Shinji olhou-os curioso. Yuu farejava o ar andando de um lado para o outro, parecia um tanto ansioso. Riki não parava de olhar-lhe vidrado, o que lhe deixava desconfortável.
—Hã… Então… O queriam dizer com Noire? –perguntou sentando-se na poltrona e juntando as mãos
Koji apertou os olhos observando Shinji de cima á baixo, olhou para o albino e este encontrava-se meio que em transe, apenas olhando para o médico.
Yuu aproximou-se dele e crispou os lábios.
—Tem um Noire aqui. –ditou. Shinji suspirou, primeiramente queria saber quem eram e como sabiam o que era um Noire
—Poderiam me explicar quem são vocês? –fez uma careta. Yuu revirou os olhos e Taki susirou
—Nós tivemos a genética alterada também. –o outro contou-lhe sobre a SSG e por tudo que passaram, desde como foram parar lá até de como fugiram. Ao término o médico estava boquiaberto
—Eu… Vou… Chamar o Hikaru… –balbuciou ainda em choque subindo as escadas lentamente, olhando de relance para os quatro.
Entrou no quarto e encontrou Hikaru deitado nu na cama mexendo no celular.
—Hikaru…
—Shinjiii –resmungou fazendo biquinho- Até que enfim, eu preciso de você! Quem era?
—Hikaru, acho melhor se vestir e descer, tem umas pessoas lá embaixo, elas vão te explicar tudo.
—Ai meu deus, vieram nos prender? Shinji, que merda você fez? –o maior revirou os olhos cruzando os braços
—Prometo que se você for um bom garoto eu te recompenso depois. –falou seriamente fazendo um sorriso brotar no rosto do Noire
—Nee… Então tudo bem, depois você vai ver… –riu levantando-se da cama. Colocou apenas uma bermuda que mais parecia um shorts e uma blusa regata branca
Shinji reprovou imediatamente aquela roupa, visto que deixava as fartas coxas do namorado á mostra. Saíram do quarto e desceram as escadas. Assim que viu os quatro ali as orelhas cresceram e os olhos inflamaram num tom sangue, sentira o cheiro.
A tensão ficou mais forte assim que Yuu o viu. Retirou o boné que cobria as orelhas e olhou para Hikaru friamente.
—Eu disse, meu nariz nunca falha. –chegou perto do outro e começou a cheirá-lo. O Noire fez uma careta e chiou baixinho
Os olhos de Koji brilharam ao vê-lo, ou melhor ao ver as pernas dele. Devorou-o com os olhos, a boca salivava na ânsia de tocar e marcar aquela pele tão branquinha. Hikaru corou olhando para os outros daquela sala.
—Então… Quem são vocês? –perguntou ansioso e curioso sentando-se na poltrona antes ocupada pelo médico
—Primeiro… Qual seu nome? –o ruivo perguntou arqueando as sobrancelhas
—Shinji.
—Shinji-san, nós vamos lhe contar tudo… –Taki murmurou começando a contar a mesma história que contara á Shinji minutos atrás. Depois de contar Hikaru estava com os olhos arregalados, fitando os quatro como se fossem seres de outro mundo
Shinji estava encostado ao corrimão da escada apenas observando aquilo como se fosse mentira.
—Mas… Então existe uma organização que… altera a genética? –o Noire moreno perguntou
—Exato. E… Qual seu nome?–Hikaru suspirou
—Hikaru… E… Onde vocês vão ficar, digo, dormir, sei lá…
—Ahn… Nós não temos onde ficar. –murmurou
Hikaru fechou a cara e olhou para Shinji. Pelo jeito a noite que estava planejando não sairia tão cedo.
—Então… Mas eu não sou o único Noire daqui…
—Bem que eu senti, seu cheiro estava… meio misturado… Será que poderia me dizer onde ele mora? –Yuu perguntou dando um bloquinho de papel e uma caneta para o outro. Hikaru anotou ali o endereço de Ralph e entregou-o ao outro
—Já que vocês não tem onde ficar se quiserem fiquem aqui, temos quartos de sobra. –Shinji murmurou. Hikaru ficou indignado e olhou-o assustado.
—Shin…Ji… –murmurou diabolicamente. O médico suspirou.- Olha… Hã… Ta bom, vocês podem ficar aqui, mas… Eu e o Shinji vamos sair e… Voltaremos tarde, de noite, eu anotei nosso telefone aí também.
—Tudo bem, nós arranjamos um local até lá. Vamos indo. –Yuu foi o primeiro a sair, depois veio Taki e logo após Koji que demorou-se olhando as coxas de Hikaru sem pudor algum, alocando a imagem na memória.
Riki olhou para Shinji com a face corada, o coração batia acelerado, ele lhe parecia tão… Romântico. Tão… Parecido com o príncipe que sempre quisera. Saiu rapidamente ao notar a careta que o médico fazia para ele.
—Garoto estranho… –murmurou
Hikaru sorriu diabolicamente fechando a porta e praticamente pulando no pescoço do namorado, obrigando-o a segurar suas pernas.
—Quer continuar nossa brincadeira?
—Não Shinji, cansei de brincar de policia e ladrão! –revirou os olhos fazendo um biquinho adorável- Eu quero jogar aquele jogo do tabuleiro com você… Aliás, quero que hoje seja diferente, vou pedir uma champanhe e comida italiana.
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Ralph correu para o banheiro sentindo ânsia de vômito, rapidamente ajoelhou-se e botou tudo para fora na privada, puxando a descarga logo em seguida.
O olfato estava mais apurado que antes e sempre que sentia um cheiro estranho o enjôo tomava conta de si e a vontade de vomitar surgia. Sentou-se no sofá fungando. Já haviam retirado todas as coisas da sala do andar de cima e estava pronta para virar um lindo quarto de bebê. O loirinho admirava sempre aquele cômodo, imaginando como seria ele mobiliado.
Suspirou. Derick logo apareceu na sala e ao vê-lo ali sentou-se ao seu lado, puxando-o para seu colo. Alan não estava em casa, havia prometido levar Zoe no shopping depois da aula e tinha de pagar umas contas também.
—Hm… Vomitou de novo? Ainda bem que eu tinha pedido ao Alan para comprar um remédio para enjôo… –puxou-o para o colo aninhando-o como um bebê.- Tenho um presente para você –sorriu sincero
—Presente? –os olhos brilharam- Me dê! –pediu fazendo um biquinho
—Sei que apenas o Alan te deu o anel até agora, então está aqui o meu! –pegou do bolso uma caixinha de veludo e abriu fazendo o Noire arregalar os olhos
—D-derick… –os olhos lacrimejaram
—Não comece a chorar! Me dê a mão. –pegou a mão do loiro que não havia o anel de Alan e alocou a jóia no dedo do menor
—É… é lindo… Nunca pensei que você pudesse ser romântico… –sorriu abraçando e beijando o vampiro
—As vezes eu sou… –riu puxando a mão do loiro e beijando-lhe a parte de cima
Ficaram abraçados por vários minutos, o loirinho não parava de agradecer e admiriar a jóia, até que sentiu calor. Um calor digamos… Diferente.
—Derick… Eu estou com desejo… –murmurou baixinho com as bochechas coradas. O vampiro sorriu malicioso beijando o pescoço do Noire
—Desejo de que? –perguntou acariciando o ventre que já estava bem grande do menor
—Eu quero… Ahnn… Fazer sexo… –murmurou
—Oh, que safadinho!
—Por favor, Derick eu estou tão excitado! Eu quero que… Você bem… Selvagem… Nyaann… –gemeu mordendo o pescoço do maior
O vampiro sorriu e sentiu um arrepio passar pelo corpo.
—Selvagem? Hm… Depende… Você vai ser obediente? –o corpo do loiro foi tomado por um espasmo de prazer assim que Derick massageou-lhe os mamilos por cima da blusa larga
—Ahhhhh… Sim! Por favor! Rápido… E-eu preciso… –implorou movendo os quadris para cima e para baixo
Derick apertou-lhe a cintura tomando-lhe o pescoço em várias mordidas fortes, escutando os gemidos de prazer do loirinho que encontrava-se com as bochechas coradas e a respiração acelerada. As orelhas e a cauda apareceram e os orbes mudaram de cor.
—Putinho… –sussurrou jocoso mordendo o lóbulo da orelha direita do Noire
—Ahhhnn… ahan… –mordeu os lábios levando as mãos para o meio das pernas do vampiro, apertando a ereção que se formava ali
—Ahh… Ralph… –olhou-o luxuriante
—Ahhhnnn… Estou tão quente… –lambeu o pescoço do mais velho abaixando o zíper da calça dele
—Percebo… Não consegue se conter… –sussurrou dando um leve tapa nas nádegas do loirinho, o que o fez estremecer e se arrepiar
—Hmmm… Derick… Eu quero… Ahnn… –esfregava os lábios na orelha gemendo provocante- Chupar… –e essa foi a deixa para que o outro perdesse o controle.
Segurou os pulsos do loirinho atrás das costas dele com uma só mão e mordeu-lhe forte a jugular, deixando uma marca ali.
—Quer chupar? –rosnou apalpando fortemente as nádegas de Ralph
—S-sim… –gemeu com as bochechas coradas- Me dê… Logo… –Derick rangeu os dentes soltando os pulsos do menor
—Então faça, bem direitinho, ou não vai ganhar o que quer! –falou retirando o membro ereto de dentro da cueca. A boca do Noire salivou só de constatar o quão duro o outro encontrava-se.
Ajoelhou-se entre as pernas do mais velho e começou a masturbá-lo com as mãos rapidamente, olhando-o fixamente nos olhos.
—Ponha a boquinha em mim docinho… –sorriu maldoso pegando o falo entre as mãos e esfregando nos lábios vermelhos do outro
Ralph não pestanejou, primeiramente deu beijinhos e mordidinhas na glande, sugando-a por inteiro e deixando-a vermelha. Derick suspirou acarinhando os fios louros e puxando-os um pouco delicadamente.
O Noire engasgava-se um pouco, mas movia rapidamente a cabeça para frente e para trás, sentindo a glande daquele grande membro tocar-lhe fundo a garganta. Derick mordeu os lábios abrindo mais as pernas.
—Isso! Ahhh… Continue… Vou foder toda sua boquinha… –gemeu franzindo o cenho, arremetendo precisamente dentro daquela cavidade úmida insanamente
O menor tentou dar um riso abafado, Derick não combinava nada com o perfil romântico.
Ralph deixava a saliva escorrer abundantemente pelos cantos da boca, olhava para o vampiro enquanto ele penetrava sua boca rapidamente. O mais velho ficou mais alucinado ao ter aqueles dois orbes diferentes olhando-o enquanto fazia aquilo.
Gemeu e afundou-se mais na boca do Noire, despejando seu sêmen na cavidade. O loiro lambeu os lábios e engoliu tudo, limpando o falo do outro com a boca, sorriu pervertido e levantou-se, sentando no colo do maior.
—Eu… Preciso de um tempo para me recuperar Ralph… –Derick falou rindo
—Desde quando? Você nunca foi assim. Não me diga que… Você está com algum problema? No… Seu amiguinho? –o vampiro gargalhou
—Claro que não! É só que… Foi muito forte… –os espasmos ainda passavam pelo corpo do mais velho que segurou as mãos do menor dando-lhe um beijo em cada uma
—Ahhh… Então eu ainda consigo fazer com que você fique cansado… –sorriu abraçando o moreno
A campainha tocou, despertando-os de seus devaneios. Ralph cerrou os olhos, quem poderia ser? E logo agora que estava na forma de Noire! Derick ajeitou as calças e o Noire subiu as escadas, escondendo-se no quarto.
Derick suspirou ajeitando os cabelos, dirigiu-se á porta e abriu-a, dando de cara com faces nunca vistas antes. Yuu arqueou as sobrancelhas ao ver o moreno ali, abrindo a porta. Ele tinha algo de diferente. Muito diferente.
—Hm… Você não deve nos conhecer mas… Nós sabemos que tem um Noire aqui. –o vampiro fez uma expressão despreocupada encostando-se ao batente da porta com os braços cruzados e uma expressão indiferente
—Hã… óbvio que não conheço vocês… Aliás, o que querem? –reparou em Yuu e logo os olhares voltaram-se para as coxas do mesmo, mordendo os lábios ao constatar o quão fartas eram. Koji aproximou-se franzindo o cenho ao chegar perto do vampiro.
—Você… Tem um cheiro esquisito. –torceu o nariz. Derick deu um sorriso debochado, constatando que os músculos do ruivo eram bem grandes
—Chama-se testosterona… –piscou- Então… Vão me dizer o real motivo de estarem aqui?
—Nós também tivemos a genética alterada e blábláblá… –Yuu murmurou, entrando rapidamente na cobertura
Depois que os quatro já estavam acomodados Derick franziu o cenho, subindo as escadas para chamar Ralph.
O loirinho suspirava batendo o pé impaciente. As orelhas continuavam em pé, a cauda movia-se rapidamente, como se estivesse ansioso. Assim que o vampiro entrou no quarto atirou-se em seus braços, beijando-o famintamente.
—Ahnnn… Podemos continuar?
—Se for assim eu não vou resistir… –mordeu os lábios agarrando a cintura fortemente do Noire
—Vamos fazer logo… Nyaannn… –gemeu movendo o quadril para cima e para baixo
—Desculpe docinho, tem umas pessoas lá embaixo querendo falar com você… –suspirou
—Quem são? –perguntou curioso
—Só disseram que queriam falar com você…
Ralph franziu o cenho, saiu do quarto e desceu as escadas lentamente, olhando para aquelas pessoas estranhas curiosamente.
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Hikaru discava os telefones animadamente, pedindo a comida e a bebida com uma animação maior que o normal. Shinji sorria bebericando o uísque lentamente assistindo seu namorado pedir tudo para que aquela noite, ou melhor, tarde fosse maravilhosa.
Mogu estava andando pelo pátio da grande casa, e Hikaru preferiu assim.
O Noire terminou os pedidos e sorriu carinhoso para o médico. Levantou-se e caminhou lentamente até ele, abraçando seu pescoço e beijando-lhe os lábios lentamente, sentindo o sabor amargo de álcool.
—Eu… Vou levar a mesa da cozinha pra o quarto… –mordeu os lábios afastando-se do outro. Shinji continuou á tomar a bebida devorando com os olhos as nádegas redondas do namorado, cobertas pelo shorts que ressaltava suas coxas
Hikaru voltou logo depois, trazendo a mesa pequena da cozinha em mãos, subiu as escadas com ela e a colocou no meio da grande suíte que dividia com Shinji. Logo depois trouxe duas cadeiras e a toalha, junto com os pratos, garfos e taças arrumando a mesa do seu gosto.
Para dar um toque romântico pegou duas velas vermelhas e acendeu-as, colocando-as no centro da mesa. Colocou guardanapos vermelhos embaixo dos pratos e sorriu ao constatar o resultado. Acendeu um incenso por último, deixando um ótimo aroma no ambiente.
Ajeitou o jogo de tabuleiro erótico que haviam comprado encima da cama, que estava com edredons vermelhos e travesseiros brancos.
Depois ajeitou uma roupa para vestir, visto que o jogo era parecido com um strip poker. Colocou uma calça jeans, uma regata, chinelos de dedo e um colet cinza por cima da regata.
Queria que a relação de ambos ficasse ainda mais íntimas. Queria que fossem namorados, amantes, parceiros e amigos e há tempos queria que tivessem uma noite romântica e uma lua de mel descente. Mesmo Shinji não lhe dando um anel de compromisso, acreditava que era só um anel, não ligava muito, afinal tinham uma vida quase de casados.
Por fora era todo esquentadinho, mas por dentro a insegurança tomava conta de si. Tinha tanto medo de fazer alguma besteira, de magoar o namorado que sempre tentava fazer com que o maior o desejasse cada dia mais, assim sentia-se protegido. Não que não o amasse. Amava-o muito, aliás era a única pessoa que amava na vida.
Sentia-se realmente tranqüilo e amado quando estava com Shinji, e amava-o tanto por ele o ter aceitado do jeito que é. Arrumara o quarto assim, pois á muito tempo não faziam amor. Para ele fazer amor era diferente de fazer sexo. Tudo bem, adorava fazer sexo, uma coisa mais selvagem, mas também carecia de um pouco de romantismo.
Ainda estava intrigado com os quatro homens que vieram lhe ver e sobre a organização que falaram. Várias idéias povoavam sua mente. Hikaru tinha um senso de justiça muito grande e com essa sociedade secreta que eles falaram seu senso triplicou. Agora, queria mais do que nunca fazer justiça, não era justo seqüestrar pessoas para alterar a genética, aquilo trazia várias conseqüências. Inimagináveis.
Mas a justiça teria de esperar, já que seu romantismo estava mais aflorado que o normal.
A campainha do andar de baixo tocou e o Noire correu para atender, pegando o pedido que havia feito por telefone. Havia pedido uma massa ao molho branco e uma champanhe das melhores. Sentia-se um pouco mal, pois era Shinji quem ia pagar, mas tinha certeza que um dia iria pagar de volta e afinal, era por uma boa causa!
Pagou ao homem e levou a comida e a bebida ao andar de cima, colocando a champanhe em um pequeno balde cheio de gelos.
Shinji apenas observava. Subiu as escadas atrás do namorado, ao entrar no quarto sentiu um aroma de morango não muito doce, o quarto estava iluminado apenas por duas velas vermelhas que encontravam-se no meio da mesa iluminando a comida.
Hikaru virou-se e sorriu ao ver o outro ali. Abraçou-lhe o pescoço e deu-lhe um breve selo nos lábios.
—Eu… Queria fazer algo diferente… –murmurou com as bochechas coradas. Shinji sorriu beijando-lhe no meio das orelhas de gato
—Eu amo tudo que você faz… –Hikaru corou mais ainda e puxou o outro pela mão até a mesa
Shinji sentou-se em uma cadeira e Hikaru em outra, de frente para o namorado.
—Vamos comer então…
—Sem palavras antes? –Shinji riu
—Palavras…?!
—Sim, não vai fazer um discurso e dizer o quanto me ama? –Shinji riu apaixonadamente circulando com o dedo indicador a taça ali posta
—Bem… Desculpe-me por não dizer isso com freqüência… Eu te amo muito sabe? Eu só teria que agradecer á você por tudo isso, por estar comigo e por gastar comigo. Por… Não ter me rejeitado. Eu realmente não gosto de te fazer gastar dinheiro comigo, desculpe, eu gostaria muito de te ajudar á pagar as coisas, talvez eu até consiga, fazendo alguma coisa e… –o médico detinha um sorriso bobo nos lábios
—Parece mais que você está me pedindo perdão… Não precisa trabalhar, eu fico feliz de pagar as coisas para você , quantas desculpas… O que eu faço com você? Eu apenas… Te amo meu amor. –murmurou olhando-o fixamente
Apenas a respiração de ambos era ouvida naquele cômodo. Hikaru sorriu como havia encontrado um homem tão… Perfeito? As batidas do coração estavam aceleradas, era como se quisesse abraçá-lo e o dizer o quanto lhe amava, e obviamente faria isso, depois.
O médico acariciou a mão do Noire por cima da mesa, sendo correspondido por um olhar num tom sangue apaixonado.
—Vamos comer, ou ficará frio, espero que goste… –o menor sorriu servindo á si próprio e á Shinji
O mais velho abriu o champanhe sem muito estardalhaço servindo ambas taças. Colocou a garrafa no lugar novamente e segurou sua taça, brindando com o namorado.
—Áo nosso amor!
—Á nós… –brindaram e o barulho das taças tinindo ecoou pelo cômodo
Serviram-se da massa e começaram a comer lentamente. Os olhares que trocavam eram apaixonantes e um tanto luxuriantes, Hikaru estava totalmente rubro, tomava o champanhe lentamente tentando não cruzar com o olhar do maior.
Será que o jogo de tabuleiro seria preciso mesmo?
A comida estava ótima, do jeito que Hikaru gostava, aliás, adorava comida italiana. E não podia ser melhor afinal, aquele era um dos melhores restaurantes de Tóquio!
O jantar transcorreu lentamente, apreciaram a deliciosa comida com o melhor champanhe que já haviam provado. Hikaru juntou os pratos, talheres e taças e levou para a pia no andar de baixo, deixando tudo ali.
Shinji esperava-lhe sentado com um sorriso torto no rosto. O Noire retirou a toalha da mesa, deixando apenas as duas velas, que iluminavam o ambiente. Pegou o tabuleiro encima da cama e o abriu encima da mesa, ele continha dois pinos e um dado.
—A comida estava ótima, mas… E a sobremesa? –perguntou arqueando as sobrancelhas
—Depois Shinji…
—Depois… Do que? –sorriu sacana
—Você sabe bem do que… –apertou os olhos sentando-se em frente ao maior
O jogo era bem simples, um de cada vez atirava o dado e o número que caísse era igual ao número de casas que o pino iria andar. O tabuleiro detinha várias instruções e coisas provocantes, beijos entre outros.
Quem começou foi Hikaru, para começo teve de retirar uma peça de roupa, sorriu divertido enquanto retirava o colet.
—Sem graça, você colocou o colet de propósito! –o Noire riu
—Jogue, é a sua vez!
O jogo transcorreu com várias risadas e provocações de ambas as partes. Shinji já estava sem camisa e Hikaru só de cueca. Era a vez do menor jogar, e dessa vez o tabuleiro pediu um beijo de língua provocante.
—Até que enfim! –o médico bradou sorrindo
O mais novo aproximou-se e sentou-se no colo do namorado, pondo as mãos em volta do pescoço do mesmo. A boca logo buscou pela do outro e foi prontamente atendido, diferentemente das outras vezes agora era Hikaru quem comandava. Mordia os lábios do médico e os sugava, para finalmente adentrar a cavidade com a língua, explorando cada cantinho.
Shinji levou as mãos para as nádegas fartas apenas cobertas pela cueca e apertou as mãos ali, arrancando suspiros por parte do Noire. A boca do médico desceu para o pescoço alvo, mordendo a pele acetinada.
—Shinji… Ahnn… –ofegou num espasmo
—Esse jogo não vai direto ao ponto… Quero você agora…
—Espera… Prometa que hoje nós vamos fazer amor… –Shinji franziu o cenho
—Hã… Mas nós…
—E-eu quero que hoje seja diferente… Seja romântico… Não que você não seja romântico! É só que… –o médico sorriu puxando a mão direita do menor e dando um beijo na parte de cima
—Seu desejo é uma ordem meu amor… –sorriu.
Shinji pegou-o no colo e levou-o delicadamente até a cama, deitando-o encima do edredom vermelho que contrastava com a pele branca e acetinada feito neve.
O maior retirou as calças ficando apenas de cueca, para deleite do mais novo.
A boca do Noire foi tomada em um beijo delicado e carinhoso, os lábios dançavam sensualmente esfregando-se com sofreguidão, saboreando-se internamente e externamente.
—Vou tê-lo por completo… –o maior sussurrou abaixando delicadamente a cueca do amado
Hikaru teve um espasmo ao ter o tecido roçando seu membro que já encontrava-se ereto. O coração batia aceleradamente ansioso pelo que viria, Shinji sempre fizera muito bem as coisas.
Abriu as pernas ao máximo fazendo o médico sorrir. Beijou a parte interna das coxas do Noire e foi distribuindo beijinhos estalados pelas duas pernas esguias do mesmo, até chegar ao pé, dando um leve beijo na palma.
Hikaru vibrou, já estava começando á suar, as gotículas tomavam conta de sua testa e o membro doía de excitação. Geralmente quando faziam sexo ele não precisava de muita estimulação para ficar nesse estado, visto que só com os beijos do namorado ficava quente.
Os beijos foram subindo novamente e demoraram-se nas coxas fartas que não eram nada imaculadas. Os beijos transformaram-se em mordidas e lambidas, deixavam a pele do menor marcada, mas ele não estava nem aí, apenas contorcia-se na cama gemendo e agarrando-se ao lençol.
Finalmente o médico deparou-se com o falo tão desejado, e deu continuidade aos beijos, agora na extensão de Hikaru, distribuindo-os dos testículos até a glande ouvindo os suspiros extasiados. O Noire levantou a cabeça mordendo os lábios e pôde ver o namorado abocanhar seu mastro e começar os movimentos de sucção olhando-o nos olhos.
Shinji movia a boca o mais rápido que conseguia, resvalando a língua pelo falo túrgido circundando a glande para depois abocanhar os testículos, ouvindo um grito do outro. Abocanhou novamente o pênis do namorado e comprimiu os lábios, começando movimentos extremamente rápidos.
—Ahhhhnn… Nyaannn…
Hikaru sentia-se extasiado, não sabia se olhava ou gritava. Apenas emitia lânguidos gemidos contorcendo-se na cama e apertando os dedos no lençol. Sentia-se envolto por aquela cavidade quente e salivante, estava próximo do ápice. Seu corpo era tomado por arrepios fortes, como se correntes elétricas passassem por suas veias e finalmente os espasmos vieram, obrigando-o á gozar na boca do mais velho.
Talvez aquele tivesse sido o orgasmo mais intenso que já tivera. E o mais abundante. O médico engoliu todo líquido limpando em volta da boca com os dedos, lambendo-os em seguida.
—Sempre teve um gosto maravilhoso… –lambeu os lábios olhando com luxúria para o Noire
O médico puxou para cima as pernas do mais novo flexionando-as encima do peito dele, deixando-o totalmente exposto.
—Shin…Ji… Nyaahhnnn… –gemeu com as bochechas coradas. O mais velho ficou totalmente absorto observando a expressão linda e corada de prazer que o outro fazia
Não resistiu e inclinou-se tomando os lábios doces em um beijo lento e delicado, acariciou as bochechas do namorado ouvindo-o ronronar com o carinho.
—Vou te fazer gritar de prazer… –sussurrou abaixando-se e circundando a entrada do Noire com a língua, sentindo-o estremecer
—Ahhnnnn… Nyaaah… –segurou as próprias pernas e gritou ao ter o casulo tomado por beijos lentos e demorados, os quais os dentes eram esfregados, causando um arrepio gostoso
Shinji logo tratou de usar a língua simulando uma penetração, sentindo o mais novo contrair incessantemente o orifício que já encontrava-se vermelho de tantas mordidas e lambidas ali depositadas. Esfregou a língua de cima para baixo fazendo certa pressão.
—Shinji! Ahhhhnnnn… –gritou puxando mais ainda as pernas para cima e arranhando as coxas sem querer
O médico sugou dois dedos e colocou-os no interior de Hikaru, percebendo o quão apertado e quente encontrava-se. Fez movimentos de “tesoura” em seu interior e virou-os, ouvindo os resmungos de dor dele.
—Ssh… Vai passar meu amor… Você sabe que passa. –sorriu carinhoso
O Noire sentia dor, parecia rasgar por dentro, mesmo que fizesse sexo seguidamente sempre doía.
Os dígitos do namorado moviam-se dentro de si rapidamente, abrindo-se e fechando, empurrando até o fundo, massageando sua próstata.
—Ahhhnn! Ahhhh… Shinji! –gritou inclinando o quadril para cima sentindo espasmos pelo corpo
—Tão lindo… –sorriu beijando a coxa direita do menor delicadamente
Somou outro dedo ao interior apertado e sentiu-o sugar-lhe mais ainda, fechando-se em torno dos dígitos.
—Shinji! O-onegai… –pediu com um olhar puro de desejo
—Não agüenta mais? –sorriu- Então venha. –deitou-se ao lado do Noire e puxou-o pela cintura fazendo-o ficar sentado encima de seu abdômen
—Hmmm… Rápido… –o médico puxou-o para um beijo demorado e voraz enquanto adentrava o corpo frágil com o membro, alargando-o e escutando um grito abafado por seus lábios
—Eu… Amo você! –o maior murmurou acariciando as bochechas rosadas, dando um tempo para Hikaru acostumar-se com a invasão
—Eu também… Te amo… –sussurrou sorrindo
Os movimentos não demoraram muito á começar. O Noire mexia os quadris rapidamente para cima e para baixo ouvindo os gemidos roucos do namorado. Shinji apertava sua cintura com força aumentando o ritmo dos movimentos, puxando-o para baixo com força.
—Ahhhh! Shinji! –gritava segurando os ombros do mais velho, não parando de mexer o quadril por um segundo
—Mais rápido! –o médico pedia colando sua testa com a de Hikaru, puxando-o pelos cabelos para um beijo demorado e selvagem, onde as línguas massageavam uma a outra fora da boca e os lábios levavam várias mordidas e chupões
—Ahhhhh! Nyannn… Isso! Ahnnnn… –gritava e gemia com o suor escorrendo pelo corpo, Shinji encontrava-se do mesmo jeito, os cabelos grudavam no rosto que estava repleto de gotículas
Hikaru cansou-se e parou com os movimentos, dando liberdade para o mais velho mover-se. O médico segurou a cintura do outro e investiu com força dentro dele, tocando-o fundo, com uma mão começou a masturbá-lo no mesmo ritmo das estocadas, que não estavam nada lentas.
O Noire apertou os olhos e mordeu os lábios. Aquilo estava sendo selvagem e ao mesmo tempo romântico. Os espasmos tomaram conta de seu corpo assim que o namorado atingiu-lhe a próstata com força, fazendo-o derramar-se nas mãos do amado, contraindo a entrada.
O médico rosnou e investiu uma última vez profundamente, derramando-se dentro daquele corpo apertado.
Caíram no colchão arfantes, cansados e suados. Hikaru estava morto de cansaço, o coração parecia que ia saltar do peito, sorriu e encostou a cabeça do peito do maior, que lhe fez um cafuné entre as orelhas de gato.
—Vamos tomar um banho?
—Ne… Só se você me levar… –murmurou
—Preguiçoso, vamos! –pegou o Noire no colo e levou-o rapidamente ao banheiro da suíte.
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Ralph estava incrédulo. Então existia uma organização de alterações genéticas? A boca escancarou-se.
—Então… Ralph… Nós estamos procurando emprego, poderia nos ajudar?
—E-emprego? Acho difícil… Mas… –de repente uma lâmpada meio que se acendeu e o loiro teve uma idéia
—Yuu… Será que eu podia… Falar á sós com você? –sussurrou. Taki levantou-se de imediato, recebendo um olhar reprovador de Yuu
—Tudo bem Taki, só vamos conversar, fique aí.
Ralph levou-o até o andar de cima, parando na sala, encarando o outro um tanto receoso.
—Eu… Estou grávido. –os olhos do outro Noire arregalaram-se
—Hã… Que?
—Eu… Fui criado para reproduzir, bem eu tenho um útero. E… Eu pensei que você poderia me ajudar a cuidar da Louise por um tempo, o salário nós vemos depois tudo bem?
—Louise?
—É uma menina, escolhi esse nome… –sorriu. Yuu olhou para a barriga do menor coberta por uma blusa branca larga
—Ahhn… Eu aceito, não tenho muitas opções no momento, Taki sabe cozinhar e lavar roupas –fez uma careta- mas… Como eu disse, na SSG nós temos guardiões e o Taki é, ou era meu guardião, ou seja, ele…
—Não se preocupe! Temos um quarto de hóspedes com dois beliches. –sorriu
Depois de Yuu e Taki conversarem, tiveram de explicar tudo para Koji e Riki.
—Onde nós vamos ficar? –o albino perguntou desolado olhando para o ruivo
—Eu vou embora, achar algo na cidade. –murmurou indiferente. Os olhos do menor arderam com vontade de chorar.
—Eu… Quero voltar para a casa do… Shinji-san… –falou num muxoxo com as bochechas coradas
—Volte, ninguém te impede! –bufou fazendo o menor estremecer
—Grosso, vou mesmo!
O albino falou com Yuu antes de sair do apartamento, era a primeira vez que andava sozinho, estava um pouco nervoso, mas confiava nos seus instintos.
Koji saiu da casa de Alan logo depois, na verdade queria apenas dormir, estava cansado e sentia-se um tanto culpado pelo modo de tratar Riki. Mas se o tratasse com amabilidade daria ainda mais esperanças para o coração machucado do albino.
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Hikaru sorria enquanto as mãos do médico ensaboavam-lhe os cabelos numa massagem gostosa.
—Vou querer isso todo dia… –murmurou deitando a cabeça no ombro do maior, fazendo-o rir
—Me lembre de não te mimar tanto. –ambos riram
O banho acabou depois de vários minutos, a água estava tão quentinha e os músculos tão relaxados que não queriam sair dali nunca.
Secaram-se e já colocaram o pijama, voltando a deitar na cama. Shinji acariciava o braço do Noire numa carícia lenta para cima e para baixo.
—Fome… Quero algo salgado… Depois nós comemos a sobremesa ok? –Hikaru ronronou com a barriga roncando
—Tudo bem, vou preparar um lanche para nós. Espere aqui.
Levantou-se e desceu as escadas. Mogu encontrava-se dormindo no sofá e deu graças á deus por que sua mãe viria buscá-lo amanhã.
Foi para a cozinha e preparou dois pães de cachorros quentes, passou maionese e começou a preparar a salsischa, junto com o milho e o molho de tomate.
A campainha tocou e o médico suspirou. Será que aqueles quatro haviam voltado? Lambeu os dedos sujos de maionese e correu para abrir a porta, dando de cara com Riki.
—Hã… Oi? –fez uma careta. O Noire corou e respirou fundo, hipnotizado por aqueles orbes
—Posso… Ficar aqui? –perguntou receoso
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—Shinji! Que. Merda. É. Essa? –Hikaru gritou ao ver o namorado beijando o outro Noire, com as mãos na cintura do mesmo.
( CONTINUA… )
