu não preciso disso… –gemeu impulsionando o quadril para trás pedindo por mais

—Shh… –o maior começou a introduzir lentamente seu membro no interior do loirinho, que contorceu-se, chiando baixinho e enrolando a cauda na cintura de Alan que sorriu e puxou-o para um beijo ardente, no qual teve sua boca cortada ( N: sem querer, claro ), Ralph sugou o lábio inferior do cientista e franziu o cenho ao receber a primeira estocada.

—M-mais…Rápido…Ahnn…Nyaahn…

—Hm… –as estocadas foram aumentando cada vez mais o prazer era intenso para ambos e Ralph esquecera-se de tudo, no momento sentia-se amado, como sempre quis e sorriu entre as lágrimas que escorriam de seus olhos. Alan assustou-se e fez o loiro sentar de frente para si, voltando a estocar o menor lentamente.

O cientista beijou Ralph na bochecha, fazendo-o soluçar baixinho.

—Por favor…Não chore…

—E-eu só precisava que…a-alguém me amasse…Desculpe

—Não chore…Deixe-me te amar…Por favor… –o loirinho consentiu, fungou baixinho e abraçou o pescoço do maior, consumando o ato ali mesmo, ofegantes e exaustos.

—Desculpe… -Ralph sussurrou. Alan pegou a mão direita do Noire e beijou-a

—Vamos tomar um banho, durma aqui.

Ralph sorriu, e pela primeira vez fora um sorriso sincero, de felicidade.

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—COMO ASSIM VOCÊ SÓ ME AVISA AGORA QUE EU POSSO TER FILHOS?

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( CONTINUA… )

Text em 6/06/2012 às 3:32pm.

Hikaru sempre fora tímido com pessoas que recém conhecia. E agora não era diferente. Ontem haviam buscado os “novos moradores”, e ocorreu tudo normal, bem, graças á Shinji, que é bom com a boca ( digo, de falar ).

—Bom dia… –Ralph disse entrando na sala com os cabelos bagunçados, camisa amarrotada e olheiras bem grandes

—Ohayou gozaimasu…-Hikaru murmurou comendo seu onigiri rapidamente

—Bom dia Ralph…Como foi a noite? –Shinji perguntou sendo bem sugestivo na pergunta, devido á alguns barulhos que ouvira na noite passada. O loiro corou e Hikaru arregalou os olhos, pensara que o outro fosse feito de gelo.

—Dormi bem…-murmurou enquanto Derick entrava na cozinha,completamente gostoso,pelo menos na opinião de Hikaru.

—Ohayou…-ele murmurou sorrindo e beijando o topo da cabeça de Ralph, que sorriu minimamente, ainda corado

—Desculpe por acordar só agora. –falou sentando-se á mesa

—Tudo bem…-Shinji sorriu, servindo-se de mais onigiri.

Hikaru olhava Derick ao todo, sua camisa estava aberta e dava para ver o tórax musculoso que continha. Hikaru ficou com calor só de pensar. Tudo bem, ele namorava Shinji, mas isso não significava que não poderia achar outro homem gostosoou completamente gostosoou apalpável. Shinji notou bem o olhar que Hikaru dava para o maior, mas fingiu não prestar atenção.

Então, o moreno menor arregalou os olhos, não havia visto nada que mostrasse que o loiro tinha a genética alterada.

As horas passaram e Hikaru não falou uma palavra, queria ficar a sós com Ralph para poder conversar mais a vontade com ele. A verdade era que sua timidez só se mostrava com desconhecidos.

Shinji estava lavando a louça, Derick lendo o jornal ( ou tentando ) e Ralph estava na varanda, sentado no sofá que ali havia, olhando para tudo como se aquilo fosse no mínimo, confuso.

Hikaru correu até ele e sentou-se ao seu lado.

—Então…Yooooo…-falou sorrindo

—Yo. –respondeu mal-humorado

—Nossa, não vou te morder não… -mostrou a língua- Mas então… Será que você poderia me mostrar suas orelhas…? –perguntou curioso, sentindo as próprias orelhas crescerem e os olhos ficarem vermelhos.

Ralph deu um pulo e chiou como um gato.

—Ei, eu ao vou te morder, eu só queria ver… –mas então Hikaru arregalou a boca, atrás do loiro uma cauda peluda e frenética crescia, num tom de creme, as orelhas por entre os cabelos eram de pelo castanho claro e os olhos…Os olhos, ao invés de ficarem vermelhos, ficaram com a pupila retraída, e um de cada cor. O olho direito era verde, enquanto o esquerdo era azul acinzentado.

—Meu Deus!-Hikaru exclamou e deteve-se na cauda do outro, um pouco invejoso daquilo.

—Desculpe…-o outro murmurou abaixando a cabeça

—Bem…Posso te contar minha história? Mas depois você me conta a sua ok? –Ralph assentiu com a cabeça e sentou-se ao lado do moreno

Hikaru contou tudo, desde o momento em que fora seqüestrado até quando conheceu Shinji. Respirou fundo no final, vendo que Ralph não havia demonstrado nenhuma reação, suspirando algumas vezes.

—Bem…Minha história é mais triste…Meus pais me venderam para cientistas, eles eram cheios de dívidas e não tinham como pagar, então um cara apareceu na nossa casa oferecendo dinheiro em troca de uma coisa. E essa coisa era eu. Eles me levaram a força, eu chorava, minha mãe chorava também, eu não estava entendendo nada, enfim, entrei em depressão quando eles me levaram ao laboratório, mas felizmente eles me disseram que era impossível fazer uma alteração no estado que eu estava. Mas depois que tudo passou, em uma única alteração genética eles conseguiram me transformar num quase-gato. Então Derick meio que…me salvou.

—Nossa…Bem, deve ter sido difícil…Mas…Como ele te salvou? –perguntou não contendo a curiosidade

—Ele era estagiário lá, então me conheceu e bem…Eu contei tudo pra ele, que me ajudou a fugir de lá, então eu passei a morar com ele…E bem…Foi acontecendo.

Hikaru sorriu.

—Ele é bem…bem…-tentou achar palavras para definir Derick, mas as que passavam em sua mente eram totalmente pervertidas

—Bem…? –perguntou querendo uma resposta. Hikaru corou e virou o rosto

—Bonito.-murmurou com a face quente, evitando olhar para o loiro. Mas então, algo inesperado aconteceu. Ralph riu.

—Vou contar para o Shinji isso… –falou não contendo as gargalhadas. O moreno virou a cabeça mais rápido que qualquer pessoa e arregalou os olhos

—Não! Nyaaah, onegai. –murmurou chegando mais perto do loiro, unindo as mãos em forma de prece.

—Ei, eu estava brincando. –Hikaru fingiu-se ofendido e levantou-se do sofá

—Bem, vamos lá pra dentro, os dois devem estar com tédio.

—Nyaah, e você sabe como entreter eles? –perguntou o loiro com pura malícia mordendo os lábios, cena que fez Hikaru corar instantaneamente.

Desde o primeiro momento o moreno sempre havia pensado que Ralph era chato, introvertido e mal-humorado, e constatara que apenas o último adjetivo era verdadeiro, quando de manhã.

—Sabe? –perguntou levantando-se e pondo-se á frente do outro, de costas para este, esfregando sua calda levemente na cintura de Hikaru, que a essa altura já parecia um tomate de tão vermelho.

—Hã…Acho melhor nós irmos para dentro –murmurou começando a andar, mas sendo surpreendido por dois braços, um de cada lado de seu pescoço, e um peso sobre suas costas. Ralph estava apoiado nele como um saco de batatas e sorria malicioso, com as sobrancelhas arqueadas

—Estou com preguiça… Você poderia muito bem me levar… Nyaah… -miou/gemeu nos ouvidos do outro, que o arrastou para dentro de casa.

Shinji arregalou os olhos quando viu Ralph na porta com Hikaru.

O loiro passou por Shinji e deu-lhe um olhar significante e penetrante, esfregando “sem querer” sua cauda nas costas dele, o que fez um arrepio percorrer todo corpo do moreno.

O moreno ficou paralisado. Nunca havia visto criatura tão bela. Olhou para a cauda de Ralph enquanto este passava pelo corredor até onde Derick estava e sentava-se em seu colo. Mas então, Shinji percebeu que era observado por Hikaru e sorriu minimamente tentando disfarçar.

—Shinji…-murmurou. Havia notado o olhar do namorado para Ralph e estava com ciúmes. Muito ciúme. E com inveja. Por não ter uma cauda bela como a de Ralph.

—Eh, então…conversou com ele? –perguntou guardando alguns pratos no armário, tentando fingir que não acontecera nada

—Hai. –murmurou

—Hikaru, você poderia me aju… –não terminou a pergunta pois o mais novo havia saído rapidamente dali, tinha ido para o quarto. Hikaru passou pela sala e viu Derick alisando a cauda de Ralph, enquanto este miava baixinho, ajeitando-se melhor no colo do namorado. Subiu correndo as escadas e atirou-se na cama de seu quarto. Ficou a pensar, mas no fim o cansaço o dominou, e foi obrigado e deixar-se levar.

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O moreno sentia uma mão acariciar-lhe os cabelos levemente, fazendo uma massagem em seu couro cabeludo, miou baixinho espreguiçando-se por entre as cobertas.

Abriu os olhos e deparou-se com Shinji sorrindo, sentou-se na cama e esfregou os olhos.

—Que horas são? –balbuciou sonolento

—Quatro da tarde…Com fome?

—Hai… –Shinji deu um beijinho no topo da cabeça do pequeno e sentou-se novamente na cama

—Por quê saiu correndo aquela hora? Na cozinha?

—Porque… –murmurou, lembrando-se do que acontecera, e em seguida fechou a cara- Nada.

—Agora vai ter que me contar.

—É uma coisa idiota, não quero falar.

—Estou curioso. –Hikaru suspirou

—Bem…Com ele aqui…Me sinto feio. E sinto como se você fosse me trocar por ele ou que você o ache mais bonito que eu. Aliás, por quê eu não tenho uma cauda como a dele? –Shinji riu baixinho, e então acariciou as bochechas coradas do namorado

—Eu nunca vou te trocar por ele. Quem eu amo é você.

—Bem, então por quê você olhou pra ele admirado hoje? –perguntou emburrado. Shinji não conseguia pensar em nenhuma resposta.

—Porque…Hã…Foi a primeira vez que vi ele com orelhas e uma cauda. E…Você viu os olhos dele? –perguntou um tanto nervoso, porém Hikaru ficou com uma expressão fria, como a de um assassino.

—Mentiroso. Ele é lindo eu sei, mas você poderia disfarçar um pouco mais. –Shinji sorriu nervoso- Shinji…Tenho medo de perder você…Se eu tivesse uma cauda como a dele você ia adorar ela não? Como você gostou da dele, também. –falou num muxoxo fazendo beicinho

—Pelo visto então estamos quites. Como eu não sou tãão ciumento como você eu nem me dei o trabalho de tirar explicações, mas pelo jeito você gostou bastaaante do Derick não? –perguntou cerrando os olhos

—Quê? Do que você ta falando Shinji?

—Por acaso você pensa que eu sou cego? Você praticamente comeu ele no café da manhã. –o menor arregalou os olhos, corando

—Que exagero Shinji…-murmurou atirando-se na cama novamente e cobrindo a cabeça com a coberta

—Tudo bem…Vamos esquecer isso, vou preparar algo pra você comer. –falou saindo do quarto devagar

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No dia seguinte, ambos os quatro estavam entediados, Shinji e Hikaru não estavam se falando muito bem, e ver Ralph e Derick se agarrarem pela casa não ajudava em nada.

Hikaru e Shinji dormiam enquanto seus “convidados” resolveram aproveitar.

—Nyaaaahh…-Ralph gemia enrolando sua cauda pelo tronco do mais velho enquanto Derick apertava suas coxas,.

—Hmm…Adoro quando você geme assim…-murmurou batendo nas nádegas do loirinho, que mordeu os lábios, fazendo-os sangrar, devido ao tesão que sentia

—De-rick…N-não…Nós estamos na…Ahhnn…-Derick mordia e lambia seu pescoço como um animal, marcando-o sem dó- casa deles…

—Grande coisa. Eles estão dormindo. Vamos aproveitar. –prensou o menor na parede do corredor que dava para os quartos. Pegou a perna direita de Ralph e puxou-a para cima, colocando-a enlaçada em suas costas enquanto apalpava suas nádegas

—Ahhhhhhhnnn…N-não…Nyaahnn…

—Hm…Já me quer? –perguntou o moreno arqueando as sobrancelhas

—S-sim…Ahh… –gemeu e com as forças restantes puxou a cabeça do namorado rudemente, atacando-lhe os lábios furiosamente, serpenteando a língua pela cavidade do outro

—Hm…-Derick gemeu afastando o loiro, suplicante da sua boca, lambendo o sangue que escorria por entre seus lábios

—Ta vendo? Isso que dá ser agressivo assim. Vou te punir. –sussurrou puxando a cabeça do namorado para trás pelos cabelos, devorando o pescoço acetinado com os dentes

—Hm…D-erick…Nyaahnnn…

—Diz pra mim o que você quer…-sussurrava com a voz rouca, não parando o que estava fazendo

—Haa…Você…Todo…Hmm…Em mim… –Derick sorriu malicioso, pegou a outra perna de Ralph e enlaçou-a a sua cintura, carregando o menor para o quarto.

Abriu a porta e logo que entrou fechou-a, jogando o loiro na cama.

Derick começou a abrir os botões da camisa social lentamente, sendo observado pelo loiro que mordia os lábios incessantemente com uma cara bem sugestiva.

O mais velho atirou a camiseta no chão e começou a abrir o jeans, colocando-o junto com a camiseta. Chamou Ralph com os dedos, e o loiro obedeceu, engatinhando até a ponta da cama e ficando de joelhos á frente do namorado.

—Então, vai me obedecer hoje? –perguntou inclinando a cabeça do menor para cima e fazendo carinho por entre as orelhas de gato.

—Vou…Vou fazer tudo que meu dono quiser. –murmurou tocando no cós da cueca do moreno que sorriu torto, acariciando os cabelos do loiro

Ralph abaixou a cueca do maior, revelando um membro grande e pulsante. Pegou-o nas mãos e lambeu a glande, masturbando-o devagar.

O loiro abocanhou o sexo do namorado e começou a fazer uma sucção lenta e prazerosa, aumentando o ritmo á cada minuto, a saliva escorria de sua boca, devido a velocidade com que sua cabeça movia-se. Derick movia os quadris para frente e para trás, não dando descanso ao outro, que sentia-se engasgar com aquele membro.

—Você sempre fez isso tão bem… –murmurou o mais velho agarrando os cabelos do menor

Derick puxou a cabeça de Ralph para trás, livrando-se daquela boca esfomeada.

—Hm..P-por favor… –gemeu o loirinho, olhando-o pedinte

—Tire a roupa…Devagar. –falou ríspido deitando na cama enquanto Ralph sentava-se em seu abdômen e erguia lentamente a blusa de mangas compridas que estava usando. Jogou-a num canto do quarto e Derick logo tratou de apossar-se dos mamilos do mais novo, lambendo-os, chupando e mordendo deixando-os rijos e vermelhos.

—Naah…Hmmm…-o loirinho contorcia-se todo, afundando suas mãos nos cabelos negros do maior, que mordia e puxava o mamilo direito enquanto beliscava a esquerdo

—Você adora quando eu te pego de jeito não é? -perguntou rindo maliciosamente, mordendo os lábios carnudos de Ralph, que derretia-se em suas mãos.

—Ahhhn…

—Ahan….Quer que eu toque aqui? -acariciou o membro do namorado por cima do jeans. Ralph arfou com o toque.

—S-sim…Ahh…

—Continue tirando a roupa então. -falou maldoso deitando-se novamente na cama com Ralph em seu abdômen

O menor abriu o jeans com pressa, abaixando-o e tirando pelos pés com um pouco de dificuldade. Suas pupilas se retraíam e dilatavam incessantemente, e sua cauda movia-se de um lado para o outro.

—Hm…Vai ficar de cueca?

—N-não eu vou… -murmurou corado

—Vai tirar ela…Mas em outra posição. -pegou o menor pela cintura, colocando-o de bruços na cama, com o quadril para cima

—I-isso é embaraçoso…-choramingou cobrindo a face com as mãos

—Hm…Você vai abaixar bem devagar ok? Quero ficar excitado só de olhar pra você. -sussurrou malicioso enquanto acariciava a cauda do namorado, enrolando-a entre os dedos

O loirinho pôs a mão direita para trás e pegou o cós da cueca, abaixando-a devagar, com a face totalmente rubra.

Derick deleitava-se com a timidez do outro, olhando sem pudor algum para as coxas branquinhas e as nádegas que lhe eram reveladas.

—Hmm…Isso mesmo…Ah…-gemeu masturbando-se quando Ralph abaixou totalmente a cueca, revelando sua entrada vermelha que contraía-se, ansiando por algo.

—D-derick..Ahhh…ahnn…-mal pôde pronunciar-se pois o moreno atacou-lhe com os dentes, mordendo suas coxas, lambendo-as e deixando vermelhas. Serpenteou sua língua até chegar a entrada do namorado, circundando-a, para finalmente penetrar-lhe, causando prazer ao loiro.

Ralph empinou mais os quadris ao sentir língua do namorado lhe tocando tão intimamente. Afundou a cabeça mais ainda no colchão e deixou-se levar pelas mistas sensações que echiam seu corpo. Derick puxou o membro escondido do pequeno e lambeu-o, fazendo uma sucção prazerosa.

—Então…O que quer agora? -perguntou depois de lubrificar bem o menor

Ralph já não tinha nenhum resquício de sanidade, e tudo que mais queria era óbvio.

—Hã? Não ouvi? Quer que eu…te foda? -perguntou sorrindo e acariciando os fios loiros do namorado

—Me fode…Rápido…P-por favor…Eu preciso…ahh…do seu… -Ralph calou-se instantaneamente, não querendo terminar a frase

—Do meu…

—Ai mas que merda, Derick, me fode logo, eu quero seu pau logo! -gritou virando-se bruscamente, encarando o mais velho que continha um sorriso predador nos lábios

—Isso? -perguntou esfregando a glande de seu membro na entrada do loiro, que corou e assentiu— Já disse que amo seus olhos?-perguntou admirado, olhando para aqueles dois orbes de cores diferentes como jóias raras

—Derick…-choramingou irritado

—Tudo bem…Mas não me arranhe muito forte. -falou sorrindo. Passou um pouco de lubrificante, que estava na cômoda em seu membro, pegou ambas pernas e Ralph e colocou-as em seus ombros, segurou seu pênis pela base e foi colocando-o lentamente, alargando aquele interior de paredes aveludadas que contraía-se rapidamente.

—Ahhh…hmmm…Ahhh…D-derick…-gemeu contorcendo-se e cravando as unhas nos ombros do maior, que começaram a sangrar no mesmo instante.

—Tsc…O que eu disse sobre arranhar?-perguntou divertido começando a estocar lentamente, aumentando a força depois de ver que o namorado se acostumara.

—AAhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh…Mais forte…Ahhnnnn…Nyaaah… -gritou sentindo seu corpo chacoalhar e a cama mover-se junto, devido ao ritmo das estocadas.

Derick passou a masturbar o loiro no mesmo ritmo, acertando a próstata do menor rapidamente, e inúmeras vezes. Ralph nem precisou usar suas mãos, gozou abundantemente, sujando ambos abdômens. Derick estocou mais algumas vezes e se desfez no interior do mais novo, que arqueou as costas quando o moreno caiu encima de si.

Ralph acariciou-lhe os fios negros e beijou o topo da cabeça de Derick, lambendo o machucaco que havia feito nos ombros deste.

—Te machuquei? -o loirinho perguntou acariciando as bochechas do maior. Não houve resposta. Nunca havia resposta. Não sabia porque, mas sempre depois de transarem, Derick entrava num silêncio mortal que o deixava triste.

O mais velho sentia apenas uma coisa depois que fazer sexo com Ralph. Culpa. Culpa por saber que em breve seu namorado iria descobrir coisas que iriam fazê-lo terminar consigo, e com razão. Com muita razão.

Mas então se perguntava: Porquê faço isso? E a resposta era sempre a mesma…Sempre lhe davam a mesma resposta, todos seu namorados e namoradas anteriores. Por que era um cafajeste. Cafajestes não conseguem “amar” uma pessoa só.

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Ralph já havia notado algo estranho de tempos para cá, mas nunca disse nada, mas agora, suas suspeitas se elevavam cada vez mais.

Hikaru estava deitado no sofá com a cabeça no colo de Shinji , babando na calça o moreno, que lhe olhava reprovador. Ralph estava sentado na poltrona ao lado e logo passos vieram o andar de cima, Derick estava descendo.

Hikaru acordou instantaneamente e viu-o descer a escada como se fosse um modelo profissional. Estava com uma blusa social branca e um casaco de moletom por cima, usaca uma calça jeans preta que caia muito bem em si.

—Derick? Onde você vai? -o loirinho perguntou cerrando os olhos e chamando a atenção do casal que estava no sofá

—Sair, alguns amigos meus da empresa estão trabalhando aqui. -sorriu passando pelo menor e beijando-lhe o topo da cabeça. Nunca encontrara alguém tão lindo como Ralph, fora muita sorte, e azar ao mesmo tempo.

—Ja nee Shinji-kun…Hikaru-chan…-falou dirigindo-se a porta e saindo para o frio das ruas de Tóquio.

Ralph levantou-se emburrado e foi para o quarto, atirando-se na cama, começando a pensar. Será que deveria confiar plenamente em seu namorado? Parecia que o moreno estava escondendo algo.

Pi…Pi..

Olhou para a cômoda e franziu o cenho. Derick havia esquecido o celular. O loirinho lutou contra o dilema de pegar ou não o celular, mas acabou cedendo.

1 Nova mensagen

Abriu-a rapidamente e começou a ler.

Uuh…Eu sei que você vem rapidinho. Estou te esperando. Beijos, M.

Ralph arregalou os olhos e foi para a caixa de entrada, lendo desde o inicio todas as mensagens.

Ouvi dizer que esta no Japão…Ahh…Quanta coincidência. Como estão as coisas?

__

Você continua com aquele projeto de aberração? Que horror, vindo e você eu esperava um pouco mais…Talvez alguém com mais…Corpo como eu hahaha, estou brincando, só esperava que um homem lindo como você estivesse com uma modelo rica e famosa, pensa que me esqueci do seu caso com aquela outra?

Ralph cerrou os olhos tentando evitar as lágrimas, mas mesmo assim não desistiu e continuou lendo.

Então, já te passei o meu endereço e pelo visto você continha o mesmo. haha, estou te esperando.

Os olhos do loirinho arderam e as lágrimas caíram facilmente por suas bochechas. Colocou o celular no lugar que estivera e enfiou-se debaixo das cobertas soluçando baixinho. Então aquilo significava que…estava sendo traído?

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—Nee, Shinji…Ta acontecendo alguma coisa entre eles. -Hikaru murmurou esfregando as orelhas de gato no peito do namorado que sorriu

—Hm…Talvez…

—E-eu posso sentir…Minhas orelhas coçam quando os dois estão juntos. -falo baixinho fazendo Shinji rir

—Hm…E já que o outro saiu…A gente podia aproveitar… -sussurrou mordendo as bochechas coradas do mais novo

—Seu pervertido. O Ralph ainda está por ai.

—Vamos fazer com ele então. -murmurou entrando com a mão por baixo da camiseta de Hikaru, beliscando seus mamilos

—C-como assim? Ta louco? Quando EU tiver com vontade de fazer um ménage eu te falo. Não é porque você quer que eu vou fazer. Ambas partes tem que estar em consenso, baka, que ideia é essa hein? Quer me trocar por ele agora? SÓ PORQUE EU NÃO TENHO UMA CAUDAAAAA? -gritou fingindo choro, encolhendo-se no outro canto do sofá. Shinji estava estático. Quando era pra discutir, Hikaru falava muito, demais até.

—Hi-karu…Eu…estava brincando. -murmurou acariciando os cabelos do menor

—Nyaaah…Shinji, promete que não vai mais falar isso… -murmurou aninhando-se no peito do mais velho

—Prometo.

—Promete também que você vai se vestir de médico pra mim. -Shinji fez uma careta

—Mas…Sempre que eu chego em casa eu estou vestido de médico, e você não se aproveita por que não quer. -Hikaru ficou indignado

—Shinji! É porque eu sou uma ótima pessoa e um namorado maravilhoso que pensa que quando você chega em casa, está cansado e quer descansar. Maaas não seja por isso, fique sabendo que todos os dias que você chegar em casa eu vou te atacar antes mesmo de você passar pela porta e nós vamos destruir essa casa de tanto fazer sexo. Em todos lugares possíveis. -sussurrou cerrando os olhos

—Uh, é um desafio? Eu aceito. E…Mais alguma fantasia…mestre? -perguntou com um sorriso malicioso que fez Hikaru ter um espasmo leve

—Sim, você poderia se vestir de policial…Ah, bombeiro, pra resgatar seu gatinho perdido. -ambos riram com a piada do menor, e se calaram rapidamente quando Ralph apareceu na frente deles

—Bem…Eu vou sair tudo bem? Estou de volta antes de anoitecer.

—Ah…Onde você vai? -Hikaru perguntou recebendo uma cotovelada em reprovação

—Hm…Vou andar por aí. Ja nee -sorriu saindo rapidamente, deixando o casal mais curioso ainda.

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Assim que o loirinho saiu da casa pôde sentir o cheiro dele. O cheiro que o hipnotizava sempre, que lhe era como uma droga.

Seguiu o rastro lentamente, cuidando para não dispersar-se do caminho. Eram 16 horas e o Sol proporcionava um bom contraste com o frio do inverno de Tóquio. As folhas das sakuras caiam deixando as calçadas cheias.

Caminhou lentamente por um beco escuro. Não sentia medo, havia aprendido a se defender com Derick e sabia que era mais forte que qualquer humano normal.

Depois de caminhar alguns quilômetros o cheiro ficou um tanto mais forte, e Ralph já o avistara. Engoliu em seco, um nó formando-se em sua garganta. Derick estava em um restaurante, conversando animadamente com uma mulher, morena e dona de belas curvas. O olhar de Ralph dirigiu-se para outro ponto da mesa onde estavam, as mãos de ambos tocavam-se apaixonadamente por cima da mesa, roçando os dedos em uma leve carícia.

Ralph controlou a ardência em seu olhos, seus dentes já rangiam de tão bravo que estava. E pôde ver no reflexo da janela do restaurante seus olhos, como nunca havia visto. Estavam negros, totalmente negros, sua pupila estava praticamente inexistente, e assustou-se com aquilo. Olhou para o local onde seu namorado, ou talvez não mais estava, e a raiva tomou conta de si. Entrou no local lentamente, postando-se atrás de Derick que continuava a sorrir, a mulher á sua frente calou-se ao ver Ralph.

—Então Derick…Divertindo-se muito? -perguntou assustando o moreno, que girou a cabeça lentamente, assustando-se com a cor dos olhos do menor.

—R-ralph?

—Acho bom você levantar dessa porcaria de mesa, deixar essa vagabunda aí e me seguir agora mesmo…Se não…Você sabe o que vai acontecer. -Derick arregalou os olhos, tirou a carteira do bolso, mas Ralph o deteve, pegando todo o dinheiro que ali continha jogando em cima da mesa.

—Pode ficar, é pra pagar o programa, sua vadia. -cuspiu as palavras, com a raiva tomando conta de si. Saiu do local rapidamente sendo seguido pelo maior que acompanhava-o de cabeça baixa e as mãos nos bolsos. O maxilar do mais novo estava retraído, os pelos da nuca arrepiados. Entrou no mesmo beco que passara a caminho de Derick e parou, virando-se para trás.

—Então…Quem era aquela lá? -perguntou cínico cruzando os braços

—Acho que eu não consigo mentir pra você hein?

—Fala logo.

—Nós tínhamos um caso antes de eu conhecer você.

—Vocês continuaram se encontrando depois que você me conheceu? -Ralph perguntou cerrando os punhos

—Sim. -murmurou não sabendo onde enfiar a cara

—Você me ama? -o loirinho perguntou com um resquício de esperança

—Ela chegou primeiro. Eu fui injusto com ela.

—Muito bem…Você é um idiota. Sabe muito bem o que acontece quando eu fico bravo. E vai acontecer exatamente isso que você está temendo. Eu só peço que você não grite muito, seria um problema. -sorriu cínico aproximando-se do maior, que engoliu em seco.

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—Shinjiii…Vamos para o quarto. -murmurava enquanto o maior sequer prestava atenção, mudando de canal a TV

—Não, agora você me quer não é?

—Shinji! -trincou os dentes e pulou encima do namorado, prendendo-o abaixo de si no sofá.—Você é mal -murmurou fazendo biquinho

—Você é bipolar. -resmungou

—Mas eu te amo, mesmo sendo louquinho ok? -o maior abriu um sorriso e deu um selinho no pequeno, que rapidamente ficou com os olhos vermelhos

—Hm…Que rápido, já está excitado?

—Shinji…Nyaaah, vamos… -sussurrou trilhando com os dedos um caminho até o meio das pernas do mais velho, que gemeu quando Hikaru apertou a mão no local.

Ralph adentrou o recinto como um furacão, estava despenteado, os olhos vermelhos em volta e inchados, a boca estava seca e parecia um cadáver de tão branco.

Hikaru corou ao ser pego naquele ato, tirou rapidamente sua mão de onde estava. Shinji olhou preocupado para o loiro.

—O que houve?

—… -silêncio

—O que houve com Derick?

—Morto. Morto…morto… -sussurrava subindo as escadas com o mesmo semblante como se fosse uma múmia. Seus olhos estavam normais, azuis acinzentados, e era como se uma parte de si houvesse morrido. Ele estava morto.

( CONTINUA… )

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Text em 31/05/2012 às 1:24pm.